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Benzeno continua presente em fórmulas de itens de higiene – 22/12/2024 – Equilíbrio

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Knvul Sheikh e Janna Mandell

O benzeno parece ter surgido em todos os lugares nos últimos anos. Primeiro, foram desinfetantes para as mãos com “níveis inaceitáveis” de substâncias cancerígenas. Em seguida, houve recalls de sprays antifúngicos para os pés e relatos alarmantes de desodorantes, xampus a seco e protetores solares contaminados.

Algumas dessas descobertas geraram manchetes de notícias e postagens nas redes sociais. No TikTok, influenciadores de bem-estar alertaram as pessoas para pararem de usar protetor solar. Um médico na plataforma até comparou o uso de xampu a seco com benzeno a fumar cigarros. Várias ações coletivas também foram movidas sobre as descobertas.

O benzeno, que é encontrado naturalmente no petróleo bruto, não é adicionado intencionalmente a esses produtos. Em vez disso, é usado para fabricar produtos químicos como corantes, detergentes, tintas e plásticos. Pode acabar em produtos de higiene pessoal quando os produtos químicos neles não são purificados o suficiente ou quando certos ingredientes ativos nos produtos reagem entre si ou se degradam.

Não há dados que sugiram que baixos níveis de exposição ao benzeno de produtos de higiene pessoal acarretem riscos significativos à saúde. E alguns especialistas alertaram que muitas das descobertas mais alarmantes sobre o benzeno vieram de um único laboratório de testes que foi criticado por se desviar dos métodos de teste padrão.

Ainda assim, dado que altos níveis de exposição ao benzeno têm sido associados ao câncer, os especialistas dizem que vale a pena dar uma olhada mais de perto em xampu a seco e protetor solar, por exemplo.

O que a pesquisa mostra sobre o benzeno?

Grande parte da pesquisa sobre o benzeno analisa especificamente a exposição regular a altos níveis do produto químico em ambientes ocupacionais.

A evidência de que o benzeno pode causar câncer em humanos vem de observações de trabalhadores das indústrias farmacêutica e petrolífera que remontam à década de 1920.

Em 1987, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer disse que havia “evidências suficientes” de que o benzeno era cancerígeno em humanos e animais. Hoje, a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Agência de Proteção Ambiental dos EUA e o Programa Nacional de Toxicologia dos EUA concordam que o benzeno pode causar câncer, particularmente leucemia.

Também há evidências de que respirar altos níveis de benzeno por longos períodos de tempo está ligado a outros cânceres de sangue e de pulmão, bem como anemia, diminuição da capacidade de combater infecções e períodos menstruais irregulares.

As autoridades de segurança ocupacional em todo o mundo geralmente recomendam que a exposição no local de trabalho seja limitada a uma parte de benzeno por 1 milhão de partes de ar (ou 1 ppm) durante um dia de trabalho de oito horas.

O resto de nós também está exposto ao benzeno —por meio de emissões de veículos, fumaça de cigarro e fogões a gás—, mas em níveis muito mais baixos.

“Não podemos evitar totalmente a exposição em nosso ambiente moderno”, disse Emily Barrett, pesquisadora de saúde da Rutgers School of Public Health. Mas um estudo estimou que a exposição ambiental de uma pessoa média seria inferior a 0,015 ppm em um dia —ou quase cem vezes menor do que o limite ocupacional.

O que se sabe sobre benzeno em produtos de higiene pessoal?

Como houve mais relatos de benzeno em itens de higiene pessoal, os cientistas começaram a investigar se baixos níveis do produto químico podem ter efeitos na saúde.

Alguns estudos de laboratório mostraram que pelo menos alguma quantidade de benzeno pode penetrar na barreira da pele.

E os pesquisadores estão preocupados. Os ingredientes que ajudam as loções e protetores solares a derreterem na pele podem acelerar a absorção, disse Kurunthachalam Kannan, toxicologista no Departamento de Saúde do Estado de Nova York, cuja pesquisa também encontrou benzeno em produtos de higiene pessoal.

Como o benzeno pode evaporar facilmente, é possível respirar parte dele enquanto um produto é aplicado topicamente, o que significa que podem ser expostas por ambos os caminhos, disse Luoping Zhang, toxicologista da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Mas o fato de evaporar rapidamente sugere que a exposição dérmica não é tão preocupante quanto ser exposto ao benzeno regularmente no ar.

A pesquisa até agora não aponta para nenhum risco significativo. Em um estudo, um grupo de pesquisadores acadêmicos examinou dados de mais de 27 mil pessoas que usaram cremes prescritos contendo peróxido de benzoíla, que atua como antisséptico. Quando compararam com dados de pacientes que não tiveram exposição ao peróxido de benzoíla, os pesquisadores não encontraram risco aumentado de câncer associado ao benzeno entre aqueles que usavam os cremes.

Ainda assim, alguns especialistas disseram estar preocupados com essas exposições potenciais, uma vez que esses produtos são aplicados diretamente no corpo —geralmente diariamente— e em espaços pequenos e mal ventilados, como banheiros.

A quantidade de benzeno à qual os americanos estão expostos pode estar aumentando: enquanto pesquisas nacionais mostram que os níveis de benzeno no ar diminuíram graças a limites mais rigorosos na gasolina— marcadores de benzeno em amostras de urina de americanos aumentaram nas últimas décadas. Ao mesmo tempo, cientistas descobriram que mais produtos podem conter benzeno, incluindo fraldas, lenços descartáveis, tampões e absorventes higiênicos.

A descoberta de benzeno nesses produtos destaca lacunas na supervisão regulatória da segurança de produtos de cuidados pessoais, disse Ami Zota, professora associada de ciências da saúde ambiental na Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia. Muitos testes de segurança de produtos são voluntários, ela disse, “então a indústria meio que estabelece suas próprias normas”.

O que você deve fazer sobre isso?

Os especialistas enfatizaram que não há necessidade de entrar em pânico com o benzeno em produtos de higiene pessoal, mas vários sugeriram que você armazene esses itens adequadamente:

Filtro solar: Nenhum dos especialistas entrevistados sugere abandonar o protetor solar por medo do benzeno.

“Os benefícios dos protetores solares são bem conhecidos”, disse Zhang. “O risco é algo que estamos assumindo que existe e estamos tentando descobrir.”

Mas, se você quiser ser cauteloso, evite guardar protetor solar no carro e fique longe de aerossóis. Muitos dos produtos que contêm benzeno são aerossóis. O benzeno pode ter maior probabilidade de acabar nessas formulações porque pode contaminar os propulsores.

Xampu a seco: Se você está preocupado com a potencial exposição ao benzeno, tente mudar para xampus a seco em formulações em pó, em vez de produtos em aerossol, disse Barrett.

Cremes para acne: Se você quiser continuar a usar produtos de peróxido de benzoíla, armazene-os em um local fresco e escuro, como um armário ou geladeira. Isso ajudará seus ingredientes a permanecerem estáveis por mais tempo. Você também pode falar com um médico sobre alternativas ao peróxido de benzoíla. E sempre verifique seus produtos em relação à lista pesquisável de produtos recolhidos e alertas de segurança da FDA.



Leia Mais: Folha

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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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