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As novas Cinzas? Como a rivalidade entre Austrália e Índia está atingindo novos patamares | Seleção australiana de críquete

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Jack Snape and Josh Nicholas

CAs autoridades australianas do raquitismo esperam atrair 90.000 fãs no Boxing Day deste ano, apenas pela segunda vez em um teste, como parte de um verão que finalmente coloca a Índia ao lado da Inglaterra como o rival de críquete mais importante da Austrália – e parceiro.

A série, que começa em Perth na sexta-feira, é a primeira competição de cinco testes entre os dois países desde 1991-92 e marca o início de um novo visual radical para os verões australianos. Os homens da Índia se tornarão um acompanhamento ainda mais regular, mas as melhores jogadoras da Austrália abandonarão sua terra natal na alta temporada de 2026 para jogar na florescente Women’s Premier League (WPL).

Na verdade, os melhores jogadores masculinos e femininos da Austrália – de acordo com os calendários atuais – jogarão na Índia em janeiro de 2027, fugindo no auge da temporada local de críquete.

CEO da Cricket Austrália, Nick Hockley diz que embora a programação seja um “equilíbrio”, a mudança é para o bem do esporte. “Estamos orgulhosos e super entusiasmados com o fato de a série Índia ser agora uma série de cinco testes, e toda a premissa disso era que o Border-Gavaskar estivesse em pé de igualdade com os Ashes”, diz ele.

As presenças e os retornos financeiros evidenciam a motivação do CA. A Índia tornou-se não só uma atração para multidões como o “velho inimigo” em Inglaterra, a transmissão inesperada dos confrontos Austrália-Índia irá sustentar a recuperação financeira da CA.

Hockley diz que o relacionamento com todos os conselhos de críquete é importante, mas em termos de “economia pura” uma viagem à Índia é “muito, muito significativa”. “Esta série está chegando, não são apenas os fãs indianos e australianos, todos os fãs de críquete em todo o mundo estão realmente interessados, e estamos vendo isso com a venda de ingressos. Há pessoas vindo dos EUA, Canadá, Europa, de todo o mundo para assistir a isso.”

Hockley espera que o número da multidão do Boxing Day “tenha um 8 ou um 9” na frente, o que levaria o comparecimento a uma companhia rara. A maior torcida de críquete do MCG compareceu à final da Copa do Mundo masculina de 2015, entre Austrália e Nova Zelândia, quando 93.013 assistiram aos anfitriões erguerem o troféu. As multidões do Boxing Day chegaram a 90.000 apenas uma vez, quando 91.112 compareceram ao concurso Ashes em 2013.

Gráfico de comparecimento do teste do primeiro dia do Boxing Day

“Pense em Muhammad Ali durante sua carreira, é a luta dos pesos pesados ​​que todo mundo quer ver”, diz Hockley.

Rakesh Patel, fundador do Exército Bharat – o equivalente indiano do Exército Barmy da Inglaterra – diz que o crescimento do interesse nas viagens de teste masculinas da Índia na Austrália pelo menos dobrou desde a última série não afetada pela pandemia em 2019, como parte de um longo prazo tendência.

“O time indiano parece ser mais competitivo em campo, tornando-se uma proposta um pouco mais atraente para os torcedores virem assistir o jogo de seu time, porque há uma chance de eles vencerem”, diz ele.

“Há pessoas que estão gastando mais dinheiro – especialmente a classe média – em experiências de críquete, e é por isso que temos visto um aumento maciço no número de viagens.

“E você olha para as gerações de indianos que emigraram para a Austrália ao longo dos anos. Agora eles também têm um pouco mais de renda disponível, estão um pouco mais estáveis, têm boas carreiras, seu poder de compra mudou e agora eles podem viajar, não apenas para assistir críquete em seu estado, mas fora de seu estado também.”

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Virat Kohli continua sendo uma grande atração para os fãs. Fotografia: Paul Kane/Getty Images

As multidões do primeiro dia estão a caminho de chegar perto dos ingressos esgotados em Adelaide, Brisbane, Melbourne e Sydney. O interesse é um grande alívio para a Cricket Australia, que perdeu US$ 50 milhões nos últimos três anos e teve multidões durante as viagens mais recentes pela Inglaterra e Índia afetadas pelas restrições da Covid, que também exigiram novas despesas como quarentena. “Tivemos a infelicidade de a Covid ter surgido quando tínhamos a Índia e a Inglaterra, e não podíamos ter multidões durante os nossos grandes verões”, diz Hockley.

Mas, embora a receita anual de jogos da CA tenha caído pela metade, para US$ 18 milhões, entre as turnês da Índia em 2018-19 e a temporada 2020-21, afetada pela pandemia, as receitas de transmissão e marketing – apesar da ação legal do parceiro de transmissão, Canal 7 – se mantiveram, em mais de US$ 200 milhões por ano. ano. A discrepância também destaca a grande oportunidade para aumentar a quantidade de conteúdo sobre a Índia.

Hockley diz que as finanças do jogo sofrerão uma melhoria nos próximos dois anos graças a novos acordos de transmissão. “As partidas indianas atraem um prêmio, então você verá isso refletido nos próximos anos, mas ainda mais no próximo ano, porque temos um Ashes, e também tivemos oito jogos contra a Índia, todos em um ano ”, diz ele.

O acordo entre o Channel 7 e a Fox vale cerca de US$ 215 milhões por ano, enquanto a Disney Star paga à CA cerca de US$ 50 milhões por ano durante sete anos, principalmente pelo direito de exibir jogos envolvendo a Índia. “O críquete tem muita sorte de ter a Índia”, diz Hockley. “Brutalmente, o críquete não faria parte das Olimpíadas se o movimento olímpico não perseguisse um vírgula quatro bilhões de olhos.”

A outra implicação de jogar mais críquete de teste contra a Índia, juntamente com o compromisso de longo prazo da Austrália com os Ashes, é que há menos partidas contra outras equipes.

Gráfico mostrando a participação dos testes caseiros da Austrália por oposição.

