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Autora americana Joy Williams: ‘A história confortável precisa mudar’ | Ficção
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2 anos atrásem
Alex Clark
J.oy Williams, 80 anos, escreveu cinco romances e quatro coletâneas de histórias e recebeu vários prêmios. Seu mais recente livro de contos, Sobre o Futuro das Almas: 99 histórias de Azrael (Tuskar Rock), foi publicado no início deste ano. O seu trabalho abrange desde o exame filosófico do ser, da crença e da moralidade até compromissos urgentes com a catástrofe ambiental; James Salter escreveu sobre ela que ela pertence à companhia de Céline e Flannery O’Connor. Nascida em Massachusetts, ela agora vive no deserto de Sonora.
Uma coleção anterior sua chamava-se 99 histórias de Deuse agora você mudou para Azrael (o anjo da morte e transportador de almas) como o assunto. O que atraiu você nele?
Li em uma coleção de WS Merwin sua tradução do poema de Adriano no leito de morte para sua alma – Animal vago macio – tão triste e sucinto. A alma, um assunto digno. E Azrael sempre me fascinou: ele era a morte, mas não exatamente a morte. Ele foi mais uma linda criação do Islã. Eu o imagino como responsável por todas as almas desta Terra cheia de alma.
Azrael é frequentemente retratado lutando com o diabo. Como você acha que funciona o relacionamento deles? Parece quase mais importante do que o dele com Deus.
Depois de conversar com Azrael uma vez, Deus não se comunica muito com ele. O diabo está muito mais disposto a se envolver com este esplêndido inocente cujo dever é transportar almas, um trabalho cada vez mais preocupante e estranho.
Conte-me um pouco sobre por que a brevidade e a concisão são tão importantes para o seu trabalho – algumas das histórias aqui têm apenas algumas linhas.
Almas é semelhante em método e maneira a 99 histórias de Deusque foi escrito há cerca de oito anos, mas acho que é mais focado. Foi escrito num período de tempo muito mais breve, um tempo encantado mesmo, pois a cada dia na minha mesa eu sabia que algo chegaria, um pequeno pedaço essencial de algo maior. A brevidade destas dádivas vislumbradas foi essencial para o seu misterioso poder e efeito – poder sobre mim, pelo menos. Não sinto que posso montar algo assim novamente.
Durante muitos anos, você escreveu sobre a emergência climática e a destruição ambiental. Eu me pergunto se o seu pensamento sobre como representar isso na ficção se desenvolveu e onde você acha que isso pode ir?
Estou sempre tentando me convencer de que a ficção vai levante-se e jogue fora as muletas que o sustentam há muito tempo. A história confortável precisa mudar. Precisa ser mais estranho, menos pessoal.
Você cresceu no Maine, um filho único, e seu pai era um ministro congregacional. Houve aspectos específicos da sua educação que o moldaram como escritor?
Isso soa gótico. Mas era fora de moda comum.
Você se descreveria como um escritor metafísico? Há muitos detalhes concretos e terrenos em seu trabalho, mas você parece preocupado em alcançar os tipos de verdade que não são imediatamente observáveis ou comprováveis.
Sempre houve essa tensão, uma forte tensão na escrita americana. Sempre achei que a consciência da culpa, um anseio imaterial e uma esperança de transformação são essenciais para a voz americana. Cheever tem, Cormac McCarthy definitivamente.
Você não está sozinho nisso – Marilynne Robinson é um exemplo, e em suas diferentes maneiras os escritores como Don DeLillo, Richard Powers e Rachel Kushner. Você acha que existe uma tradição americana específica desse tipo de escrita?
Marilynne Robinson diz que leu Moby Dick quando ela tinha nove anos. Eu gostaria de poder dizer uma coisa dessas! Eu estava lendo livros sobre cavalos, livros sobre cães, histórias de Baba Yaga em Jack e Jill revista: meu cartão da biblioteca era meu bem mais precioso, mas eu não lia com muita discriminação.
Você começou a escrever bem cedo na sua vida – você era publicado às 22. Que tipo de escritor você queria ser e acha que poderia ser?
Escrevi minha primeira história quando estava no ensino médio. Era sobre uma garota solitária viajando de ônibus para casa em direção a alguma tragédia não especificada que havia ocorrido e seus pensamentos. Eu enviei para Dezessete revista. Eles estavam fazendo um concurso de ficção. Nunca ouvi falar deles. Meus pais disseram que deve ter se perdido no correio.
Quais escritores foram importantes para você à medida que envelhecia? Acredito que Emily Dickinson foi uma delas…
Na faculdade eu li Emily Dickinson. Enviei um artigo para uma revista acadêmica sobre uma fotografia de Emily que mostra muito claramente os dois lados de sua personalidade, de seu próprio ser; seu rosto está praticamente dividido ao meio – escuridão e luz. Também nunca tive notícias deles.
Quando você estava estudando em Iowa, Raymond Carver e Richard Yates estavam por perto. Algum deles causou uma boa impressão em você?
Eu era amigo de Ray e de sua esposa, Maryann. Ele estava escrevendo poesia em Iowa, mas eu tive algumas aulas de ficção com ele antes de ele deixar o programa: ele me deu seu exemplar de William Styronromance de Deite-se na escuridão. Acho que ele não precisava disso. Richard Yates visitou por um ano. Ele parecia ansioso. Sua coleção Onze tipos de solidão tinha acabado de sair e as histórias pareciam tão antigas para mim. Os estudantes são cruéis, é claro. A última coisa que desejam é ficar impressionados com a geração anterior.
após a promoção do boletim informativo
Eu li sobre uma palestra que você deu uma vez, na qual você citou Marcos Twaina frase de um escritor que precisa de uma caneta que foi “aquecido no inferno”Para escrever de forma verdadeira e substancial. O que isso significou no seu trabalho?
Sim, é essencial ter essas canetas: não há quantidade suficiente delas disponíveis. Um escritor também precisa estar com raiva e ter um sentimento de admiração. Realmente há algo tão insondável em estarmos aqui.
Como você escreve, quero dizer, física e logisticamente? Pergunto porque não acho que você use um computador, ou nunca tenha usado.
Tenho várias máquinas de escrever e todas têm algo errado com elas. Enviei meu favorito para limpeza e a UPS o perdeu. Agora não tenho um favorito. Isto não é o ideal.
Existe um livro ou escritor ao qual você volta regularmente?
Estou sempre lendo poesia e comentários e escritos de Maurice Nicoll.
O que você gostou de ler recentemente?
Acabei de terminar o Mann’s Doutor Fausto pela primeira vez, e os incríveis romances de Andrei Platonov. Mais recentemente fiquei impressionado com o trabalho de Ta-Nehisi Coates A mensagem.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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