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As surpresas do PSOL com o processo de cassação de…

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As surpresas do PSOL com o processo de cassação de...

Nicholas Shores

Deputados do PSOL disseram que não esperavam a aprovação de um parecer pela cassação de Glauber Braga no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara e veem as digitais de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Arthur Lira (PP-AL) na votação, que terminou com placar de 13 a 5 a favor do relatório. A expectativa – que acabou frustrada – era que o relator, Paulo Magalhães (PSD-BA) recomendasse a pena de suspensão.

Na semana passada, a bancada do PSOL pediu à ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) uma intervenção do Palácio do Planalto a favor de Glauber. Nesta quarta-feira, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), foi ao Conselho de Ética apelar ao presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior (União Brasil-BA), pelo encerramento da reunião e adiamento da votação. Tudo em vão.

Aliados de Glauber Braga ficaram revoltados com o atraso na abertura da ordem do dia no plenário da Casa, que teria encerrado imediatamente as reuniões das comissões, inclusive o Conselho de Ética. O deputado Tarcísio Motta (RJ) afirmou que ficou “nítido” que Hugo Motta trabalhou pela cassação de seu colega de partido e o chamou de “pau-mandado” de Lira – a quem, por sua vez, Glauber já chamou de “bandido”.

Ao assumir a presidência da Câmara, Motta se comprometeu com os líderes de bancadas da Casa a sempre iniciar a ordem do dia das sessões plenárias pontualmente às 16h. 

Desde então, ele vinha cumprindo o combinado, salvo pequenos atrasos – mas nunca com uma demora de quase três horas, como nesta quarta-feira. Aliados de Glauber Braga estão convencidos de que Motta esperou o fim da votação no Conselho de Ética para iniciar os trabalhos no plenário. Em declarações públicas, passaram a questionar se o paraibano tem mesmo “autonomia” em relação a Lira para presidir a Câmara.

Segundo o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), alguns representantes de outros partidos no Conselho de Ética vinham se mostrando reticentes, em conversas reservadas, sobre aprovar o parecer pela cassação de Glauber Braga. Mas reuniões com líderes de bancadas teriam evidenciado a articulação de Lira contra o desafeto e transformado o processo em um “jogo de cartas marcadas”.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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