Em 2027, a seleção masculina da Austrália está programada para viajar para a Índia em meados de janeiro para uma série de cinco testes como parte de um verão que terminará com um teste MCG em março, comemorando 150 anos desde a partida de 1877 entre Austrália e Inglaterra .



Leia Mais: The Guardian

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Autoridades encontram 12 corpos em sepulturas clandestinas no norte do México | Notícias sobre direitos humanos

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Restos de esqueletos descobertos no estado fronteiriço mexicano de Chihuhua são levados ao laboratório para possível identificação, dizem as autoridades.

As autoridades do México descobriram 12 corpos em sepulturas clandestinas no estado fronteiriço de Chihuahua, no norte.

As autoridades descobriram os restos mortais em 11 sepulturas em Ascension, cerca de 180 km (110 milhas) a oeste de Ciudad Juarez, perto da fronteira com os Estados Unidos, informou a promotoria estadual em comunicado na quinta-feira.

Os investigadores começaram a explorar o local desolado em 18 de dezembro e, nos dias seguintes, ampliaram a área de busca.

Eles finalmente encontraram 11 covas rasas separadas nas quais uma dúzia de corpos foram despejados.

Os restos mortais foram levados aos laboratórios forenses estaduais para possível identificação e determinação, se possível, das causas da morte.

Chihuahua tem sido atingida durante anos pela violência ligada ao crime organizado como rota para o tráfico de drogas e o contrabando de migrantes para os EUA.

O estado registrou 3.927 desaparecidos desde 1952, segundo dados oficiais.

Em todo o México, cerca de 120 mil pessoas estão considerado desaparecido em meio a anos de violência e instabilidade.

Os parentes da maioria dessas pessoas desaparecidas são em grande parte deixados sozinhos para procurar seus entes queridos e frequentemente formam grupos de busca voluntários que sair para o deserto em busca de sepulturas clandestinas.

Não se sabe se algum desses grupos de voluntários ajudou as autoridades a localizar os túmulos em Ascensão.



Leia Mais: Aljazeera

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China lança navio de assalto de nova geração ‘Sichuan’ – DW – 27/12/2024

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China lançou um novo navio de assalto anfíbio capaz de lançar caças na sexta-feira buscando fortalecer seu poder de combate no mar.

O lançamento ocorreu com cerimônia no estaleiro Hudong-Zhonghua, em Xangai.

O que sabemos sobre o navio

O Sichuan – o primeiro do seu modelo do tipo 076 – é o maior navio de combate da China até agora. Ele foi projetado para lançar tropas terrestres para combate e fornecer apoio aéreo às tropas.

A embarcação está equipada com uma catapulta eletromagnética que permite que caças sejam lançados diretamente de seu convés, informou a agência de notícias estatal Xinhua. Também possui uma “tecnologia de pára-raios” para que caças possam pousar em seu convés.

O navio passará por mais testes e testes no mar antes de entrar em serviço ativo.

A ambição naval da China

A Marinha de Libertação Popular da China tem trabalhado modernizando suas forças — a maior marinha do mundo em número de navios de guerra — há mais de uma década. Lançou seu primeiro conjunto de navios de assalto anfíbio do tipo 075 em 2019.

Pequim pretende que as suas forças sejam capazes de operar globalmente, em vez de apenas perto da China continental.

A atualização do Sichuan ocorre logo depois que os pesquisadores descobriram que o país estava trabalhando em um porta-aviões movido a energia nuclear para permitir que seus navios fossem implantados em outras regiões sem a necessidade de uma base para reabastecer.

Os EUA têm atualmente 11 porta-aviões – todos eles movidos a energia nuclear. Isto permite que a América envie sempre várias equipas de ataque em todo o mundo.

China tem disputas marítimas com várias nações no mar do Sul da Chinasoberania sobre a qual Pequim afirma quase na sua totalidade. Também tem uma disputa com o Japão pelas Ilhas Senkaku, conhecidas como Diaoyu na China.

Além disso, a marinha da China aumentou a actividade em torno Taiwan nos últimos anos, em meio ao agravamento das relações com os EUA sobre a ilha. A China considera Taiwan ser uma província rebelde e não descartou o uso da força para a “reunificação”.

O plano da China para dominar os mares

Para ver este vídeo, ative o JavaScript e considere atualizar para um navegador que suporta vídeo HTML5

mk/rc (AP, EFE, DPA)



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Governo do Acre direciona R$ 41 milhões à cultura por meio da Fundação Elias Mansour em 2024

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Alessandra Machado

A Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), além de promover os tradicionais Carnaval da Família e Arraial Cultural, na Gameleira, em Rio Branco, conseguiu viabilizar, em 2024, o fomento de diversos setores da cultura em todo o Acre, por meio das leis de incentivo Aldir Blanc (LAB) e Paulo Gustavo (LPG), além do Fundo Estadual de Cultura, que somaram R$ 41 milhões, impulsionando atividades culturais em todos os municípios.

Arraial Cultural foi uma das atividades promovidas pela FEM neste ano. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

Cumprindo com a determinação do governador Gladson Cameli, o presidente da FEM, Minoru Kinpara, tem conseguido revitalizar espaços culturais da capital e interior, proporcionando entretenimento e aquecimento da economia em torno das agendas que envolvem vários fazedores de cultura.

A revitalização da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no antigo Seringal Quixadá, em Rio Branco; da Sala Memória, em Porto Acre; do Salão Cultural Professora Cordélia Lima, em Cruzeiro do Sul; e da Biblioteca Estadual Ancelmo Marinho Lessa, em Tarauacá; demonstram que há uma prioridade do governo do Estado na preservação dos espaços de memória.

Para 2025 outras ações de revitalização estão bem adiantadas e seguem o cronograma de obras, como o Teatro Plácido de Castro e a Biblioteca da Floresta, na capital acreana.

