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Beatles – 19/10/2024 – Antonio Prata

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“Falo em palestras que uma missão plausível para os artistas é fazer com que as pessoas apreciem, ao menos um pouquinho, o fato de estarem vivas”, disse o escritor Kurt Vonnegut. “Então me perguntam se sei de artistas que conseguiram. Eu respondo: ‘Os Beatles conseguiram'”.

Quando os Beatles lançaram o primeiro single, “Love Me Do”, em 5 de outubro de 1962, minha mãe tinha 9 anos, a idade do meu filho mais novo, Daniel. Quando fizeram o primeiro show nos EUA, disparando a beatlepandemia, minha mãe tinha 11 anos, a idade da minha filha mais velha, Olivia. Quando eu nasci, em 1977, tinham terminado já fazia quase uma década. E na última quarta Paul McCartney conseguiu fazer com que eu, a Olivia e o Daniel cantássemos, em uníssono, a mesma música prensada naquele vinil, exatos 62 anos e 11 dias atrás.

“Mágica” é dessas palavras esgarçadas pelo abuso e mau uso, como “lúdico” ou “potente”. Desconfio que seja por isso que João Gilberto, ao gravar “Me chama”, do Lobão, omitiu o verso “mágica no absurdo”. (Na versão banquinho e violão, só as “lágrimas no escuro” é que nem sempre eram vistas). Qual outro termo usar, no entanto, para explicar que determinados acordes e versos, encadeados em determinadas sequências, sigam fazendo sentido a tantas gerações através das décadas, por todos os continentes?

O mundo mudou demais de 1962 pra cá. Não nos cansamos de discutir as diferenças entre baby boomers, geração X, millennials, zennials e sei lá quem veio depois. Mudaram as relações amorosas, a forma de encarar o trabalho, as famílias, as amizades. Mas bota “Blackbird” pra tocar e por alguma razão misteriosa, em cérebros tão distintos: chuva de serotonina.

Quem tem filhos pequenos, sabe. Aos três, quatro anos de idade, entre “Galinha Pintadinha“, “Cocoricó”, “Palavra Cantada”, “Tiquequê”, as crianças começam a gostar de “Yellow Submarine”, “Day Tripper”, “Here Comes The Sun”. Esta última, aliás, a Olivia suou para aprender no piano, dois anos depois de ter desistido do instrumento, pra uma apresentação da escola. Em outros anos teve apresentação de bossa nova, de “Saltimbancos”, de clássicos do samba. Ela nunca se envolveu. Aí entram Lennon & McCartney e a “mágica” acontece.

Em “I’ve Got a Feeling”, John Lennon apareceu gigante nos telões e fez um dueto, diretamente da laje dos estúdios da Apple, em 1969, com Paul, em 2024, no Allianz Parque, coração das Perdizes, onde meus filhos foram concebidos. Em vez de “Here Comes the Sun”, o que veio foi chuva de lágrimas sob os meus olhos. Um furacão Milton emocional que, meia semana depois, ainda deixa destroços de sua passagem.

Confesso que os dias correntes estão propícios a tais precipitações. O apocalipse climático bafejando na nossa nuca. Guerras por todo lado. Violência país adentro. Bufões despontando como líderes. Um medo danado do mundo que deixarei pros meus filhos. Aí vem o Paul, e, depois de tudo, termina o show com o último verso da última música gravada pelos quatro Beatles, em estúdio: “And in the end, the love you take is equal to the love you make”. Não sei se acredito. Nem se me trouxe, exatamente, esperança. Mas me fez apreciar, junto ao Daniel e à Olivia (mais do que um pouquinho), o fato de estarmos vivos.


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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre

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Entrega de notebooks e PCs (2).jpg

A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”

Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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