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Biden e Xi Jinping realizam última reunião esperada antes da posse de Trump | Joe Biden

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Lauren Aratani, Maya Yang and agencies

Joe Biden encontrou-se com Xi Jinping na tarde de sábado, marcando o que se acredita ser o último encontro entre os dois líderes antes Donald Trump assume a presidência dos EUA em janeiro.

Reunidos num hotel à margem da cimeira anual de Cooperação Económica Ásia-Pacífico no Peru, os dois líderes apertaram as mãos antes de cada um fazer os comentários de abertura sobre a relação China-EUA.

Xi, que reconheceu os “altos e baixos” entre os dois países, disse que após as últimas eleições presidenciais dos EUA, “o objectivo da China de uma relação China-EUA estável, saudável e sustentável permanece inalterado”, relata a Reuters.

“A China está pronta para trabalhar com a nova administração dos EUA para manter a comunicação, expandir a cooperação e gerir as diferenças”, acrescentou Xi.

Biden, que se encontrou com Xi pela última vez em Woodside, Califórnia, há um mês, disse a Xi que embora os dois líderes nem sempre tenham concordado um com o outro, as suas conversações foram “francas” e “sinceras”, relata a Reuters.

“As transições são momentos singularmente importantes na geopolítica. É um momento em que concorrentes e adversários podem ver possíveis oportunidades”, disse Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional. disse no início desta semana.

Muitos esperavam que os dois líderes tivessem discutido aumentando os esforços chineses para travar o crescente papel da Coreia do Norte no conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Nas últimas semanas, o Pentágono e a NATO confirmaram que cerca de 10.000 soldados norte-coreanos foram enviados para ajudar no ataque da Rússia na Ucrânia.

Biden reuniu-se na sexta-feira com Yoon Suk Yeol, o presidente sul-coreano, e Shigeru Ishiba, o primeiro-ministro japonês, e afirmou a aliança entre os três países. Os três líderes concordaram que “não deveria ser do interesse de Pequim que este tipo de cooperação desestabilizadora ocorresse na região”, disse um alto funcionário da administração num comunicado. resumo no fundo.

O regresso iminente de Trump à Casa Branca lança uma sombra negra sobre a conversa, uma vez que ainda não está claro o que o seu segundo mandato significará para a relação entre os EUA e a China.

Durante a campanha, Trump elogiou uma abordagem agressiva em relação à China, prometendo aumentar as tarifas para 60% sobre as importações chinesas, o que poderá ascender a 500 mil milhões de dólares em bens. Trump também prometeu acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia “em 24 horas”, o que alguns temem significar diminuir o fluxo de ajuda militar para a Ucrânia ou forçar o país a perder território para a Rússia. Um recuo geral do conflito poderia dar espaço à China para intensificar como intermediário, aumentando sua presença no cenário global.

Entre a série de anúncios de nomeações para o gabinete de Trump estavam as nomeações do senador da Flórida Marco Rubio como secretário de Estado e do representante republicano Mike Waltz como conselheiro de segurança nacional, ambos os quais expressaram opiniões agressivas sobre a China.

Xi felicitou Trump pela sua vitória eleitoral no início deste mês, dizendo que os seus dois países devem “dar-se bem na nova era”, num comunicado.

“Uma relação estável, saudável e sustentável entre a China e os EUA é do interesse comum de ambos os países e está em linha com as expectativas da comunidade internacional”, disse Xi.

Mas em comentários preparados na Apec no início da semana, Xi assumiu uma abordagem mais tom de pressentimentoafirmando que o mundo “entrou num novo período de turbulência e transformação” e emitiu avisos vagos sobre a “difusão do unilateralismo e do proteccionismo”.

Acrescentando mais incerteza à relação entre os dois países, as autoridades norte-americanas têm estado nervosas nas últimas semanas devido a uma investigação do FBI que mostra que o governo chinês tentou invadir as redes de telecomunicações dos EUA para tentar roubar informações de funcionários e políticos do governo americano. Autoridades disseram no mês passado que as operações ligadas à China direcionado o telefone de Trump e do companheiro de chapa JD Vance, junto com a equipe de Kamala Harris.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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