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Assembleia Geral da ONU exige cessar-fogo “imediato” em Gaza e apoia UNRWA | Notícias de Gaza
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2 anos atrásem
A Assembleia Geral das Nações Unidas votou esmagadoramente a favor de um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e manifestou o seu apoio ao trabalho da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA).
A assembleia aprovou na quarta-feira uma resolução exigindo um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente em Gaza, que foi aprovada com 158 votos a favor da assembleia de 193 membros e nove votos contra com 13 abstenções.
Uma segunda resolução expressando apoio à UNRWA e deplorando uma nova lei israelense que proibiria as operações da agência da ONU em Israel foi aprovada com 159 votos a favor, nove contra e 11 abstenções.
Essa resolução exige que Israel respeite o mandato da UNRWA e apela ao governo israelita “para cumprir as suas obrigações internacionais, respeitar os privilégios e imunidades da UNRWA e defender a sua responsabilidade de permitir e facilitar a assistência humanitária plena, rápida, segura e sem entraves em todas as suas formas”. dentro e ao longo de toda a Faixa de Gaza”.
Ambas as votações culminaram em dois dias de discursos na ONU, onde oradores após oradores apelaram ao fim da guerra de 14 meses de Israel no território palestiniano, que matou pelo menos 44.805 pessoas – na sua maioria mulheres e crianças palestinianas – e feriu 106.257.
“Gaza já não existe”, disse o embaixador da Eslovénia na ONU, Samuel Zbogar, na reunião da Assembleia Geral. “Está destruído. Os civis enfrentam fome, desespero e morte”, disse ele.
“Não há razão para esta guerra continuar. Precisamos de um cessar-fogo agora. Precisamos trazer os reféns para casa agora”, acrescentou.
O vice-embaixador da Argélia na ONU, Nacim Gaouaoui, abordou a incapacidade do mundo de parar a guerra em Gaza: “O preço do silêncio e do fracasso face à tragédia palestiniana é um preço muito pesado e será ainda mais pesado amanhã.”
Gabriel Elizondo, da Al Jazeera, reportando da sede da ONU em Nova Iorque, disse que “a mensagem é clara com estas duas resoluções”.
“Número um, a UNRWA precisa de ser protegida e o seu mandato precisa de ser protegido e reforçado. É claro que Israel está a tentar destruir a UNRWA. Eles deixaram isso bem claro há muitos meses”, disse Elizondo.
“E a segunda mensagem que envia é que a esmagadora maioria do mundo pede, mais uma vez, um cessar-fogo imediato em Gaza”, disse ele.
Israel e EUA votam contra resolução da ONU
Israel e o seu mais fiel aliado, os Estados Unidos, faziam parte de uma pequena minoria de países e dos seus representantes que falavam e votavam contra as resoluções na ONU.
O vice-embaixador dos EUA na ONU, Robert Wood, reiterou a oposição de Washington à resolução de cessar-fogo antes da votação e criticou os palestinos por novamente não terem mencionado o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 a Israel, que matou cerca de 1.139 pessoas e viu mais de 200 israelenses serem capturados. cativo em Gaza.
“Numa altura em que o Hamas se sente isolado devido ao cessar-fogo no Líbano, o projecto de resolução sobre um cessar-fogo em Gaza corre o risco de enviar uma mensagem perigosa ao Hamas de que não há necessidade de negociar ou libertar os reféns”, disse ele.
Antes da votação na ONU, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, acusou os apoiantes das resoluções de cumplicidade com o Hamas.
“Ao exigir hoje um cessar-fogo sem abordar os reféns, esta assembleia estará mais uma vez do lado daqueles que transformam o sofrimento humano em arma”, disse Danon.
Embora as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sejam juridicamente vinculativas, as resoluções da Assembleia Geral não o são, embora reflitam a opinião mundial.
Os palestinianos e os seus apoiantes foram à Assembleia Geral depois de os EUA terem vetado uma resolução do Conselho de Segurança em 20 de Novembro exigindo um cessar-fogo imediato em Gaza.
A linguagem da resolução de cessar-fogo adoptada pela assembleia é a mesma do texto da resolução vetada do Conselho de Segurança, e exige “um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente a ser respeitado por todas as partes”, ao mesmo tempo que reitera uma “exigência pela imediata e libertação incondicional de todos os reféns”.
O Embaixador Palestiniano na ONU, Riyad Mansour, disse na semana passada, durante o primeiro dia de debate na sessão especial da assembleia sobre o assunto, que Gaza é “o coração sangrento da Palestina”.
“As imagens das nossas crianças queimadas em tendas, sem comida na barriga, sem esperanças e sem horizonte para o futuro, e depois de terem suportado a dor e a perda durante mais de um ano, devem assombrar a consciência do mundo e incitar à acção para acabe com este pesadelo”, disse Mansour.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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