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Autoridade Palestina se recusa a recuar na luta contra os combatentes de Jenin | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Jenin, Cisjordânia ocupada – Nahida al-Sabbagh enfrenta os combates no campo de refugiados de Jenin, onde vive, desde sábado. Os combates entre combatentes armados palestinos locais das Brigadas Jenin e as forças de segurança continuam perto de sua casa, 24 horas por dia.
Mas é a identidade das forças de segurança em confronto com esses combatentes que mais choca Nahida. Eles não são israelenses. Na verdade, eles são palestinos e representar a Autoridade Palestina (AP).
“Nunca imaginamos que as forças de segurança iriam tratar o campo desta forma”, disse a palestiniana de 52 anos.
Os confrontos em torno da casa da família al-Sabbagh, no bairro de al-Mahyoub, no campo, são o resultado de uma campanha contínua lançada pelo aparelho de segurança da AP sob o nome “Proteger a Pátria”. A campanha foi justificada como um esforço para “perseguir criminosos” e infratores da lei e evitar que o campo se tornasse um campo de batalha como Gazade acordo com Anwar Rajab, porta-voz das forças de segurança da AP.
Rajab também caracterizou os combatentes em Jenin como pró-iranianos e “mercenários”, e ajudou o Tentativas da extrema direita israelense enfraquecer a AP.
As Brigadas Jenin, o principal alvo da AP, têm ligações com a Jihad Islâmica Palestiniana, apoiada pelo Irão, mas também têm membros afiliados a outros grupos palestinianos.
“O que eles estão a fazer é criar áreas fora do controlo e da soberania da Autoridade Palestiniana”, disse Rajab à Al Jazeera, referindo-se aos combatentes palestinianos que são alvo da operação da AP. “Isto é evidente na sua rejeição de qualquer presença da AP e do seu aparelho dentro do campo, (assim) servindo as agendas das forças externas que foram responsáveis pela destruição de Gaza, do Líbano e da Síria.”
O ataque da AP ao acampamento, que começou em 14 de dezembro, seguiu-se a um cerco de 10 dias. Durante esse período, as forças de segurança mataram um civil desarmado de 19 anos, Rabhi al-Shalabi, no campo, enquanto ele andava de moto, uma cena captada pela câmara que gerou indignação generalizada. Então, no dia em que a operação começou, no sábado, uma criança de 13 anos, bem como um comandante das Brigadas Jenin que era procurado por Israel, também foram mortos.
A Autoridade Palestina assumiu “total responsabilidade” pelo assassinato de al-Shalabi, mas nenhuma ação imediata foi anunciada para prender os policiais envolvidos ou encaminhá-los ao Ministério Público para investigação, aumentando ainda mais a raiva nas ruas.
As justificações para a operação não conseguiram convencer os 24 mil refugiados palestinianos que vivem no meio quilómetro quadrado (0,19 milhas quadradas) que constitui o campo densamente povoado. Estes residentes suportaram mais de um ano de incursões e ataques israelitas, e muitos vêem a campanha como uma tentativa de eliminar a resistência palestiniana, em linha com a posição da AP. coordenação de segurança com Israel.
Embora esta não seja a primeira campanha da AP contra o campo de Jenin, é a primeira durante a guerra de Israel em Gaza e no meio dos contínuos ataques israelitas ao campo, que foi invadido mais de 80 vezes durante o ano passado, resultando em mais de 220 mortes. e milhares de feridos, segundo o Ministério da Saúde palestino.
Fadi expressou sua indignação à Al Jazeera pelo que descreveu ter acontecido com ele. O homem de 42 anos disse que as forças de segurança invadiram o seu edifício e forçaram os residentes próximos a abandonarem as suas casas, detendo-os no seu apartamento.
“Eles atiraram em mim, aterrorizando meus filhos, só porque eu estava na varanda. E eles não pararam por aí – entraram à força na minha casa”, disse Fadi, contando como os seus filhos e os filhos dos seus vizinhos ficaram aterrorizados, e como ele é procurado pelas forças de segurança da AP depois de aparecer num vídeo nas redes sociais falando sobre sua provação.
Fadi está convencido de que, apesar das reivindicações da AP, o campo apoia totalmente as Brigadas Jenin.
“Qualquer pessoa que duvide do apoio popular à resistência no campo deveria visitá-lo agora e ver o público reunindo-se em torno dele”, disse Fadi. “Ninguém aqui desistirá da resistência.”