Para o presidente da FEM, 2024 foi um ano de grandes realizações e investimentos no setor cultural. “As leis de incentivo foram fundamentais para movimentar nossa cultura, mas com a recuperação dos espaços demonstramos respeito com o nosso patrimônio, com a nossa história, com a nossa identidade; afinal, os nossos fazedores de cultura precisam desses espaços. Além disso, iniciamos o projeto Cinema nos Bairros, que leva arte e entretenimento aos bairros mais distantes e nossa meta é fazer 60 apresentações em todo estado”, enfatiza.

Governador Gladson Cameli e presidente da FEM entregam a revitalização da Biblioteca Estadual Ancelmo Marinho Lessa, em Tarauacá. Foto: Arquivo/FEM

Uma novidade para 2025 é o Festival da Canção, que já está sendo elaborado, e vai envolver artistas de todos os municípios.

Dando continuidade aos editais de Arte e Patrimônio e do Audiovisual da Lei Paulo Gustavo, a FEM publicou, em 29 de janeiro, o resultado preliminar da análise técnica das propostas.

O Carnaval da Família celebrou a diversidade cultural do Acre. O evento, promovido pelo governo do Acre, encantou moradores e visitantes com sua rica variedade de manifestações artísticas e culturais. Este ano, uma das atrações mais marcantes foi o baile infantil, em que crianças e seus familiares se divertiram em um ambiente seguro e animado. O baile foi marcado por expressões culturais regionais, mostrando toda a diversidade e tradições acreanas. Jabuti-Bumbá, Marujada Brig Esperança e o maracatu Nação Pé Rachado fizeram os olhos de crianças e responsáveis brilharem e reviverem a extensa cultura local.

Jabuti-Bumbá, Marujada Brig Esperança e o maracatu Nação Pé Rachado animaram crianças e adultos. Foto: Arquivo/FEM

Em 15 de fevereiro, a FEM divulgou os nomes de contemplados nos editais de Arte e Patrimônio e do Audiovisual da Lei Paulo Gustavo (LPG). O presidente Minoru Kinpara esclareceu que até aquele momento o único edital da LPG que ainda não havia sido concluído era o referente aos projetos dos povos indígenas, porque a comissão de avaliadores, formada por indígenas, pediu prorrogação do prazo.

O governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), em parceria com o Via Verde Shopping, em Rio Branco, realizou a entrega e inauguração do Espaço Cultural da Calma, um projeto interativo e multidisciplinar voltado para atender crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e afins. O espaço é aberto para a população de terça a domingo, das 15 às 21 horas. O evento contou com a presença do governador Gladson Cameli, destacando seu compromisso e respeito com as crianças acreanas.

Evento contou com presença do governador Gladson Cameli, destacando seu compromisso e respeito com as crianças. Foto: Arquivo/FEM

Em 17 de fevereiro, a FEM publicou a lista preliminar de contemplados no Edital de Povos Originários da Lei Paulo Gustavo, sendo a última etapa dos editais da LPG no Acre.

Lei de Incentivo também promove cultura dos povos originários. Foto: Arquivo/FEM

Em março, 40 representantes do Acre participaram da 4ª Conferência Nacional de Cultura (CNC) em Brasília (DF), com apoio do governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).

Após 11 anos da última edição, o Ministério da Cultura (MinC) reúne fazedores de cultura, trabalhadores, sociedade civil e gestores de todo o país, para debater o tema Democracia e Direito à Cultura.

A chefe do Departamento de Políticas Culturais da FEM, Elane Cristine Almeida, que coordenou a delegação acreana na 4ª CNC, destaca a importância da conferência para a discussão de propostas e reestruturação do Conselho Nacional de Políticas Culturais, além da construção de novas políticas públicas para todo o Brasil.

“Em resultados práticos, o objetivo é colocar todas essas propostas aprovadas como políticas públicas, de forma democrática, para todos os estados e municípios. São 1.700 delegados. Contando com os convidados do próprio MinC e com os observadores, cerca de três mil pessoas participaram dessas discussões”, disse Elane.

Desde o princípio, os delegados tiveram apoio do governo do Acre, por meio da FEM, que organizou as conferências ao longo de 2023. A conferência estadual possibilitou a participação de delegados de todos os municípios, com alojamento e alimentação para todos e, em seguida, todas as passagens aéreas para a ida à 4ª CNC.

Acre teve participação inédita em número de fazedores de cultura em conferência. Foto: Arquivo/FEM

A Feira Delas com Elas foi sucesso no Museu dos Povos Acreanos (MPA), organizada pela FEM, encerrou as ações relativas ao Mês da Mulher no sábado, 30. O presidente Minoru Kinpara destacou a valorização do trabalho das empreendedoras e a qualidade dos produtos apresentados ao público.

A artesã Tainá Maia agradeceu o apoio do governo do Acre para a concretização da feira: “A Feira Delas para Elas é muito importante para fazer circular essa economia criativa e solidária feminina. Somos gratas pela oportunidade”.

Artesãs destacaram importância do evento para promover suas artes. Foto: Arquivo/FEM

Uma cerimônia simples, mas de grande significado, marcou a entrega de certificação dos contemplados em editais da Lei Paulo Gustavo nos editais de Audiovisual, Mestres da Cultura e Arte e Patrimônio da Lei Paulo Gustavo, no auditório do Museu dos Povos Acreanos. Os 317 projetos aprovados nos dois segmentos somam R$ 18,9 milhões e 70% deles já receberam os recursos. Os mais de R$ 22 milhões investidos pela LPG configuram-se no maior investimento da história do setor cultural do Acre.

Camila Costa, do Ministério da Cultura (MinC), agradeceu o apoio do governo do Acre, por meio da FEM, pela dedicação e seriedade nos trâmites dos editais: “É muito bom ver que no Acre houve a preocupação e o respeito pelas ações afirmativas, contemplando povos originários e mulheres negras. Ficamos muito felizes no sucesso dessa parceria com a FEM”.

Mais de R$ 22 milhões investidos pela LPG configuram o maior investimento da história do setor cultural do Acre. Foto: Arquivo/FEM

Em março, a Câmara Temática de Cultura e Economia Criativa discutiu programas e ações conjuntas com representantes de estados da Amazônia Legal, com participação do governo do Acre, por meio da FEM. O encontro foi realizado durante o 27° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Rio Branco.

