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Ben Elton: ‘Eu gostava de Olivia Newton-John. Não há problema em dizer isso sobre um primo de terceiro grau, certo? | Ben Elton
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2 anos atrásem
Sian Cain
De todas as coisas que você escreveu, o que é mais citado para você?
Seria algo das minhas três séries de Blackadder. Foi isso que realmente entrou na cultura. Acho que o que mais me orgulha é como The Young Ones e Blackadder genuinamente se infiltraram na linguagem. Não são tantas citações que você ouve, mas pessoas que usam seus ritmos – como: “Você é tão pequeno quanto uma coisa muito pequena que tem um diploma em ser pequeno”.
A linguagem é meu amor. E o fato de poder ouvir ritmos que me lembro de ter desenvolvido e que ainda ressoam no inglês australiano e britânico é uma fonte de grande alegria para mim. Mas sim, em cada porta do palco, as pessoas vêm até mim e dizem: “Imagino que você queira um pouco de suflê de rato esta noite”. E não tenho ideia do que eles estão falando.
É verdade que Blackadder terminou em parte porque o elenco queria constantemente reescrever as piadas suas e de Richard Curtis, o que significava que os ensaios ficaram um pouco tensos?
Ainda somos todos bons amigos. Eu vi Rowan (Atkinson) há apenas alguns dias, Richard me escreveu ontem. Ainda vejo Stephen (Fry) e Hugh (Laurie). Estamos todos muito próximos. Mas havia uma certa tensão – uma espécie de desconstrução interminável que tendia a ser muito frustrante. Haveria 20 minutos de discussão sobre uma única sílaba, ou debate sobre algo como: uma ratazana ou um gerbil é o pequeno animal mais engraçado que se formou em Cambridge?
Richard e eu sempre quisemos que eles ensaiassem o roteiro conforme escrito antes de debater se determinada frase funcionava. Fazíamos a primeira leitura e todos acendiam cigarros e Stephen e John Lloyd pareciam um pouco magoados com certos trechos. Eu simplesmente me afastei no final, mas Richard aguentou tudo. E, claro, Richard passou a escrever Quatro casamentos e um funeral e Amor de verdadeentão não acho que precisamos questionar sua habilidade de escrita.
Todos os envolvidos eram pessoas muito criativas. Não há dúvida de que meia dúzia de linhas de cada episódio viria do elenco, mas as outras 250 linhas foram escritas. E embora tenha havido momentos de irritação, foi um ótimo processo. Éramos amigos e continuamos amigos por toda a vida. Isso é alguma coisa. Não sei quantas equipes de sitcom estiveram tão próximas assim.
Foi sugerido que uma quinta temporada de Blackadder poderia ser definida durante a Revolução Russa ou mesmo ir para o espaço. Se você fizesse um quinto Blackadder, o que faria?
Poderíamos fazer qualquer período. Seria uma coisa adorável de se fazer. Recentemente fiz Upstart Crow, uma comédia de Shakespeare ambientada no mundo político do século XVI. Mas não haverá uma quinta série de Blackadder, acho que isso é quase uma certeza. Não tenho interesse em fazer isso. Acho que nenhum de nós sabe, com a possível exceção de Tony (Robinson). Mas se o fizéssemos, o mundo seria a nossa ostra. Poderíamos nos divertir em qualquer período.
Se você tivesse que lutar contra uma pessoa famosa, com quem você lutaria, como você lutaria e quem venceria?
Já tive minha principal batalha de celebridades: um jogo de Pop Quiz com Brian May na primeira vez que o conheci. Nós nos encontramos na parte de trás do ônibus de turnê da banda de heavy metal paródia da Comic Strip dos anos 80, Bad News. Nós nos divertimos muito trocando perguntas triviais sobre o glam rock britânico do início dos anos 70 e terminamos com Brian admitindo com tristeza que eu sabia mais do que ele, embora ele realmente estivesse lá e o Queen tivesse aberto Slade em duas turnês. Dez anos depois, comecei a trabalhar com Brian em Nós vamos balançar você. Tenho sido um cara de muita sorte.
Você escreveu uma música para as manobras. Como alguém escreve uma música para os Wiggles?
Esse é o presente que continua sendo oferecido! Todos os anos recebo um cheque de royalties que paga por uma refeição muito decente. É tão lindo. Os Wiggles são todos meus amigos.
O que aconteceu foi que escrevi um filme para eles, mas não conseguimos financiamento da Screen Australia. Isso foi há cerca de 15 anos, quando (Yellow Wiggle) Emma assumiu o controle pela primeira vez. Mas eu conhecia os quatro caras originais porque, quando meus filhos eram pequenos, usei meu status de celebridade para nos levar aos bastidores. Minha esposa, Sophie, na verdade conhecia alguns deles porque sua banda, Jam Tarts, ocasionalmente dividia um show com alguns Wiggles in the Cockroaches nascentes nos anos 80.
Lamento que o filme não tenha sido feito, acho que teria sido muito bom. Era um filme infantil adequado, um pouco como Barbie ou Being There, de Peter Sellers – os Wiggles deixam seu mundo mágico e estão tentando negociar nosso mundo dessa maneira adorável e ingênua, porque são naturalmente e inerentemente bons. Com ótimas músicas.
