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Ataques israelenses têm como alvo palestinos em Gaza em meio a negociações de cessar-fogo | Notícias do conflito Israel-Palestina
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O Programa Alimentar Mundial condena as forças israelitas por dispararem contra um dos seus comboios em Gaza, num incidente “inaceitável”.
Os recentes ataques israelitas mataram e feriram dezenas de palestinianos em toda a Faixa de Gaza, no meio de conversações em curso para chegar a uma trégua negociar no território sitiado.
Fontes médicas disseram à Al Jazeera Árabe que Bombardeio israelense feriu cerca de 40 pessoas ao norte do campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, na segunda-feira. Vítimas, incluindo crianças, também foram relatadas na área de al-Mawasi, perto de Khan Younis.
A Defesa Civil Palestina disse que recuperou os corpos de três pessoas mortas no bombardeio israelense em Nuseirat e de outra pessoa em Khirbet al-Adas, ao norte de Rafah.
O Ministério da Saúde de Gaza havia dito na segunda-feira que pelo menos 49 pessoas foram mortas nas 24 horas anteriores, elevando o número de mortos palestinos na guerra para 45.854.
Israel tem matado diariamente dezenas de palestinianos em Gaza desde o início da guerra em Outubro de 2023. Também impôs um bloqueio sufocante ao território e deslocou quase toda a sua população.
As duras condições do inverno agravaram os problemas dos palestinos que se abrigam em tendas improvisadas, já enfrentando a fome e a falta de cuidados médicos.
O Gabinete de Comunicação Social do Governo de Gaza disse na segunda-feira que oito palestinianos deslocados morreram devido ao forte frio das últimas semanas, alertando que o número pode aumentar em meio às péssimas condições do território.
“Consideramos a ocupação israelita totalmente responsável pela deterioração das condições humanitárias na Faixa de Gaza, bem como a administração americana e os países que apoiaram e participaram no genocídio”, afirmou o gabinete num comunicado.
Apelou às organizações internacionais e aos países árabes e muçulmanos para intervirem urgentemente para salvar os civis em Gaza.
O Programa Alimentar Mundial (PMA) acusou na segunda-feira as forças israelenses de disparar contra um de seus comboios um dia antes.
Descreveu o tiroteio, que não resultou em vítimas, como “inaceitável”.
“O Programa Alimentar Mundial condena veementemente o terrível incidente de 5 de janeiro, quando um comboio do PAM claramente marcado foi alvejado pelas forças israelitas perto do posto de controlo de Wadi Gaza, colocando em risco tremendo a vida do nosso pessoal e deixando os veículos imobilizados”, afirmou o PAM. em um comunicado.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, enfrentam mandados de prisão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra em Gaza, incluindo a utilização da “fome como método de guerra”.
No contexto da violência e da crise humanitária em Gaza, os esforços diplomáticos continuaram para chegar a um acordo de cessar-fogo que levaria à libertação dos prisioneiros israelitas detidos pelo Hamas e outros grupos palestinianos.
Autoridades do Hamas disseram a vários meios de comunicação na segunda-feira que o grupo está disposto a libertar 34 prisioneiros israelenses na primeira fase do acordo, que também levaria à libertação de um número não especificado de prisioneiros palestinos detidos por Israel.
Não está claro quantos dos cativos israelenses da lista inicial ainda estão vivos. O Hamas disse que o bombardeio israelense matou vários prisioneiros desde o início da guerra.
A mídia israelense informou na segunda-feira que o chefe do Mossad David Barnea adiou uma viagem a Doha para finalizar o acordo enquanto Israel aguarda a resposta do Hamas a uma proposta.
O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou na segunda-feira que “seria um inferno a pagar” se os cativos não fossem libertados quando ele regressar à Casa Branca para um segundo mandato, em 20 de janeiro.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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