Minoru Kinpara ressaltou a importância de unir os dirigentes de cultura dos estados para políticas públicas na Amazônia e destacou o papel do governador Gladson Cameli em articular essa união.

Encontro foi realizado durante 27° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Rio Branco. Foto: Arquivo/FEM

Em abril, a FEM publicou uma lista de habilitados ao Prêmio de Fortalecimento da Cultura dos Povos Originários referente à Lei Paulo Gustavo (LPG), que destina R$ 600 mil aos premiados. Conforme o cronograma do edital, o período para pagamento dos prêmios dos qualificados começou no mesmo dia. Foram selecionadas 40 propostas de agentes culturais indígenas, com atuação no campo das culturas indígenas, bem como em saberes tradicionais dos povos originários, incluindo Culinária/Medicina Ancestral; Música/Literatura; Arte/Artesanato e Educação.

Além disso a FEM realizou fóruns para definir editais do Fundo Estadual de Cultura e da Política Nacional Aldir Blanc. Foram quatro fóruns para discussão e formatação dos editais do Fundo Estadual de Cultura (R$ 3 milhões) e do Plano Anual de Aplicação dos Recursos (Paar) da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) para execução de mais de R$ 16 milhões para o Acre.

Presidente Minoru Kinpara destaca importância da participação de todos os segmentos culturais nas discussões. Foto: Arquivo/FEM

Em maio, o Museu dos Povos Acreanos recebeu a exposição Ocupação UrbanoMarginal, promovida por O Coletivo Errantes, resultado do trabalho de um grupo de alunos da Universidade Federal do Acre (Ufac), que, por meio de peças de artes visuais, faz uma leitura da sociedade contemporânea acreana, misturando realidade com ficção em telas e materiais reaproveitados.

Jovens artistas realizaram exposição no Museu dos Povos Acreanos. Foto: Arquivo/FEM

 No mesmo mês, a FEM entregou certificados a fazedores de cultura em Cruzeiro do Sul e reuniu fazedores de cultura das regionais Juruá e Tarauacá-Envira, no dia 15, na Biblioteca Padre Trindade, em Cruzeiro do Sul, para a realização do Fórum da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Além do debate sobre as propostas culturais regionalizadas, foram entregues certificados dos projetos aprovados pela Lei Paulo Gustavo (LPG) e pelo Fundo Estadual de Cultura (Funcultura) de 2023.

Governo do Acre, por meio da FEM, reuniu fazedores de cultura das regionais Juruá e Tarauacá-Envira, na Biblioteca Padre Trindade, em Cruzeiro do Sul. Foto: Aquivo/FEM

O Museu dos Povos Acreanos encerrou a programação de Semana Nacional dos Museus com grande público na noite de 19 de maio, com a apresentação da peça Fiandeiro de Tempos, no Átrio Catraia. A produção do Coletivo Iluminar, com o monólogo do artista Victor Onofre, fez um resgate da vida de ribeirinhos acreanos, valorizando o patrimônio histórico e imaterial da identidade amazônica.

Durante cinco dias, o MPA realizou palestras, minicursos, oficinas, mesa-redonda, apresentação de documentário e de peças, graças à parceria da Fundação Elias Mansour (FEM) com a Universidade Federal do Acre (Ufac). Sob o tema Museus, Educação e Pesquisa, a programação cumpriu o objetivo de promover uma reflexão sobre a fundamental atuação dos museus como impulsionadores de educação e pesquisa.

O coordenador do MPA, Ferleno Ferreira, enalteceu as atividades voltadas para a pesquisa e a participação dos professores da Ufac. “Tivemos uma semana bastante produtiva, com grande participação do público durante esses cinco dias, com atividades que uniram pesquisa, educação e cultura. A peça Fiandeiro de Tempos fechou com chave de ouro nossa programação, porque retrata bem o povo acreano”, disse.

Durante cinco dias, MPA realizou palestras, minicursos, oficinas, mesa-redonda, apresentação de documentário e de peças. Foto: Arquivo/FEM

 A Fundação de Cultura Elias Mansour também realizou um fórum para discutir editais da Política Nacional Aldir Blanc, seguindo a orientação do governador Gladson Cameli, destacando a importância de ouvir os fazedores de cultura e a sociedade civil organizada sobre a formatação dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) para execução de mais de R$ 16 milhões no Acre.

O produtor cultural de audiovisual Moisés Alencastro, que participou do fórum, destacou que as discussões só trazem benefícios, principalmente porque estabelecem critérios para a aplicabilidade dos recursos.

“A comunidade artística e cultural precisa participar da construção desse processo, para entender como os recursos serão distribuídos, quais os critérios de elegibilidade e como pode acessar esses benefícios. É também uma oportunidade para discutir melhorias na implementação da lei e assegurar que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e justa”, enfatizou.

A Fundação de Cultura Elias Mansour realizou um fórum para discutir editais da Política Nacional Aldir Blanc. Foto: Arquivo/FEM

Em junho, o governo do Acre, por meio da FEM, entregou a Casa da Cultura Chico Mendes, mais um espaço cultural que promove desde atividades recreativas a cursos profissionalizantes. A Casa da Cultura Chico Mendes, no bairro homônimo, em Rio Branco, também faz homenagem ao líder sindical e ambientalista. Inaugurado em 2005, o espaço, que era voltado apenas para a leitura, foi revitalizado pela FEM, que, em parceria com o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) e a Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), promove ações voltadas à formação profissional, ao esporte e ao lazer.

A professora Inarjara de Souza, uma das primeiras moradoras do bairro Chico Mendes, lembra com emoção de toda a sua trajetória dentro da Casa de Leitura, onde teve contato pela primeira vez com a literatura: “A comunidade necessita desse espaço, que agrega educação, cultura, esporte e lazer. Minha vida foi transformada aqui e tenho a certeza que agora muitos outros jovens poderão aproveitar essas atividades. Eu fui a primeira agente de leitura daqui e quero continuar contribuindo cada vez mais”.

