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Artesão faz decoração incrível de jardim com ‘bichos’ de lendas amazônicas
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7 anos atrásem
Jardim reúne 10 esculturas de lendas amazônicas em Casa Mapinguari em Rio Branco. Enock Tavares diz que é importante preservar lendas nortistas.
Foto de capa: Artesão decora jardim com lendas amazônicas: ‘Eram os super-heróis da minha infância’ — Foto: Tácita Muniz/G1.
A Amazônia é uma área que reúne um vasto mundo de águas e florestas, mas também esconde uma coleção de lendas que povoam o imaginário. A lenda mais conhecida é do boto cor-de-rosa, que se transforma em um belo homem e atrai as mulheres.
Seringueiros e indígenas propagaram, durante longos anos, por meio da narrativa, outros personagens comuns dentro da floresta amazônica. Quem é do Norte, provavelmente já ouviu falar em curupira, cobra grande, matinta perera, Iara e, claro, o mapinguari.
São personagens tidos como defensores da floresta, que puniam e guardavam o território para preservá-lo, segundo os mais antigos. Natural do estado do Pará, o artesão Enock Tavares, hoje com 69 anos, sempre foi embalado na infância com essas histórias das lendas amazônicas, ao ponto de se tornar um apaixonado pela “mitologia amazônica”, como ele gosta de chamar.
Morando no Acre há 12 anos, ele fez questão de transformar o quintal de casa em um verdadeiro museu desses personagens das histórias que ouvia na infância.
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Personagens ficam espalhados pelo quintal de Enock — Foto: Tácita Muniz/G1.
Ao todo, atualmente ele coleciona 10 esculturas lendárias no espaço que ele batizou de “Casa Mapinguari”. O espaço fica na Vila Custódio Freire, em Rio Branco, e chama a atenção de quem por ali passa.
Logo na entrada, o Mapinguari gigante, com 5 metros de concreto, ícone do estado acreano, dá as boas-vindas para quem quer conhecer mais sobre esse mundo e histórias que sobreviveram ao passar dos anos.
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Enock Pessoa quis fazer museu no quintal de casa para preservar lendas amazônicas — Foto: Tácita Muniz/G1.
“Com 12 e 15 anos, eu convivi com caçador, seringueiros, índios e caboclos que contavam essas histórias como se fossem verdades mesmo. Isso fazia parte da vida deles. Então, cresci com esse sonho e deu certo”, conta.
Nos caminhos do jardim, você consegue passar pela vitória-régia, saci pererê. Ao lado do muro, uma fonte jorra água para amparar a sereia Iara e o boto cor de rosa. Quintal adentro, você também encontra um mapinguari menor, de mais ou menos 2,5 metros. Ao lado da sereia Iara, curupira também aparece para compor o elenco.
Matinta Perera, com o apito de osso, está logo mais a frente. Alguns galhos a deixam quase imperceptível no primeiro olhar. Chegando mais perto, é possível ver a senhora de cabelos brancos que, pela lenda, é dona de um assobio estridente e que traria notícias sobrenaturais.
Visitas
Aposentado, o artesão mantém as esculturas abertas ao público sem nenhuma ajuda do poder público e não cobra pelas visitas ao espaço ao céu aberto. As esculturas são feitas pra aguentar as mudanças do tempo, como sol e chuva.
“Vem muita gente. Uma média de cinco pessoas passam por aqui diariamente, mas no domingo sempre vem mais. Muitas creches vêm e visitam. Às vezes as professoras contam as histórias de cada personagem, às vezes eu mesmo conto”, explica empolgado.
Claro que o que chama mais atenção entre os pequenos é o gigante Mapinguari, oponente na entrada da casa, ele deriva de uma lenda dos índios da região amazônica.
Os caboclos contam que dentro da floresta vive o Mapinguari, um gigante peludo com um olho na testa e a boca no umbigo. Para uns, ele é realmente coberto de pelos, porém, usa uma armadura feita do casco da tartaruga, para outros, a sua pele é igual ao couro de jacaré.
Ao longo do tempo, ele foi tomando a forma em que aparece hoje. Um gigante peludo e olho no umbigo.
Vitória-régia
Outra história do folclore brasileiro é a da vitória-régia, também nascida na região Norte, ela explica que a planta, encontrada nos rios da Amazônia, na verdade, era uma índia que se afogou ao tentar beijar a lua, se transformando assim na planta aquática que é símbolo da Amazônia.
Artesão explica a lenda amazônica do curupira
Curupira
Anão, ágil e de pés para trás. Assim seria a figura do curupira, conhecido como defensor da floresta. A história conta que os pés virados para trás é uma forma de enganar alguém que pretenda segui-lo olhando para suas pegadas. Muitos o apontam como “demônio da floresta” e o tem como persona non grata devido às travessuras.
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Enock ao lado da escultura que representa matinta perera — Foto: Tácita Muniz/G1.
‘Mitologia amazônica’
Filho de pais adventistas, Enock conta que quando começou a fazer os primeiros projetos dos personagens folclóricos chegou a ser advertido pelo pai. “Mas, assim que comecei a fazer, procurei o significado de lenda e vi que lendas eram coisas que não ofendiam. Mostrei pra meu pai e depois disso ele não achou mais ruim”, relembra.
Além das esculturas que decoram seu jardim, o artesão também recicla e transforma lixo em personagens da mitologia amazônica, como gosta de chamar. Ele também faz biojóias e transforma papelão e papel machê em miniesculturas que são levadas para escolas também.
Das encomendas, ele consegue tirar cerca de R$ 500 por semana. Porém, nem sempre há demanda. “Tenho pouca encomenda porque essa questão do artesanato ainda está engatinhando no estado. Minha satisfação é virem aqui, tirarem foto e divulgarem meu nome. Até porque o artista só valorizam depois que morre”, acredita.
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Mapinguari de 5 metros dá boas vindas ao quintal do artesão em Rio Branco — Foto: Tácita Muniz/G1.
‘Eram nossos heróis’
Enock diz que, independente de religião, as lendas amazônicas precisam ser preservadas, não só pelos povos tradicionais, mas também porque ouviu as histórias e hoje pode contar as narrativas daquela época.
Ele destaca que quando criança ouvia com encanto e curiosidade as histórias do povo da mata. “Essas histórias sempre existiram e vão existir pra sempre. Na nossa época, não tinha esses heróis de hoje. Esses das lendas eram os nossos super-heróis daquela época. É como se fosse a nossa mitologia, assim como tem a mitologia grega. Isso eram os nossos semideuses. O caboclo, longe da civilização, o índio, tinham a certeza de que alguém protegia aquilo [floresta]”, finaliza.
Está entre os planos de Enock reabrir a pequena oficina que montou entre as lendas para ensinar a arte de esculpir às crianças da comunidade. Ele chegou a dar aulas em alguns anos, mas por falta de incentivo acabou dando uma pausa no projeto. “Mas, pretendo continuar ensinando assim que puder voltar”, se compromete.
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Passeio em jardim retrata a história de lendas amazônicas — Foto: Tácita Muniz/G1.

Conheça a história da Iara, sereia dos rios amazônicos.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.