Autoridade Palestina se recusa a fazer concessões
A Autoridade Palestina tem controle administrativo parcial sobre a Cisjordânia ocupada – onde Jenin fica na parte norte. No entanto, Israel tem controlo militar total sobre o território palestiniano desde 1967.
Nos últimos dias, o campo de Jenin esteve sob cerco da AP, sem movimento de entrada ou saída, juntamente com cortes de eletricidade e água. A situação médica é grave, com ambulâncias incapazes de entrar ou sair, apesar do grande número de feridos resultantes de confrontos contínuos entre os dois lados.
Apesar da difícil situação dentro do campo e dos intensos combates, as autoridades de segurança continuam empenhadas em continuar a operação.
O Ministro do Interior da AP, Ziad Hab al-Reeh, reiterou durante uma reunião na sede da província de Jenin na quarta-feira que a operação continuaria até que os seus objectivos fossem alcançados.
“Perseguiremos qualquer um que tente interferir nos recursos do nosso povo e sabotar o projecto nacional palestiniano”, disse Hab al-Reeh.
Alguns residentes dos campos concordam com os objectivos da campanha, mas rejeitam os métodos utilizados pelas forças de segurança.
Hani Hijazi, 54 anos, que mora na rua al-Sikka, na parte oeste do campo, disse que entende a necessidade das forças de segurança operarem dentro do campo e resolverem as questões que surgiram, mas não através dos métodos que levaram a as mortes de civis inocentes.
Hijazi, como muitos outros no campo, teme que isto possa evoluir para um confronto maior entre os dois lados, potencialmente levando a uma “guerra civil”.
“Ambos os lados são responsáveis; lutar não é a solução. A reconciliação é”, disse Hijazi.
Justificativas para operação ‘falsas’
Em meio à rápida escalada dos acontecimentos no campo, os moradores questionaram o momento da operação da Autoridade Palestina.
As Brigadas Jenin foram formadas em 2021 e, embora o movimento da Jihad Islâmica compreenda a maior parte dele, todas as facções palestinas estão representadas em suas alas militares, incluindo as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, a ala militar do Fatah – a facção palestina que domina o PA.
Além disso, Israel invadiu repetidamente o campo e a perseguição aos combatentes armados não cessou.
Kifah al-Omari, 51 anos, residente de Bab al-Saha, no centro do campo, perguntou à Al Jazeera por que a Autoridade Palestina interviria.

Al-Omari sentou-se do lado de fora de sua casa com sua família enquanto falava, aquecendo-se em um fogão a lenha devido ao apagão de eletricidade no acampamento e à falta de aquecimento em suas casas.
“Nós, que vivemos no centro deste evento, sabemos muito bem que todas as justificações fornecidas pela AP são falsas”, disse al-Omari. “Isso nos deixa especulando sobre o verdadeiro motivo desta campanha e seu momento.”
Tal como muitos outros palestinianos, al-Omari não excluiu que a causa possa estar ligada a importantes acordos políticos na Cisjordânia ocupada e em Gaza, preparando a AP para alargar o seu controlo sobre Gaza no caso de qualquer acordo para acabar com a guerra em Gaza. o enclave.
O governo israelita tem sublinhado repetidamente que não confia na AP para combater eficazmente os combatentes da resistência palestiniana, e muitos palestinianos acreditam que operações como a de Jenin são um esforço para provar que a AP pode de facto erradicar os combatentes.
Rajab, o porta-voz das forças de segurança, rejeitou as acusações de que a AP está a trabalhar com Israel contra os combatentes da resistência, dizendo que a AP “forneceu protecção a 200 palestinianos que foram alvo de liquidação e assassinato imediato por Israel”.
“É uma decisão soberana do mais alto nível da AP trabalhar com todos os nossos esforços, meios e métodos para evitar outra catástrofe e desastre na Cisjordânia, como aconteceu na Faixa de Gaza”, acrescentou, numa nova tentativa. para justificar o ataque.
No entanto, al-Omari afirmou que foram feitas ofertas dos habitantes locais do campo à AP para resolver a situação sem derramamento de sangue, mas que estas foram recusadas.
Em vez disso, disse al-Omari, a AP exigiu que “os indivíduos procurados se entregassem e entregassem as suas armas”.
“Esta exigência não foi acompanhada de quaisquer garantias ou ofertas para protegê-los ou ao campo das forças de ocupação israelitas, razão pela qual os combatentes e residentes do campo a rejeitaram”, acrescentou al-Omari.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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