Casa da Cultura Chico Mendes é mais um espaço cultural que agrega atividades recreativas e cursos profissionalizantes. Foto: Arquivo/FEM

O governo do Estado iniciou, em julho, a revitalização do Complexo Cultural da Lápide de Plácido de Castro, na região do Seringal Benfica (zona rural de Rio Branco), por meio da FEM, que ficou responsável pelas obras de revitalização do museu que integra o equipamento público, começando pela restauração das esculturas e planejamento de atuação emergencial para recuperar as estruturas do local.

Governo do Estado iniciou revitalização do Complexo Histórico de Plácido de Castro, por meio da FEM. Foto: Arquivo/FEM

No dia 10 de julho o governo promoveu o lançamento oficial da programação do Arraial Cultural, que foi realizado pela FEM e secretarias parceiras. As festas juninas promoveram a união das comunidades, oferecendo oportunidades para a interação social, seja por intermédio das quadrilhas, das comidas típicas ou das brincadeiras.

“O Arraial Cultural é o concurso mais esperado das quadrilhas juninas. É o que credencia a campeã que vai disputar o concurso nacional. Então, as quadrilhas se preparam o ano todo, além das competições municipais, principalmente nas estaduais, que são as mais tradicionais da Região Norte. O governo do Estado sempre constrói em conjunto com o movimento junino. Isso valoriza a cultura e o trabalho das comunidades”, afirma Cimar dos Santos, diretor da Quadrilha Pega-Pega, que tem 28 anos de atuação e é considerado o grupo mais antigo em atividade.

FEM e secretarias parceiras se unem para realizar o Arraial Cultural. Foto: Arquivo/FEM

Um dos destaques da tradicional festa foram as apresentações das quadrilhas juninas, que este ano somaram 15, da capital e do interior.

O Arraial Cultural, promovido pelo governo do Estado no Calçadão da Gameleira, em Rio Branco, teve decoração com cores temáticas, praça de alimentação com comidas típicas, parque infantil, palco para o tradicional forró, apresentação das quadrilhas juninas, os tradicionais bingos, ambulantes com comércio variado, ambiente com boa circulação para transeuntes e policiamento reforçado para garantir segurança ao público predominantemente familiar.

Foi o caso do servidor público estadual Manoel Pereira e da esposa Adriana Meireles, do bairro Bahia Nova, que foram com o filho Henri Lima participar do Arraial Cultural.

“Só temos a agradecer o governo do Estado, por pensar em cada detalhe, para que tenhamos uma estrutura tão boa e uma ótima opção de entretenimento nessa área central da cidade”, reconheceu Adriana.

Um dos destaques da tradicional festa foram as apresentações das quadrilhas juninas. Foto: Arquivo/FEM

Na última noite de Arraial Cultural, em 21 de julho, o Calçadão da Gameleira, em Rio Branco, foi palco da emocionante cerimônia de premiação do Concurso Estadual de Quadrilhas 2024. Após intensas cinco noites de festa, o evento reuniu milhares de famílias acreanas, lotando as arquibancadas e impulsionando a economia solidária local. O governador Gladson Cameli e a vice-governadora Mailza Assis marcaram presença na cerimônia, entregando os prêmios e ressaltando a importância da cultura e da união de esforços entre governo e sociedade para a realização de eventos desse porte.

“A cultura proporciona ações positivas, como conhecimento e saúde. É gratificante ver a união de esforços para valorizar nosso potencial e nossas pessoas. Este ano foi um sucesso e o próximo será ainda melhor”, disse o governador.

Governador Gladson e vice Mailza Assis entregaram premiação aos vencedores. Foto: Arquivo/FEM

Para fechar o mês de julho com chave ouro, o governo disponibilizou R$ 2,4 milhões do Fundo Estadual de Cultura, por meio da FEM. Foram cinco editais voltados ao fomento de atividades artístico-culturais em todo o território acreano. Para o presidente da FEM, Minoru Kinpara, esses editais reconhecem a importância de diferentes formas de expressão cultural, desde a valorização das tradições indígenas até de mestres da cultura, além do apoio ao surgimento de novos talentos e instituições culturais.

Foram cinco editais voltados ao fomento de atividades artístico-culturais em todo o território acreano. Foto: Arquivo/FEM

No coração do Calçadão da Gameleira, o Arraial Cultural 2024 encerrou suas festividades no domingo, 21, com uma noite mágica no Palco Arena dos Folguedos. O Desfile das Campeãs trouxe ao palco as três quadrilhas vencedoras do Concurso Estadual de Quadrilhas 2024, iluminando a capital acreana com uma explosão de cores, ritmos e emoções. Com um público vibrante que lotou as arquibancadas, a noite foi um verdadeiro espetáculo de cultura junina.

Arraial Cultural de 2024 foi um grande sucesso de público e de entretenimento. Foto: Arquivo/FEM

Já em 30 de julho o Festival Internacional de Culturas Urbanas do Acre, promovido pelo grupo Acre Graffiti em Rio Branco, com apoio do governo do Acre, foi encerrado com grande público na noite de domingo, 28, após várias apresentações musicais, e a grande final do Campeonato Nacional de Poesia Falada, que teve a participação de 20 poetas de todo o país. O Mutirão de Grafite, que revitalizou as paredes do entorno do Ginásio Poliesportivo do bairro Seis de Agosto, reuniu artistas nacionais e internacionais, que transformaram o local em um verdadeiro mosaico, com variedade de ideias, misturando regionalismo, temas de combate à violência e valorização da arte urbana.

O destaque do festival foi a participação do artista mineiro Edgar Bernardes, o Ed-Mun, que já realizou trabalhos pelo Brasil e países da América Latina, América do Norte, Europa e África. Sua técnica realista de grafite em 3D faz com que seus murais gerem uma sensação de movimento. Há 26 anos dedicando sua vida à arte urbana, aconselhou quem está começando a estudar muito.

“Minha ideia, quando estou fazendo uma arte, é sempre dar a impressão aos expectadores que algo está saindo da parede, interagindo com letras e superfície. Não é fácil, por isso é preciso muita dedicação e estudo, de teoria e prática, além de estar sempre na companhia de pessoas inspiradoras”, recomendou.

