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Aubrey Plaza supera imagem de garota sarcástica do cinema – 13/10/2024 – Cinema e Séries
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The New York Times
“Eu sangro por filmes”, Aubrey Plaza me disse em uma manhã de agosto. Ela passou a última década trabalhando em um ritmo quase ininterrupto, determinada a mostrar que há mais nela do que April Ludgate, a estagiária desinteressada que interpretou em seis temporadas da sitcom “Parks and Recreation”.
Embora o ponto de Plaza já tenha sido provado —em particular, a dobradinha de “The White Lotus” e “Emily the Criminal”, de 2022, demonstrou amplamente seu alcance— essa determinação ainda não diminuiu.
Na verdade, Plaza tem se mantido tão prolífica que seus três projetos mais recentes foram lançados com poucos dias de diferença nos Estados Unidos. O primeiro foi a encantadora comédia de viagem no tempo “My Old Ass”, em 13 de setembro; seguido pela série “Agatha Desde Sempre”, da Marvel, na qual ela interpreta a antagonista romântica da bruxa de Kathryn Hahn, de “WandaVision”. No dia 27, foi lançado o aguardado “Megalopolis”, do diretor Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão”), que apresenta Plaza em um papel marcante, diferente de tudo que ela já fez.
Você poderia chamar isso de “Outono de Aubrey” se a atriz de 40 anos não estivesse tão envergonhada com a sincronicidade. “É quase embaraçoso”, ela disse. “As pessoas dizem: ‘Deus, você trabalha tanto!’.” Plaza considerou reduzir os trabalhos de atuação enquanto escreve um novo filme que espera ser sua estreia na direção. Por outro lado, ela planeja estrelar esse filme também.
“Eu nunca vou deixar de ter fome de encontrar papéis”, ela disse. “É quase uma questão de sobrevivência para mim, onde eu preciso atuar ou simplesmente morrerei.”
Há humor no abismo entre a grandiosidade das declarações de Plaza e a monotonia de sua voz. Ainda assim, você não deve confundir tudo o que ela diz com sarcasmo. “Eu não levo nada de forma leviana”, ela me disse, um mandamento que ela estende ao seu trabalho. “Mesmo que seja uma comédia, eu trato da mesma forma: sou muito intensa sobre o que estou fazendo.”
Talvez a percepção popular de Plaza tenha estado errada o tempo todo: o que tantas pessoas descrevem como sua falta de afeto pode, na verdade, ser um fervor mal disfarçado, um tremor sob a superfície ameaçando se tornar o maior de todos se ela algum dia ousar deixá-lo emergir.
Hahn, que conhece Plaza desde que participou de “Parks and Recreation”, disse que as duas se uniram por sua obsessão pela falecida atriz Gena Rowlands. Ela descreveu Plaza como “faminta” por tudo que é Hollywood.
“Ela é uma estudante e uma diretora de cinema à moda antiga, que fuma charutos e dá aulas de teoria do cinema ocasionalmente”, Hahn escreveu em um email. “Ela ama o estrelato à moda antiga. Lembro-me dela dizendo: ‘É tudo para o livro de memórias’.”
Com um nome tão grandioso quanto Wow Platinum, é claro que o personagem de Plaza em “Megalopolis” não foi feito para ser interpretado como uma flor murcha: de fato, a atriz entra em cada uma de suas cenas como se fosse um prêmio a ser conquistado.
Sua Wow é uma repórter financeira ambiciosa que ama o arquiteto visionário Cesar Catilina (Adam Driver), mas se cansa de ser apenas sua amante. Determinada a governar como metade de um casal poderoso, ela mira implacavelmente no magnata bancário Hamilton Crassus 3º (Jon Voight), o único homem rico o suficiente para financiar as inovações arquitetônicas ambiciosas de seu ex.
Embora “Megalopolis” tenha recebido críticas extremamente mistas, a maioria dos críticos concorda que Plaza oferece a performance mais bem-sucedida, seja porque ela tem o entendimento mais claro do filme em que está ou porque consegue dobrar seu tom em sua direção através de pura bravata. Ou ambos. No entanto, ela ficou surpresa ao ser chamada para o papel de Wow.
“Mesmo a descrição física dela, não acho que eu seja a pessoa em que você pensaria imediatamente”, ela disse (para uma encarnação anterior de “Megalopolis”, Coppola teria procurado Cate Blanchett para o papel). Mas Plaza estava disposta a fazer o que fosse necessário para o filme, até mesmo descolorir seu cabelo para loiro platinado pela primeira vez. Ela se sentiu inspirada por figuras como Faye Dunaway em “Rede de Intrigas” e Nicole Kidman em “Um Sonho Sem Limites”, mulheres ousadas e destemidas que buscam poder em mundos dominados por homens.
Em desenvolvimento há décadas, “Megalopolis” finalmente começou a ser filmado em novembro de 2022, depois que Coppola vendeu uma parte de seu império vinícola e autofinanciou o filme com US$ 120 milhões (R$ 675 milhões). Por todos os relatos, não foi uma produção comum.
Um relatório publicado pelo Guardian chamou a filmagem de “desastre” e citou fontes anônimas que disseram que, enquanto filmava uma cena de boate, Coppola tentou beijar algumas das figurantes. Ele disse ao Times que não era “tátil” e “muito tímido” para ter feito isso; mais tarde, disse à Rolling Stone que havia beijado algumas na bochecha, embora fossem “jovens que ele conhecia”.
