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Autor chileno Antonio Skarmeta morre aos 83 anos – DW – 16/10/2024

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Figura de destaque da literatura latino-americana, o escritor, roteirista e diretor chileno Antonio Skarmeta morreu em Santiago aos 83 anos, vítima de câncer. Também serviu como embaixador do Chile na Alemanha de 2000 a 2003, tendo estabelecido uma nova casa no país após fugir do regime de Pinochet.

Antonio Skarmeta nasceu em Antofagasta, uma cidade na parte subtropical norte de Chileem 7 de novembro de 1940.

Pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, seus avós emigraram da Croácia para o Chile. O romance de Skarmeta de 1999, “La Boda del Poeta” (O Casamento do Poeta), conta a história de sua vida.

Muitas de suas obras contêm características autobiográficas. E muitos deles focam na fuga e no exílio, que foi um de seus temas mais importantes.

Skarmeta estudou no Instituto Nacional de Chile, a escola para meninos mais renomada do país. A escola moldou-o para a vida: “Ensinou-me a democracia. Era frequentado por estudantes de todas as esferas da vida, dos pobres, da classe média e dos ricos. Isso explica as minhas posições na literatura e na política”, disse ele à DW em 2017. como parte de uma longa entrevista realizada no Chile para o projeto multimídia “Artistas Depois da Fuga”.

Documentário: Depois da Fuga – Encontrando um Lar em uma Terra Estrangeira

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Após terminar o ensino médio, Antonio Skarmeta estudou filosofia no Chile e passou algum tempo nos EUA.

Na década de 1970, apoiou o presidente socialista democraticamente eleito Salvador Allende, que foi deposto por Augusto Pinochet em 1973. No dia do golpe, em 9 de setembro de 1973, Allende suicidou-se no palácio presidencial.

Nos meses e anos seguintes, numerosos artistas, intelectuais e opositores de Pinochet foram torturados ou assassinados pela ditadura militar.

O compositor Victor Jara foi morto a tiros em um estádio esportivo. O amigo de Skarmeta, o poeta nacional chileno Pablo Neruda, morreu pouco depois em um hospital. Sua família sempre alegou que ele havia sido envenenado; investigações posteriores determinaram que ele não morreu de câncer como alegaram as autoridades.

Numerosos intelectuais deixaram o país, entre eles a escritora Isabel Allende. Antonio Skarmeta também decidiu deixar o Chile em 1973, enquanto ainda era possível.

Ele veio para Berlim Ocidental em 1974 com a ajuda de uma bolsa do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). Sua primeira esposa e seus dois filhos juntaram-se a ele logo depois.

Em Berlim, trabalhou para transformar suas últimas experiências em obras literárias. Em “No pasó nada” (Nada aconteceu), ele retratou a perspectiva de um jovem sobre as complicadas relações entre seu antigo e seu novo lar. Contava a história de uma família dilacerada pelo exílio. Foi a história dele.

Um homem mais velho sentado num banco.
Antonio Skarmeta em 2017, entrevistado pela DW no âmbito do projeto ‘Artistas Depois da Fuga’Imagem: DW

Skarmeta, Neruda e os poetas queridos do Chile

Foi também em Berlim que escreveu o romance que lhe rendeu fama internacional. “Ardiente Paciência” (Burning Patience), publicado em 1985, foi adaptado para o filme “O Carteiro” (1994), estrelado pelo ator francês Philippe Noiret.

Através da história de um carteiro que conquistou seu interesse amoroso com a ajuda de versos românticos, o romance se apresenta como uma homenagem literária a Pablo Neruda. “’Ardiente Paciência’ é também a história de um poeta que ama o seu povo e de um povo que ama os seus poetas”, disse Skarmeta.

“Pablo Neruda tinha uma relação especial com as pessoas. Muitas vezes testemunhei isso”, acrescentou Skarmeta, recordando como as pessoas numa pequena aldeia uma vez pediram a Neruda que citasse poemas que estes camponeses e artesãos conheciam e amavam.

Pablo Neruda de chapéu, em 1972.
Pablo Neruda e 1972Imagem: Leemage/IMAGO

Após o fim do regime de Pinochet em 1989, Antonio Skarmeta regressou ao Chile, após 16 anos de exílio em Berlim. Ele estava acompanhado por sua segunda esposa, uma alemã, e seus dois filhos. Seus dois filhos mais velhos de sua primeira esposa já eram adultos e permaneceram em Berlim. O exílio também significou que a família de Skarmeta vive em dois continentes.

Regressar a um país dividido

Os anos de ditadura destruíram o país que o poeta tanto amou.

Os chilenos ex-exilados queriam ajudar a reconstruir a democracia, pois “nos primeiros anos da década de 1990 ela ainda era muito instável”, lembrou Skarmeta. “Houve um presidente eleito democraticamente, mas Pinochet permaneceu no cargo de comandante militar por algum tempo” – até 1998. Pinochet morreu em 2006, sem nunca ter sido responsabilizado pelos crimes cometidos durante sua ditadura.

Junto com seu trabalho como escritor, Antonio Skarmeta também apresentou um programa de literatura na televisão chilena durante a década de 1990. De 2000 a 2003, regressou à Alemanha como embaixador do seu país natal em Berlim. Em 2014, foi homenageado com o prêmio literário mais importante do Chile, o Prêmio Nacional de Literatura do Chile.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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