Destaque do festival foi participação do artista mineiro Edgar Bernardes, o Ed-Mun, Foto: Arquivo/FEM

Em Cruzeiro do Sul, a Expoacre Juruá teve a apresentação de 50 artistas da região. A programação, com shows de artistas nacionais, rodeio, casamento coletivo e Cavalgada, inclui os fazedores de cultura da região. Na noite de terça-feira, 30, a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) divulgou os nomes dos artistas que se apresentariam nos palcos principal e alternativo.

No último dia de julho, a peça teatral Vozes do Seringal foi apresentada na Usina de Arte João Donato, retratando histórias contadas por homens e mulheres que viveram nos seringais da região amazônica, e que, com muita garra e luta, contribuíram para a construção do Acre, com o apoio da FEM, por meio da Lei Paulo Gustavo.

“Por meio das vozes de nossos avós, pais, mães, tios e tias que tiveram grande parte de suas vidas nos seringais, temos como proposta artística contar as histórias reais e as imaginadas daqueles e por aqueles que de fato viviam nos seringais do nosso estado. Nosso objetivo é valorizar a cultura acreana, provocando o espectador a esse lugar de memória, de sensibilidade e valorização do passado”, explicou a atriz Isadora Aiache.

A programação, com shows de artistas nacionais, rodeio, casamento coletivo e Cavalgada, incluiu os fazedores de cultura da região. Foto: Arquivo/FEM

Agosto começou com sons e sabores tipicamente acreanos no Culturarte na Expoacre. Durante as noites do evento, o palco foi vitrine de 54 artistas da região, que puderam mostrar seu trabalho para quem, simultaneamente, degustava de uma área com pratos tipicamente acreanos. O diretor de Eventos da FEM, Sérgio Siqueira, explicou que “cultura e turismo devem andar juntos”. Observou também que o evento valoriza os artistas locais, dando o espaço de destaque a eles e propiciando que os talentos da terra sejam visibilizados para o maior número de pessoas.

O cantor Valdir Júnior foi o primeiro a se apresentar no palco alternativo. Filho de uma família de músicos, canta na noite há muitos anos e vê como uma grande oportunidade poder se apresentar em um evento como a Expoacre Juruá. “Falo que é de suma importância pra gente poder mostrar nosso trabalho. Eu falava para os meus amigos que estavam me acompanhando, que tocaram comigo, que aqui é a nossa vitrine, para gente poder mostrar para o pessoal da região e de fora também”, avaliou.

Artistas do Juruá são valorizados pela produção do evento. Foto: Arquivo/FEM

 A FEM, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) promoveram a edição do Programa (re)Conexões no Museu dos Povos Acreanos.

Por meio da Lei Paulo Gustavo, no dia 12 de agosto, Moradores da Vila Caquetá, em Porto Acre, participaram da 1ª Feira Literária da Escola União e Progresso, organizada pela diretora Maria da Conceição Silva e pelo professor Renaxon Oliveira, graças aos recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), com o apoio do governo do Estado, por meio da FEM.

O projeto é fruto de duas iniciativas existentes: a Bicicleta da Leitura e o Clube de Leitores, da Escola União e Progresso. A Bicicleta da Leitura, um projeto que surgiu em 2020 com recursos da Lei Aldir Blanc, trouxe livros para a comunidade, por meio de uma bicicleta itinerante, levando a literatura de casa em casa. Já o Clube de Leitores incentiva a leitura entre os alunos da escola. Inspirados por esses projetos, os professores decidiram organizar uma feira literária na praça da agrovila, e a grande participação da comunidade foi celebrada pelos idealizadores.

Bicicleta da Leitura, projeto que surgiu em 2020 com recursos da Lei Aldir Blanc, trouxe livros para comunidade, por meio de uma bicicleta itinerante. Foto: Arquivo/FEM

Como parte da programação da Semana do Patrimônio Cultural no Acre, a FEM e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) fizeram o lançamento do Programa (re)Conexões, com a assinatura de um acordo de cooperação técnica (ACT), no auditório do Museu dos Povos Acreanos, no dia 15 de agosto.

A presidente do Ibram, Fernanda Castro, enfatizou que a determinação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, é de que sejam feitas escutas em todos os estados do país. “A ideia dessa escuta coletiva é restabelecer os laços entre os entes federativos e estimular, consolidar e ampliar a participação da comunidade. Vamos ouvir e construir juntos as diretrizes do setor museal, discutindo coletivamente a revisão do Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM) para o fortalecimento do Sistema Brasileiro de Museus (SBM) e do 8º Fórum Nacional de Museus, que este ano acontecerá em Fortaleza”, explicou à época.

Presidente do Ibram, Fernanda Castro, enfatizou que determinação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, é de que sejam feitas escutas em todos estados do país. Foto: Arquivo/FEM

No fim de agosto a cultura do Acre ganhou novo fôlego, quando o auditório do Museu dos Povos Acreanos foi palco de um evento histórico para o setor no estado. Em um ato que celebra a diversidade e a riqueza cultural do Acre, foram lançados dez novos editais por meio da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), instituída pela Lei Federal nº 14.399, totalizando o investimento de R$ 16,7 milhões, um marco que representa não apenas uma injeção financeira, mas um verdadeiro compromisso com a alma artística de um povo que se expressa por meio da música, dança, teatro, artes visuais e tantas outras manifestações culturais.

Em setembro, o ponto alto das atividades culturais ficou por conta da Expoacre, em Rio Branco. Com apoio da FEM, mais de 30 artistas se apresentaram no Palco Alternativo, no Espaço Cultural do Sebrae e no Palco Sertanejo.  Muitos ritmos foram contemplados nos nove dias da feira, desde gospel, rap, rock e forró, até o sertanejo.

