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Biden mostrou ‘duplo padrão’ em relação aos direitos humanos em meio à guerra de Israel em Gaza: HRW | Notícias sobre direitos humanos
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O relatório anual da Human Rights Watch afirma que as democracias liberais, em geral, “não eram fiáveis” em matéria de direitos humanos.
Presidente dos Estados Unidos Joe Biden demonstrou “um duplo padrão” em matéria de direitos humanos, fornecendo “armas sem restrições” a Israel, apesar dos seus crimes de guerra em Gaza, ao mesmo tempo que condenou a Rússia por “violações semelhantes” na Ucrânia, de acordo com um novo relatório da Human Rights Watch (HRW).
O relatório mundial de 2025 do grupo de direitos humanos, publicado na quinta-feira, observou como os EUA retiveram financiamento para UNRWAa agência da ONU para refugiados palestinos, em meio à crise de fome em Gaza devido ao cerco israelense.
Ao mesmo tempo, a administração Biden forneceu a Israel um valor sem precedentes de 17,9 mil milhões de dólares em ajuda à segurança e aprovou mais de 100 vendas de armas.
O relatório destacou a “realidade muitas vezes ignorada” de que as democracias liberais como os EUA “nem sempre foram campeãs fiáveis dos direitos humanos” no país ou no estrangeiro.
Acrescentou que muitas das 70 eleições nacionais realizadas no ano passado foram consideradas motivadas por “racismo, ódio e discriminação”, e as sondagens nos EUA e na União Europeia não são excepção.
O relatório levantou preocupações de que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que toma posse em 20 de janeiro, iria “infligir danos ainda maiores aos direitos humanos” no seu segundo mandato, “encorajando os líderes iliberais em todo o mundo a seguirem o exemplo”.
Também notou o avanço da extrema direita nas eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, “explorando o sentimento anti-imigrante e a retórica nacionalista para promover políticas que ameaçam as comunidades minoritárias e minam as normas democráticas”.
Longe de serem faróis dos direitos humanos, as democracias liberais “francas e orientadas para a acção” defenderam os padrões “de forma fraca ou inconsistente”, ajudando a alimentar uma percepção global de que “os direitos humanos carecem de legitimidade”.
‘Resistência significativa’
No meio das actualizações sombrias sobre os “crimes de guerra e crimes contra a humanidade” de Israel em Gaza, os “assassinatos em massa” na guerra civil do Sudão e a guerra em curso da Rússia na Ucrânia, o relatório apontou para desenvolvimentos positivos em várias partes do mundo.
A derrubada de Bashar al-Assad na Síria liderada por Hayat Tahrir al-Sham tinha oferecido insights sobre “os limites do poder autocrático”, embora o relatório também observasse que os grupos armados que aderiram à ofensiva eram eles próprios culpados de abusos e crimes de guerra.
O relatório destacou “resiliência democrática significativa” em Bangladeshonde manifestantes estudantis anticorrupção derrubaram o governo “repressivo” de Sheikh Hasina, forçando a formação de um governo interino sob o comando do economista vencedor do Prémio Nobel da Paz, Muhammad Yunus.
O relatório também destacou que:
- Em Quêniaos manifestantes exigiram o fim da má governação, da corrupção e da má gestão de fundos públicos na administração do Presidente William Ruto.
- Em Eleições na Venezuelaos manifestantes exigiram uma contagem justa dos seus votos num cenário de “repressão brutal” por parte do governo de Nicolás Maduro.
- Em Coréia do Sula tentativa do presidente Yoon Suk-yeol de impor a lei marcial falhou espectacularmente, com milhares de pessoas a marchar em protesto e os legisladores acabaram por avançar para o impeachment e a sua suspensão.
- Em Geórgiaeclodiram protestos contra a decisão do partido do governo de abortar o processo de adesão à UE, o que muitos interpretaram como um sinal da “viragem para o autoritarismo” do governo.
“Estes movimentos de resistência destacam uma realidade crucial: a luta pelos direitos é muitas vezes conduzida por pessoas comuns, fartas da injustiça e da corrupção”, afirmou a HRW.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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