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Políticas de Bangladesh e britânica colidiram para derrubar Tulip Siddiq | Salil Tripathi
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2 anos atrásem
Salil Tripathi
EUFoi incomum ver Muhammad Yunus, um ganhador do Nobel amplamente respeitado e principal conselheiro do governo interino não eleito de Bangladesh, mirando a um ministro britânico, acusando Tulip Siddiq de beneficiar de “roubo puro” no seu país de origem e pedindo-lhe que pedisse desculpas. Mas uma vez que isso aconteceu, as coisas mudaram rapidamente: as acusações contra a sitiada ministra do Tesouro giraram, ela retirou-se de uma delegação oficial que ia à China, referiu-se a Laurie Magnus, a conselheira do governo sobre padrões ministeriais, e finalmente, esta semana, renunciou ao seu cargo. publicar. (Siddiq “refuta totalmente” as alegações de corrupção.)
Este mês, o Financial Times relatou que Siddiq foi dado um apartamento de dois quartos no centro de Londres, construído por uma incorporadora intimamente associada à sua tia, Sheikh Hasina, a recentemente destituída líder de longa data de Bangladesh. Siddiq alegou que recebeu a propriedade dos pais delae disse a Magnus que só recentemente descobriu que era um presente de um empresário de Bangladesh. Até 2018, ela tinha morava em um apartamento em Hampstead dado à sua irmã por outro empresário com ligações ao governo de Hasina. Ela mora atualmente em um imóvel alugado propriedade de um empresário ligado à ala britânica da Liga Awami, o partido político de Hasina. Siddiq foi eleita pela primeira vez para o parlamento em 2015 e, falando aos apoiadores após uma vitória, ela destacado Membros britânicos de Bangladesh da Liga Awami pelo seu apoio inabalável.
Enquanto isso, havia aquela fotografia de 2013, em que foi vista com a sua tia e o líder russo, Vladimir Putin, na assinatura de um acordo para construir uma central nuclear de 12 mil milhões de dólares (9,8 mil milhões de libras) no Bangladesh. Magnus aceitou sua explicação de que ela estava em uma visita social e como turista, mas Siddiq agora enfrenta um investigação de corrupção em Bangladesh por causa desse acordo.
Magno não concluiu que Siddiq quebrou quaisquer regras sobre suas casas em Londres e não questionou a legitimidade das transações. No entanto, ele disse que tinha informações limitadas para prosseguir e que ela poderia ter estado “mais atenta” aos riscos de reputação decorrentes dos laços da sua família com o Bangladesh. Ele também sugeriu que a primeira-ministra gostaria de considerar as suas responsabilidades. Com sua posição agora insustentável, ela não teve escolha a não ser se afastar.
As coisas teriam sido diferentes se Hasina ainda estivesse no poder. Mas ela fugiu em desgraça em agosto do ano passado, após o aumento dos protestos contra o seu governo cada vez mais impopular. Os estudantes marchavam pelas ruas da capital do Bangladesh, Dhaka, exigindo o fim das quotas generosas que davam empregos públicos aos combatentes pela liberdade e à sua descendência. Exercício nepotístico, foi um privilégio concedido perpetuamente, que deu papéis a apoiadores políticos. Hasina ordenou que a polícia usasse a força e cerca de 1.000 estudantes e outros manifestantes foram mortos, muitos deles desarmados, às vezes baleados à queima-roupa. Em vez de ouvir os alunos, Hasina os chamou de “Razakars”, um termo profundamente pejorativo pelo qual são descritos os bangladeshianos que apoiaram as tropas paquistanesas durante a guerra de libertação do Bangladesh em 1971.