Os integrantes da banda Metal Jacket, Alberto Ferreira (vocal), Bruno Moura (guitarra), Ricardo Costa (baixo) e Bala Paula (bateria), ficaram animados com o retorno aos palcos da maior feira de negócios do estado. “Já nos apresentamos na Expoacre desde 2016, mas ano passado tivemos problemas com equipamentos no palco e não conseguimos fazer o show. Neste ano, ficamos contentes com o Espaço Cultural do Sebrae, que teve bastante movimentação. Temos a certeza de que o público gostou do nosso estilo musical, que engloba canções clássicas do rock”, disse Bruno Moura.

Integrantes da banda Metal Jacket, Alberto Ferreira (vocal), Bruno Moura (guitarra), Ricardo Costa (baixo) e Bala Paula (bateria), ficaram animados com retorno aos palcos da maior feira de negócios do estado. Foto: cedida

Em 11 de setembro, o governo do Acre, por meio da FEM, entregou para a comunidade de Cruzeiro do Sul, o Salão Cultural Professora Cordélia Lima totalmente revitalizado. O salão beneficia não só os fazedores de cultura da região, mas também a comunidade em geral, pois é utilizado para as cerimônias de formaturas de escolas do município.

Kinpara agradeceu o empenho do governador Gladson Cameli em priorizar a reabertura dos espaços culturais em todo estado. O secretário municipal de Cultura, Aldemir Maciel, falou sobre a importância da reabertura do espaço cultural para a cidade: “Nós só temos a agradecer ao governo. Nossos artistas e a comunidade aguardavam ansiosamente por este momento. E agora temos muito o que comemorar, com o retorno das atividades no Cordélia Lima”.

Salão Cultural Professora Cordélia Lima foi totalmente revitalizado. Foto: Arquivo/FEM

Ainda em setembro, a FEM entregou a Igreja Nossa Senhora do Rosário revitalizada. As comunidades do Quixadá e adjacências comemoraram a reabertura do templo.  A FEM foi responsável pelas obras na igreja, que é a segunda mais antiga de Rio Branco e foi tombada como patrimônio histórico. O cearense Adauto de Lima, seringalista, construiu a igreja em 1937 para a realização da primeira missa dos irmãos ordenados padres, em 1938, onde era a sede do antigo Seringal Boa Água. Desde então, o espaço reúne fiéis para a celebração de missas, batismos, casamentos e demais eventos da Igreja Católica.

“Procuramos manter a identidade da igreja original, com todo o respeito às suas características arquitetônicas e valorizamos a comunidade, usando a força de trabalho local”, explicou o engenheiro Ari Silveira.

FEM foi responsável pelas obras de revitalização da igreja, que é a segunda mais antiga de Rio Branco e foi tombada como patrimônio histórico. Foto: Arquivo/FEM

Outra revitalização que marcou setembro foi a da Sala Memória em Porto Acre. O espaço já passou por várias reformas desde que foi aberto, no fim de 1980, mas dessa vez foi preciso revitalizar toda a parte física, mantendo as características originais que acolhem um acervo histórico com mais de três mil peças e artefatos catalogados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O grande homenageado do dia foi o servidor público aposentado Artur Sena, primeiro coordenador da Sala Memória de Porto Acre, responsável pela coleta da maioria dos objetos históricos que estão no local.

À época da inauguração com 81 anos, Artur Sena lembrou que quando assumiu a missão havia apenas 53 peças no espaço e teve a ideia de estimular a população a doar o que tinha em casa, por meio de sorteio de eletrodomésticos. Dessa forma, em apenas uma das campanhas de arrecadação, conseguiu coletar 400 artefatos, que passaram a fazer parte do acervo.

“Tivemos que dar um incentivo para que as pessoas trouxessem os objetos históricos. Pedimos apoio do comércio, para doar os produtos, e fazíamos os sorteios. Se [a pessoa] trouxesse duas peças, ganhava dois cupons do sorteio. Era difícil convencer as pessoas, mas, após duas décadas de trabalho, consegui deixar aqui mais de 800 peças catalogadas pelo Iphan”, celebrou.

Espaço já passou por várias reformas desde que foi aberto, no fim de 1980, mas dessa vez foi preciso revitalizar toda parte física. Foto: Arquivo/FEM

Aprovado na lei de incentivo à cultura, Lei Paulo Gustavo (LPG), o  Festival Pachamama: da Floresta aos Andes é realizado pela produtora Saci Filmes, tendo iniciado, este ano, sua primeira fase no dia 8 de novembro e levando o melhor do cinema latino-americano e amazônico a cinco cidades: começando em Xapuri, na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, seguindo para Brasileia, Cobija (Bolívia), Assis Brasil, e finalizando em Puerto Maldonado, no Peru.

O cineasta e realizador do Pachamama, Sérgio de Carvalho, afirmou que este ano o evento está focado na integração amazônica e latina. “Acreditamos muito na importância e potência dessa integração por meio da cultura, tanto da capital como no interior; do Acre com os países fronteiriços”, afirmou.

Festival Pachamama, realizado pela Saci Filmes, iniciou sua primeira fase em novembro e leva melhor do cinema latino-americano e amazônico a cinco cidades. Foto: Arquivo/FEM

Em outubro, a FEM inicia o dossiê para tornar Novenário de Cruzeiro do Sul patrimônio histórico-cultural e imaterial do Acre. A pedido da sociedade civil organizada de Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Acre, a FEM, por meio de seu Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural (DPHC), deu início a um dossiê sobre o Novenário de Nossa Senhora da Glória, considerada a segunda maior festa religiosa da Região Norte pela Igreja Católica. Uma equipe técnica da FEM realizou pesquisa de campo na cidade, colhendo informações, fazendo pesquisa bibliográfica, entrevistas e produzindo material audiovisual.

A FEM tem trabalhado em parceria com os conselhos de patrimônio e cultura locais, para que um material rico em informações comprove ao Conselho Estadual de Patrimônio Histórico e Cultural do estado que o Novenário é um bem cultural acreano.

A historiadora da FEM Irineida Nobre, que está coordenando a pesquisa, explica que, após o levantamento de dados, o Conselho se reúne e avalia se o pedido é pertinente. “A pesquisa só está sendo possível porque foi uma demanda da sociedade. Ou seja, os próprios cruzeirenses fazem questão do reconhecimento da celebração como parte da história do estado, e principalmente da cidade”, explica.

