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As novas cidades da Inglaterra devem ser fáceis de percorrer e verdes, dizem os ativistas | Política de planejamento
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Helena Horton Environment reporter
Os trabalhistas deveriam construir 12 novas cidades na Inglaterra que não dependessem de automóveis ou fossem construídas em planícies aluviais, disse um ex-conselheiro do governo em um relatório.
Um plano detalhado para uma dúzia de novas cidades, proposto pelos grupos de reflexão Britain Remade e Create Streets, significaria 550 mil casas bem concebidas e adequadamente localizadas. As novas casas impulsionariam a economia entre 13 e 28 mil milhões de libras anualmente, melhorando o acesso a empregos bem remunerados em cidades bem conectadas, de acordo com o relatório.
As novas cidades deveriam incluir áreas verdes ladeadas por jardins, praças ajardinadas, árvores nas ruas e parques; eles devem ser ricamente cobertos de árvores e jardins, e os espaços verdes devem ser seguros, privados ou claramente públicos, e não intermediários.
As tentativas recentes de construir novos assentamentos têm sido “deprimentes, insustentáveis e estúpidas” devido à sua expansão e dependência de carros, disse Nicholas Boys Smith, fundador da Create Streets e ex-conselheiro do governo. Novas cidades devem seguir
o princípio da “densidade suave”, o que significa que evitam a expansão e as pessoas podem facilmente caminhar até às lojas, ao trabalho e às comodidades.
Eles também não devem ser construídos sobre paisagens nacionaisplanícies aluviais ou locais de interesse científico especial, e devem ter boas ligações de transportes públicos. Apela a que os empreendimentos sejam de utilização mista e que acabe com a tendência de construção de conjuntos habitacionais a partir dos quais as pessoas têm de conduzir de carro até às zonas industriais e aos centros comerciais.
“Precisamos ter certeza de que nossas necessidades diárias estão todas próximas de onde moramos. Isso permite que mais pessoas caminhem ou andem de bicicleta com prazer na maior parte do tempo. É o que os planejadores chamam de “mudança modal”. É a liberdade de se locomover, seja para trabalho, lazer, compras ou escola, sem a necessidade de depender de carro ou transporte público.”
Os autores identificaram cidades em locais com elevada procura de habitação e que estão bem ligadas às infra-estruturas existentes e planeadas, incluindo os transportes públicos. Todas as novas cidades estão bem ligadas às cidades produtivas da Inglaterra.
Boys Smith disse: “Todas as nossas tentativas lideradas pelo governo para criar novas cidades e assentamentos nos últimos 60 anos basicamente falharam.
“Poucas casas, muito distantes umas das outras e construídas muito lentamente. Não há verdadeiros centros urbanos, pouca mobilidade e muito poucos transportes públicos. Centros cívicos feios que só uma mãe poderia amar. Sem puxar. Nas poucas ocasiões em que realmente construímos algo, não foram cidades, mas subúrbios em expansão. O modelo é “estacionamentos ao lado das estações” e não “novas cidades ao lado das estações”. É deprimente, insustentável e estúpido.
“Precisamos ser mais ambiciosos com o que criamos. Por que as novas cidades deveriam ser mais feias e piores que as antigas? Dez anos depois, não quero discutir como mais uma ronda de novos colonatos liderados pelo governo fracassou. Este artigo sugere como o importante e sábio programa do governo pode evitar esse destino.”
Isso vem como Trabalho enfrenta pressão para implementar o Future Homes Standard na íntegra. Isto significaria que as novas casas teriam de ser devidamente isoladas e ter bombas de calor e painéis solares instalados para reduzir as emissões de carbono e poupar dinheiro em aquecimento.
Sam Richards, CEO da Britain Remade, disse: “Ao construir em densidades suaves, não só podem ser construídas mais casas em menos terreno, mas também as emissões podem ser reduzidas. As pessoas que vivem nas cidades emitem 50% menos carbono do que aquelas que vivem fora delas.”
Novas cidades propostas
● Grande Cambridge: uma expansão para a cidade para desbloquear mais casas, espaço de laboratório e inovação.
● Tempsford, Bedfordshire: uma nova cidade bem conectada que aproveita ao máximo a nova infra-estrutura com excelentes acessos a Cambridge, Oxford e ao centro de Londres.
● Winslow, Buckinghamshire: uma oportunidade de “espelhar” a cidade através da recentemente restaurada East West Rail, que vai até Oxford e Milton Keynes.
● Cheddington, Buckinghamshire: uma nova cidade construída ao longo da linha principal da costa oeste, que se beneficiará de maior capacidade quando o HS2 for inaugurado.
● Salfords, Surrey: esta nova cidade poderia aliviar a crise imobiliária em Brighton e Londres, ao mesmo tempo que ajudaria a financiar melhorias na linha principal vizinha de Brighton e na M23.
● Grande Oxford: uma expansão para a cidade para desbloquear mais casas, espaço de laboratório e inovação.
● Iver, Buckinghamshire: bastante terreno próximo a duas estações da Linha Elizabeth.
● Hatfield Peverel, Essex: uma nova cidade “espelhada” através da linha ferroviária, que é bem servida pela A12 e pela linha principal da costa leste.
● Extensão de Bristol: ajudar a aliviar a pior crise imobiliária fora do Sudeste através da construção de uma das cinturas verdes mais restritivas do Reino Unido.
● Chippenham, Wiltshire: ampliar organicamente a cidade mercantil para leste com uma nova expansão suave de densidade.
● York: alargar a cidade até à sua circular, ajudando a atenuar a pior escassez de habitação no norte.
● Arden Cross (Birmingham Interchange): construir uma nova cidade junto à nova estação HS2, ao aeroporto de Birmingham, à M42, A45 e a uma potencial extensão de eléctrico para o centro de Birmingham.
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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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