OPINIÃO
Artigo: A Maçonaria não escolhe candidatos
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8 anos atrásem
Por séculos a Maçonaria é lembrada como instituição que sempre esteve presente em todas as transformações positivas em prol da humanidade. Foi assim durante a Revolução Francesa, na Independência em diversos Países, no fim da escravidão no Brasil, na formação da República e na também na democracia brasileira.
Essa mesma instituição não se coaduna com partido “A” ou “B” e não se intimida.
O motivo da explanação é para afirmar que não são verdadeiras qualquer menção de apoio institucional a qualquer candidato nas eleições gerais de 2018.
A Ordem busca os mesmos ideais de todo brasileiro honesto: o fim da corrupção, transparência no serviço público e a garantia de melhoria da qualidade da educação, da saúde, dos serviços de infraestrutura e segurança pública.
A Maçonaria não pode apoiar qualquer candidato, pois a instituição é composta por homens livres, que devem buscar na honestidade, na Justiça e na esperança realizar atos de beneficência, com o objetivo de fazer feliz a humanidade e buscar o progresso.
Qualquer pessoa que se auto identifique como líder-membro da Maçonaria e que peça voto para candidato estará infringindo os preceitos da instituição, que defende o respeito a liberdade de crença, credo religioso, e o combate ao preconceitos, assim como posições ideológicas.
Tentar impor as próprias ideias a outros é um ato antidemocrático e uma ofensa grave a todos os irmãos que possuem liberdade e autonomia de pensar por conta própria.
A Maçonaria mantém e sempre manteve um bom relacionamento com governos, igrejas e instituições filosóficas, inclusive desenvolvendo ações beneficentes e filantrópicas em conjunto, e que por ser a Maçonaria uma instituição formada por homens livres e de bons costumes, acreditamos que os candidatos, maçons regulares, independentemente de partido, poderão ajudar nosso Estado e País a resgatar a conduta moral que deve existir nos nossos parlamentares e gestores!
Como cidadão, cada eleitor é responsável pelo próprio voto e por isso cada pessoa deve votar no candidato de sua escolha, conforme a própria consciência, e a GLEAC propugna a que cada maçom acreano se disponha a desenvolver essa nova consciência nacional em que a CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, traz como mote de campanha para este ano o VOTO CONSCIENTE.
Só assim, de fato, o voto se transformará na grande arma de construção de uma Pátria livre, igual e fraterna.
Fernando Alvares Zamora*
Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Acre – GLEAC
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OPINIÃO
Opinião: Uma parlamentar trans como presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara Federal
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3 meses atrásem
28 de março de 2026O caso da deputada federal trans Erika Hilton (SP), eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal e contestada por algumas parlamentares de origem biológica feminina, merece reflexão.
Há distinção entre condição biológica e identidade de gênero. O sexo biológico refere-se a características naturais como cromossomos, órgãos reprodutivos e hormônios. Já a identidade de gênero diz respeito à forma como a pessoa se reconhece e se apresenta socialmente.
No campo jurídico, o Brasil assegura às pessoas trans o direito de serem tratadas conforme sua autopercepção de gênero. Isso significa que, legalmente, uma mulher trans é reconhecida como mulher — embora essa definição não corresponda à esfera biológica.
É legítimo — e não proibido — que algumas pessoas não se sintam representadas por indivíduos trans, como demonstrou a deputada federal Chris Tonietto (RJ).
O bom senso sugere que cargos de representação feminina sejam ocupados por mulheres de origem biológica feminina, e o mesmo princípio poderia valer para os homens. A identidade de gênero, embora deva ser respeitada, não pode se sobrepor à maioria formada por homens e mulheres em sua essência biológica.
A sociedade avançou ou retrocedeu ao acolher pessoas trans em espaços de destaque? Eis a questão. É fato que hoje há maior visibilidade de indivíduos trans, mas isso ainda constitui uma situação particular, não uma regra. Por outro lado, é compreensível que muitas mulheres se sintam desconfortáveis em dividir espaços íntimos, como banheiros, com pessoas trans.
Representantes do movimento LGBTQIA+ afirmam que os seres humanos são complexos. Outros, porém, questionam se não seria mais complexo o pensamento de quem rejeita sua própria condição biológica. É evidente que psicologicamente ninguém é igual.
A sociedade brasileira, composta por mais de 221 milhões de habitantes, não foi consultada sobre o reconhecimento das mulheres trans. O que existe é uma construção jurídica que garante seus direitos. Trata-se, portanto, de uma minoria socialmente reconhecida.
Se alguém se identificar psicologicamente como uma loba, por exemplo, não há obrigação de aceitarmos essa identidade no convívio social. O argumento filosófico de que “tudo muda”, inspirado em Heráclito, é apenas uma perspectiva entre tantas. Ou seja, um ponto de vista.
Mudanças de paradigmas sociais não podem ignorar o equilíbrio e a natureza humana: para muitos, homem continua sendo homem e mulher continua sendo mulher. Ou seja, a base biológica deve ser considerada.
Filosofar como se houvesse obrigação de aceitar todas as transformações comportamentais propostas por grupos minoritários é um equívoco diante da maioria que se posiciona contrária à equiparação plena das pessoas trans.
Não se trata de nostalgia por tecnologias antigas, como a máquina de escrever, visto que ela permanece útil quando falta energia elétrica, mas de rejeitar a ideia de que uma exceção possa ser transformada em regra.
Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC
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A votação dessas duas propostas foi definida na reunião de líderes feita na manhã desta terça-feira, 3, e passou também pela aprovação de outro projeto que cria institutos federais de ensino – um deles em Patos (PB), cidade de nascimento e reduto eleitoral de Hugo Motta (Republicanos-PB).