Historiadora da FEM, Irineida Nobre está coordenando toda a pesquisa. Foto: Arquivo/FEM

No mês dedicado às crianças, a Biblioteca Pública de Rio Branco teve programação especial.  As atividades incluíram exibição de filmes infantis, sessões de contação de histórias e atividades circenses, proporcionando uma experiência cultural e educativa para o público infantil. O espaço foi especialmente preparado para o acolhimento das crianças, que são incentivadas para desenvolver a criatividade por meio das atividades lúdicas.

A coordenadora da Escola Balão Encantado, Luciane de Barros, que levou turmas do ensino fundamental para as atividades na Biblioteca, ficou encantada com a programação. “Todo cuidado com a decoração que envolve o clássico O País das Maravilhas, de forma interativa, deixou as crianças em êxtase e superou nossas expectativas. Sabemos da importância da literatura para a vida, por isso essa inclusão é necessária”, destacou Luciane.

Atividades incluíram exibição de filmes infantis, sessões de contação de histórias e atividades circenses. Foto: Arquivo/FEM

A FEM também realizou programação especial para crianças no Museu dos Povos Acreanos e Via Verde Shopping. No Espaço Cultural da Calma, que atende especialmente crianças com transtorno do espectro autista e condições afins, houve a apresentação do Palhaço Peteleco, brincadeiras interativas, pintura facial e esculturas em balão, como parte das comemorações.

A coordenadora do espaço, Eloilma Lima, explicou que a principal função do evento foi promover a inclusão e refletir sobre as experiências específicas das crianças atípicas. “Reconhecer essas especificidades é reconhecer o sujeito em sua globalidade”, destacou.

No dia 11 de outubro a FEM publicou lista de contemplados em editais do Fundo Estadual de Cultura 2024, com o resultado final dos editais para os quais o Fundo destinou R$ 2,4 milhões no total.  Os cinco editais foram voltados ao fomento de atividades artísticas-culturais em todo o território acreano, assim distribuídos: Edital de Arte e Patrimônio, Edital de Fortalecimento dos Povos Originários, Edital Prêmio Mestres da Cultura, Edital Entidades Representativas e Edital de Iniciantes.

O cinema esteve em alta em 2024. Estreou no Cine Teatro Recreio, em 19 de outubro, curta-metragem Minha Mãe Mentiu, que conta a vida da personagem Diolinda, uma moradora de Senador Guiomard que criou 12 filhos e usou a mentira como um meio de amenizar a árdua realidade causada pela falta de recursos. A produção foi financiada pela Lei Paulo Gustavo, por meio do governo federal, e do governo do Acre, por intermédio da Fundação de Cultura Elias Mansour.

Produção foi financiada pela Lei Paulo Gustavo, por meio do governo federal, e do governo do Acre, por intermédio da Fundação de Cultura Elias Mansour

Em 22 de outubro, o Ministério da Cultura promoveu oficina territorial sobre o Plano Nacional de Cultura no Acre, no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, com o apoio do governo do Acre, por meio da FEM. O objetivo central da iniciativa foi identificar os principais desafios culturais de cada estado, garantindo que a realidade local seja considerada na construção do novo PNC para os próximos dez anos.

Para a coordenadora-geral de projetos estratégicos do MinC, Sofia Mettenheim, a oficina propiciou um momento de aprofundar, com a sociedade civil, debates iniciados na 4ª Conferência Nacional de Cultura e materializar quais são as prioridades para a política cultural para os próximos dez anos. “É um processo de escuta e de trabalho, de colaboração na construção desse importante conteúdo que vai nortear as ações do Sistema Nacional de Cultura nessa próxima década”, explicou.

Novembro começou com a apresentação de curtas-metragens de diretores acreanos, financiados pela Lei Paulo Gustavo, no Teatro Hélio Melo. Abandonada no Orfanato, dirigido por Moisés Souza, baseado no conto A Louca do Orfanato, de Fátima Cordeiro, e o curta Uma Vivência na Cultura Acreana, do cineasta Guilherme Francisco, agradaram o público.

O cineasta Guilherme Francisco, que atua no cenário cultural acreano há muito tempo, mencionou as dificuldades de realizar um curta de ficção. “Uma Vivência na Cultura Acreana trabalha a história de Chico Mendes e da Revolução Acreana, de maneira bem imagética, para acessar inclusive as escolas e o público infanto-juvenil”, disse Francisco.

A professora de artes da rede pública, Elizabeth Muniz, enalteceu a importância das produções locais que mostram a realidade do estado e o modo que a sociedade enfrenta as suas dificuldades.

Com empenho do governo do Acre, Tarauacá celebrou a reinauguração da Biblioteca Estadual Ancelmo Marinho Lessa no dia 26 de novembro. Abrir uma biblioteca é mais do que erguer paredes ou reorganizar prateleiras; é iluminar caminhos, dar asas aos sonhos e garantir que as portas para o conhecimento jamais se fechem. Foi com esse espírito que o governador Gladson Cameli reinaugurou o espaço. Em um evento repleto de emoção e significado, o equipamento cultural foi devolvido à comunidade com uma infraestrutura modernizada e ampliada, reafirmando o compromisso do governo com a educação, a cultura, a arte e a juventude.

“Não existe nada mais importante para um gestor público do que promover cultura e conhecimento”, destacou Gladson Cameli durante a cerimônia. E reforçou que a biblioteca não é apenas um espaço físico, mas uma janela para o futuro.

Espaço foi devolvido à comunidade com infraestrutura modernizada e ampliada, reafirmando compromisso do governo com educação, cultura, arte e juventude. Foto: Arquivo/FEM

O governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), anunciou no dia 29 de novembro o resultado dos editais referentes à Formação e Cultura Viva (Pontos e Pontões de Cultura), da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), oriundos de recursos do governo federal repassados pelo Ministério da Cultura. O montante dos três editais equivale a quase R$ 3 milhões.

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