Questionada sobre a alegação, Plaza hesitou. “Eu não estava no set naquele dia, então realmente não sei o que aconteceu lá”, ela disse. Mas admitiu que a produção não era “para os fracos de coração”, com Coppola valorizando a espontaneidade e dirigindo um elenco cheio de personalidades fortes que estavam acostumadas a liderar seus próprios filmes.
“Foi uma loucura trabalhar naquele filme”, disse Plaza. “Minha mentalidade todos os dias era ‘cada um por si; só os fortes sobrevivem aqui’.”
Qualquer cena estava em disputa, já que Coppola era tão propenso a dizer a Plaza que “na próxima tomada, você é uma aranha”, quanto a seguir uma ideia dada por seu barista. “Havia dias em que eu ia para o set pensando que estávamos prestes a começar a filmar”, ela disse, “e em vez disso, Francis dizia: ‘Eu gostaria de jogar um jogo.’ ” Ao lembrar disso, ela imitou o som de um disco arranhando.
Embora Plaza se sentisse inspirada pela abordagem não convencional de Coppola, ela também sabia que, se não conseguisse reivindicar seu espaço nesse material em constante mudança, corria o risco de ser apagada da tela. Entre as tomadas, ela permanecia no personagem, esperando canalizar a força de Wow como um mecanismo de sobrevivência.
“Mesmo no carro a caminho do set, eu me transformava em Wow”, ela disse. “Eu pensava: ‘OK, estou apavorada agora, estou tendo um colapso nervoso como eu mesma, mas Wow não está. Ela pode lidar com qualquer coisa’. E eu mudava como uma lâmpada: ‘É hora de Wow’.”
Plaza disse que os atores que estavam dispostos a improvisar acabaram se mostrando mais aptos a navegar pela produção. “Se você não estivesse, então seria devorado vivo”, ela disse. “Você tinha que ser confiante e ter um plano porque nem tudo estava no roteiro.”
E mesmo as páginas poderiam vir de qualquer lugar. Quando ela conheceu Voight antes do teste de câmera, o ator lhe entregou uma pilha de cenas que havia escrito à mão em seu quarto de hotel. “Ficava pensando na minha cabeça: ‘Meu Deus, ele está escrevendo cenas para um filme de Coppola, ele deve estar fora de si’.” Mas Voight a encorajou a fazer o mesmo, sugerindo que o que ela criasse poderia entrar no filme.
Foi assim que Plaza ajudou a criar a cena mais memorável de “Megalopolis”, na qual Wow, recém-casada com Crassus, sobe em uma mesa e ordena que o filho do homem (Shia LaBeouf) a satisfaça oralmente enquanto a chama de Tia Wow. A ideia inicial de Coppola para a sequência não estava totalmente formada, então Plaza e LaBeouf tomaram as rédeas, escrevendo uma cena para seu diretor que pulsa com um vigor cômico demente.
No final, “Megalopolis” ofereceu uma experiência tão intensa quanto qualquer coisa que ela poderia reunir, disse Plaza: “Demorou muito, mas finalmente encontrei o que estava procurando, que é ter Francis me dirigindo de uma maneira verdadeiramente inspiradora e não sobre o resultado final”. Quando você está trabalhando com Coppola, qualquer coisa e tudo está sobre a mesa.
No final de junho, Plaza, que é casada com o escritor e diretor Jeff Baena, comemorou seus 40 anos com uma festa de aniversário que homenageou seu ídolo de longa data, Judy Garland. Uma drag queen apresentou “Somewhere Over the Rainbow”. Os cardápios do jantar foram inspirados no flyer do show de Garland no Carnegie Hall, só que com o rosto de Plaza no lugar. E, como surpresa final, membros do Coro Gay Masculino de Los Angeles saíram do armário de Plaza —”sem trocadilhos”, ela disse— para serená-la com uma série de músicas, incluindo “Parabéns a Você”.
A ideia de completar 40 anos é algo que Plaza explorou recentemente em “My Old Ass”, no qual ela interpreta Elliott, uma mulher prestes a atingir essa idade crucial que atravessa o véu do tempo e consegue se conectar com sua versão adolescente. Se Plaza pudesse fazer isso também, ela teria alcançado todas as coisas que sua versão mais jovem esperava aos 40 anos?
“Profissionalmente, talvez, mas não sei”, ela disse. “Nada nunca é bom o suficiente para mim. Sou muito exigente comigo mesma.”
Ela tem se mantido tão ocupada como sempre, tendo recentemente ido de um período intenso na peça off-Broadway “Danny and the Deep Blue Sea” para a Bulgária, onde filmou uma comédia para maiores de idade chamada “Animal Friends”, com Ryan Reynolds, e depois para Albuquerque, no Novo México, onde gravou o próximo drama criminal de Ethan Coen, “Honey Don’t”. Mas ainda há duas coisas que ela sempre sonhou em fazer. Uma é essa estreia na direção, mas a outra é ainda mais tentadora: ela realmente, realmente quer apresentar o Oscar.
Embora muitas estrelas recusem o trabalho de alto risco, Plaza está abertamente buscando isso. Depois de algumas apresentações espirituosas no Independent Spirit Awards, ela se sente pronta para comandar a maior noite de Hollywood. Em um recente jantar com John Waters, ela conheceu alguns executivos da academia e se ofereceu para a posição, argumentando que o apresentador precisa ser alguém que se importa profundamente com filmes.
“Me deixa louca quando você vê um Oscar ruim porque este é o grande evento, são todas as pessoas mais brilhantes que fazem filmes para o mundo inteiro, então não podemos fazer o melhor show?”, ela disse. “Estou colocando isso no universo, estou manifestando, porque eu vivo para filmes. Eu me importo.”
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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