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Ataques aéreos israelenses no Líbano e Gaza matam dezenas enquanto foguetes são disparados contra Israel | Líbano
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Associated Press
Os ataques aéreos israelenses na sexta-feira mataram pelo menos 52 pessoas e feriram muitas outras, disse o Ministério da Saúde libanês, enquanto foguetes disparados de Líbano caiu sobre Israel no sábado.
A polícia israelense disse que 19 pessoas ficaram feridas antes do amanhecer de sábado na cidade central de Tira. Três projéteis cruzaram Israel do Líbano, disseram os militares de Israel, e alguns foram interceptados.
O serviço de ambulância Magen David Adom disse que dois dos feridos estavam em condições moderadas devido ao ataque e os outros tiveram ferimentos menores. Uma foto divulgada pelo serviço mostrou danos ao que parecia ser um prédio de apartamentos.
No vale de Bekaa, no nordeste do Líbano, equipes de resgate procuraram sobreviventes depois que ataques aéreos mataram nove pessoas e derrubaram um prédio que abrigava 20 pessoas na cidade de Younine. Outros ataques israelenses mataram 12 pessoas na cidade de Amhaz e outras 31 em pelo menos uma dúzia de aldeias, elevando o número total de mortos para 52, disse o Ministério da Saúde. O bombardeio deixou 72 pessoas feridas, acrescentou o ministério. Não houve comentários imediatos de Israel sobre os ataques.
A última violência surge no contexto de um renovado esforço diplomático da administração de Joe Biden, dias antes das eleições presidenciais dos EUA, para alcançar acordos de cessar-fogo temporário.
No centro GazaOs palestinos recuperaram os corpos de 25 pessoas mortas em uma série de ataques aéreos israelenses que começaram na quinta-feira, disseram autoridades do hospital.
Israel intensificou a sua ofensiva contra os restantes Hamas combatentes em Gaza, bombardeando áreas no norte e aumentando o receio de agravamento das condições humanitárias para os civis que ainda lá residem.
No Líbano, Israel alargou os seus ataques nas últimas semanas a grandes centros urbanos, como a cidade de Baalbek, onde vivem 80 mil pessoas, depois de inicialmente ter como alvo aldeias fronteiriças mais pequenas no sul, onde Hezbolá conduz operações.
O Hezbollah, apoiado pelo Irão, começou a disparar foguetes, drones e mísseis do Líbano contra Israel, em solidariedade com o Hamas, imediatamente após o ataque liderado pelo Hamas, em 7 de Outubro de 2023, a Israel, que desencadeou a guerra em Gaza. Os combates transfronteiriços que duraram um ano transformaram-se numa guerra total em 1 de Outubro, quando as forças israelitas lançaram uma invasão terrestre no sul do Líbano.
Na capital do Líbano, aviões israelenses atacaram o subúrbio de Dahiyeh, no sul de Beirute, durante a noite e na manhã de sexta-feira, pela primeira vez em quatro dias. Os militares israelenses, que alertaram os residentes para evacuarem pelo menos nove locais em Dahiyeh, disseram que atingiram locais de fabricação de armas e centros de comando do Hezbollah.
Desde que o conflito entre Israel e o Hezbollah eclodiu em 2023, mais de 2.897 pessoas foram mortas e 13.150 feridas no Líbano, disse o Ministério da Saúde, sem incluir o número de sexta-feira.
No geral, as agências da ONU estimam que a invasão terrestre e o bombardeamento do Líbano por Israel tenham deslocado 1,4 milhões de pessoas. Cerca de 60 mil residentes das comunidades do norte de Israel, perto do Líbano, também estão deslocados há mais de um ano.
O Hezbollah continuou a disparar foguetes contra o norte de Israel, com projéteis lançados do Líbano na quinta-feira atingindo áreas agrícolas e matando sete pessoas, incluindo quatro trabalhadores agrícolas tailandeses.
Israel também prosseguiu na sexta-feira com o bombardeio de Gaza, onde uma série de ataques aéreos atingiu o campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, e matou pelo menos 21 palestinos – incluindo um menino de 18 meses e sua irmã de 10 anos – de acordo com autoridades de saúde. no vizinho hospital dos Mártires de Al-Aqsa.
Os ataques israelenses também atingiram uma motocicleta em Zuwaida e uma casa em Deir al-Balah, matando mais quatro pessoas, disseram autoridades do hospital, elevando para 25 o número total de mortos em Gaza na sexta-feira.
Israel disse que tinha como alvo a infra-estrutura do Hamas e um militante que operava perto do campo de refugiados de Nuseirat, mas não comentou os ataques fora do campo. Ele disse estar ciente de relatos de vítimas civis e estar investigando. Num anúncio separado, o exército disse que um ataque aéreo a um veículo na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, matou um membro importante do gabinete político do Hamas, Izz al-Din Kassab, e o seu assistente, Ayman Ayesh.
O Hamas confirmou a morte de Kassab. Israel alegou que ele era um coordenador entre grupos militantes em Gaza.
Enquanto os diplomatas americanos deixavam a região após uma série de reuniões com autoridades israelitas, não havia sinais de um avanço no cessar-fogo no Líbano ou em Gaza.
Na sexta-feira, o Hamas reforçou as suas exigências de longa data de um cessar-fogo permanente e da retirada total de Israel de Gaza, dizendo que Israel ofereceu apenas uma pausa temporária na guerra e um aumento nos envios de ajuda nas últimas negociações. Não houve comentários imediatos de Israel.
Mais de 43 mil palestinos foram mortos na guerra de Israel em Gaza desde 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas em Israel e levaram mais de 250 reféns de volta para Gaza.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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