Enfim, ficamos amigos e depois eles me mandaram uma música linda e disseram, você gostaria de fazer a letra? Levei uma hora e agora estou em um álbum vencedor do Aria. Como eu disse, todo ano recebo um belo cheque, mas seria amigo deles mesmo que não estivesse na folha de pagamento deles.
Qual é a sua opinião mais controversa sobre cultura pop?
Não creio que Harold Pinter tenha sido um dramaturgo muito bom. Acho que ele nunca escreveu uma frase engraçada. Isto é considerado controverso; Eu sei que a maioria das pessoas discorda. Eu nunca critico outros artistas agora – eu mesmo tive muito disso, e fiz um pouco quando era jovem, mas nunca faço isso agora. Mas Pinter está morto e é ganhador do Nobel, então acho que ele provavelmente conseguirá lidar com uma pequena trocação britânica.
Quando você faz trocação, como você lida com os questionadores?
Não gosto de questionadores e não os encorajo. Eu sei que muitos comediantes prosperam com o trabalho coletivo, mas não é isso que eu faço. Eu escrevo uma rotina. Eu penso muito sobre o que estou dizendo, como os ritmos cômicos vão atingir os vários clímax que pretendo. As interjeições são como alguém gritando no meio de uma peça. O lado da equação do público é o riso.
Eu muito, muito raramente encontro questionadores. Por favor, leitores do Guardian, não vejam isso como um convite. Eu tive um problema nas 67 datas da última turnê. Eles estavam apoiando, no entanto. Eles provavelmente eram leitores do Guardian.
Seu primo de terceiro grau era Olivia Newton-John. Você já se conheceu?
Infelizmente, não o fizemos. Eu era um grande fã. Como qualquer adolescente hétero dos anos 70, eu gostava dela – acho que não há problema em dizer isso de um primo de terceiro grau, certo? Ela era uma artista incrível. Ela tinha uma daquelas vozes que você conhece instantaneamente. Quase nos encontramos várias vezes, trocamos alguns e-mails. Mas ela morava em Los Angeles e eu passava muito tempo na Grã-Bretanha, então isso nunca aconteceu. Acho que sempre pensei que sim. Lamento nunca tê-la conhecido, porque acho que ela era uma força muito grande no mundo e um espírito muito doce, pelo que posso ver.
Seu avô era um famoso físico judeu, Max Born. Ele é meu tio-avô. Isso desmente qualquer ideia sobre raça, porque se alguma vez existiu uma clássica beleza australiana loira de olhos azuis, foi ela – mas ei, estamos todos confusos.
Você escreveu uma sitcom para Madness e musicais para Rod Stewart e Rainha. Para quais outros atos musicais você adoraria escrever um show?
Chegamos ao piloto de Madness, mas a estrela deles estava desaparecendo um pouco e a BBC não conseguia ver o futuro nisso. Foi a primeira coisa em que Richard e eu trabalhamos juntos. Se isso acontecesse, nunca teria havido um Blackadder. Não acredito que as coisas acontecem por uma razão, mas às vezes as coisas funcionam.
Eu amo pop. É uma das minhas maiores alegrias. Não há grande corpo pop com o qual eu não ficaria fascinado em trabalhar. Mas não sei se farei outro musical. Tenho orgulho de chamá-los de musicais jukebox, que os críticos consideram um termo de escárnio. Mas as jukeboxes são as coisas mais maravilhosas. Eles são o repositório dos sonhos e memórias das pessoas.
O teatro nos permite vivenciar a música pop ao vivo novamente de uma forma que a indústria do rock não faz mais. O pub rock está morrendo e os shows em arenas tendem a ser experiências anódinas e higienizadas. Então, se você assistir a um programa como We Will Rock You ou Mamma Mia! você poderá experimentar algumas das maiores obras do pop do século 20 transmitidas ao vivo. Sim, não é Queen ou Aba jogar, mas é uma experiência maravilhosa. Mamãe Mia! é uma obra de grandeza – uma história perfeita com música pop perfeita.
Que música você gostaria que tocasse no seu funeral?
Faço toda uma rotina sobre como não tenho interesse em organizar meu funeral. Acho que fetichizamos a morte. Apoio fervorosamente a morte voluntária assistida. Se você pode tomar sua própria decisão, você deveria ser capaz, na minha opinião. Vi meus pais morrerem lenta e tristemente, sobrevivendo de 15 a 20 anos a mais do que seus pais. A ciência médica leva agora a longevidade muito além de qualquer possibilidade de realmente aproveitar a vida e penso que precisamos de uma discussão muito mais adulta sobre todo este assunto.
A pessoa morta em um funeral é literalmente a última pessoa que deveria ter direito a voto no entretenimento ou no catering. Então não tenho nenhuma música – tudo que quero é ter certeza de que sou compostado de uma forma ecologicamente correta.
Ben Elton está em turnê com seu show Authentic Stupidity pelo Reino Unido em janeiro e fevereiro, e depois pela Austrália em março e abril; veja aqui as datas
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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