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Benjamin Netanyahu demite ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant | Israel

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Bethan McKernan in Jerusalem

O primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahudemitiu o seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, uma figura amplamente considerada pelos aliados internacionais de Israel como um travão aos elementos de extrema-direita do governo de coligação do país.

Netanyahu disse em uma declaração em vídeo na noite de terça-feira que surgiram “lacunas significativas no manejo da batalha” em Gaza.

“No auge de uma guerra, é necessária confiança total entre o primeiro-ministro e o ministro da defesa… Nos últimos meses, essa confiança entre mim e o ministro da defesa foi prejudicada”, disse ele. A medida gerou protestos em todo o país.

Israel Katz, um colega do partido Likud que atualmente atua como ministro das Relações Exteriores, será o substituto de Gallant. O líder do partido de centro-direita Nova Esperança, Gideon Saar, que voltou à coligação de Netanyahu em Setembro, servirá como ministro dos Negócios Estrangeiros.

Katz postou no X: “Trabalharemos juntos para marchar o sistema de segurança para a vitória contra nossos inimigos e para alcançar os objetivos da guerra: o retorno de todos os sequestrados como a missão de valor mais importante, a destruição
do Hamas em Gaza, a derrota do Hezbollah no Líbano, a contenção
A agressão iraniana e o regresso dos residentes do norte e
para o sul, para suas casas em segurança.”

Em poucas horas, milhares de manifestantes reuniram-se no centro de Tel Aviv, tocando tambores e bloqueando a principal autoestrada da cidade. Cerca de 1.000 pessoas manifestaram-se em frente à casa de Netanyahu em Jerusalém, enquanto protestos e bloqueios de estradas também surgiram em outros pontos do país.

Netanyahu estava em desacordo com Gallant desde que sua última coalizão assumiu o cargo no final de 2022, quando o ministro da Defesa se tornou a única figura sênior do governo oposição às reformas judiciais planeadas que os críticos disseram equivaler a um retrocesso democrático.

Sua demissão era esperada há muito tempo. Ao longo de 13 meses de guerra em Gaza e um no Líbano, divergências sobre a estratégia e a melhor forma de trazer os reféns israelitas para casa colocaram frequentemente os dois homens em desacordo. A gota d’água parece ter sido os esforços renovados de Gallant esta semana para impor o recrutamento militar para a comunidade ultraortodoxa. Os dois partidos ultra-ortodoxos no Knesset, aliados de longa data de Netanyahu, opõem-se obstinadamente à nova política.

Gallant também rejeitou publicamente o objectivo frequentemente repetido de Netanyahu de “vitória total” sobre o Hamas, dizendo que o sucesso militar de Israel criou as condições para um acordo diplomático. “A segurança do Estado de Israel foi e sempre será a missão da minha vida”, escreveu ele no X na noite de terça-feira, minutos após o anúncio de Netanyahu.

O Fórum das Famílias de Reféns divulgou um comunicado no qual expressava profunda preocupação sobre como a mudança repentina poderia afetar o destino dos 101 reféns ainda em Gaza.

“Esperamos que o novo ministro da Defesa priorize um acordo de reféns e trabalhe em estreita colaboração com os mediadores e a comunidade internacional para garantir a libertação imediata de todos os reféns”, afirmou.

O ministro da segurança nacional de extrema direita, Itamar Ben-Gvir, elogiou Netanyahu por demitir Gallant.

“Com Gallant… a vitória absoluta não pode ser alcançada – e o primeiro-ministro fez bem em removê-lo do seu cargo”, disse Ben-Gvir no Telegram.

Yair Golan, líder dos Democratas, um partido de esquerda recém-formado, usou as redes sociais para instar os israelenses a saírem às ruas em protesto contra a demissão de Gallant. Milhares de israelitas participaram em manifestações espontâneas e greves em Março para se oporem à primeira tentativa de Netanyahu de despedir o seu ministro da Defesa devido à reforma judicial. A reação inesperada forçou o primeiro-ministro a reverter a sua decisão e adiar a revisão até a próxima sessão do Knesset.

As pesquisas mostram que Gallant tem sido consistentemente o membro mais popular do gabinete de Netanyahu. General sênior das forças armadas antes de entrar na política, ele era amplamente visto no país e no exterior como uma influência moderada na tomada de decisões de Netanyahu. A promotoria do Tribunal Penal Internacional está buscando um mandado de prisão para os dois homens pela condução de Israel na guerra em Gaza.

Benny Gantz, um grande rival de Netanyahu, ex-ministro da Defesa e líder do partido de centro-direita Unidade Nacional, juntou-se ao gabinete de guerra de três homens do primeiro-ministro ao lado de Gallant após o ataque do Hamas em 7 de Outubro, mas ele renunciou em junhodizendo que Netanyahu estava “impedindo-nos de progredir em direção a uma verdadeira vitória”.

Gantz descreveu a medida como “política em detrimento da segurança nacional”.

É possível que o primeiro-ministro feche o gabinete de guerra e reverta para um modelo anterior em que as questões de segurança são discutidas num fórum limitado antes de serem apresentadas em reuniões regulares do gabinete.

Um porta-voz da Casa Branca elogiou Gallant como um “parceiro importante” e disse que os EUA “continuariam a trabalhar em colaboração com o próximo ministro da defesa de Israel”.

Em Gaza, a Organização Mundial da Saúde disse esperar que a maior evacuação médica do território desde o início da guerra tenha início na quarta-feira, com 113 pacientes gravemente doentes e feridos previstos para partirem via Israel para tratamento nos Emirados Árabes Unidos e na Roménia. .

Cerca de 14 mil pessoas necessitam urgentemente de cuidados médicos fora de Gaza, segundo dados da OMS. Cerca de metade sofre de ferimentos graves causados ​​pelos combates e metade de doenças graves, como o cancro.

Israel concedeu permissão a cerca de 5.000 pessoas para deixar Gaza por razões médicas no início da guerra, mas apenas 282 conseguiram fazê-lo desde que as forças israelitas tomaram o controlo de Rafah, na fronteira egípcia, em Maio. Rafah serviu como principal tábua de salvação de Gaza para o mundo exterior desde que Israel e o Egito impuseram um bloqueio ao território depois que o Hamas assumiu o controle do país em 2007.

Não ficou imediatamente claro se algum dos evacuados médicos seria transferido do terço norte de Gaza, que Israel isolou do resto da faixa no início do ano. As forças israelenses empreenderam uma nova ofensiva terrestre e aérea na área desde o início de outubro, o que dizem ser necessária para eliminar as células do Hamas que se reagruparam.

As ordens de evacuação abrangentes para as 400.000 pessoas que, segundo as estimativas da ONU, ainda vivem lá, o bloqueio da ajuda e das entregas de alimentos e os ataques a infra-estruturas civis, incluindo os três hospitais restantes e em dificuldades, levaram grupos de direitos humanos a acusar Israel do crime de guerra de tentar forçar deslocar a população restante.

Israel negou que esteja a remover sistematicamente os palestinianos da área ou a usar alimentos como arma, ambos ilegais ao abrigo do direito internacional.

Pelo menos 30 pessoas foram mortas em ataques aéreos israelenses em Gaza na terça-feira, incluindo oito mulheres e seis crianças na cidade de Beit Lahiya, no norte do país. Os militares israelenses disseram ter como alvo um depósito de armas.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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