A luta pela liberdade em Bangladesh foi sangrenta. O país já fez parte do Paquistão, formando a ala oriental do estado que foi separado da Índia em 1947, quando o domínio colonial britânico terminou. O urdu tornou-se a língua nacional do Paquistão, o lar dos muçulmanos do subcontinente, com a ala ocidental dominada pelo punjabi e a ala oriental de língua bengali separadas por mais de 1.600 quilômetros da república secular da Índia dominada pelos hindus. Os paquistaneses orientais queriam que o bengali fosse uma língua nacional, mas o Paquistão ocidental resistiu. A agitação cresceu na década de 1960. Nas eleições de 1970, o pai de Hasina, o xeque Mujibur Rahman, e o seu partido Liga Awami venceram as sondagens, conquistando assentos suficientes para governar todo o Paquistão. Os líderes do Paquistão Ocidental, incluindo generais, ficaram alarmados.
Em março de 1971, as tropas paquistanesas desencadearam a Operação Searchlight, matando milhares de paquistaneses do leste e prendendo líderes (incluindo Mujib, como era popularmente conhecido). Na guerra de nove meses que se seguiu, centenas de milhares de civis de língua bengali e outros civis do leste do Paquistão foram mortos e muitas mulheres violadas; 10 milhões de refugiados seguiram para a Índia. A primeira-ministra indiana, Indira Gandhi, ofereceu inicialmente apoio moral e diplomático, bem como treino às forças guerrilheiras do Bangladesh. Mas em Dezembro desse ano, o Paquistão atacou a Índia, que retaliou e libertou o Bangladesh no espaço de duas semanas. A maioria dos refugiados regressou ao Bangladesh. Libertado da prisão, Mujib obteve uma esmagadora maioria nas primeiras eleições no Bangladesh.
Mas a popularidade de Mujib desmoronou depois de 1974, quando a lei e a ordem se deterioraram e a fome afectou muitas partes do Bangladesh. Para reafirmar o controle, ele criou um estado de partido único e governou por decreto. Em agosto de 1975, oficiais subalternos lançaram um golpe e Mujib e a maior parte de sua família foram assassinados. Hasina e sua irmã Rehana (mãe de Siddiq) escaparam porque estavam no exterior.
Hasina regressou do exílio em 1981 e liderou um movimento vigoroso para restaurar a democracia no Bangladesh. Ela venceu as eleições em 1996 e tornou-se líder de um governo de coalizão. Ela regressou ao poder em 2008 – as últimas eleições verdadeiramente livres e justas no Bangladesh – e gradualmente tornou-se autoritária. Embora a Liga Awami tenha vencido três eleições consecutivas desde então os principais partidos da oposição ficaram de fora de duas delas e boicotou o terceiro logo após a abertura das urnas, quando perceberam a escala de intimidação e fraude.
Regra de Hasina viu um aumento em desaparecimentos e execuções extrajudiciais, na repressão dos meios de comunicação social e da Internet e nas detenções de dissidentes, defensores dos direitos humanos e jornalistas. Embora Hasina tenha feito muito para reabilitar a reputação de Mujib, seu governo enfureceu tantas pessoas que, após sua remoção, o governo de Mujib casa histórica foi atacado e queimado, seu estátuas derrubadas e seu nome apagado do legado. Foram feitas tentativas para reescrever a história.
Pela difamação de Mujib, Hasina tem muita culpa. Para o resto do mundo, ela se apresentou como alguém que se mantinha firme contra crescente fundamentalismo religiosoe no primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ela encontrou um aliado formidável. Embora Siddiq tenha sido ativo e ativo no apoio às causas dos direitos humanos em muitas partes do mundo, incluindo Síria e Gazaela tem sido estranhamente silencioso sobre a rápida deterioração da situação dos direitos humanos no Bangladesh, insistindo que ela é “uma deputada britânica”.
Em última análise, foram os seus laços com Bangladesh que desfizeram a carreira de Siddiq. Sob Hasina, a corrupção cresceu em grande escala. O chefe do banco central de Bangladesh, Ahsan Mansur, ex-funcionário do Fundo Monetário Internacional, disse tanto quanto 2tn taka (13,5 mil milhões de libras) foram retirados do país por empresas próximas da Liga Awami, através de fusões bancárias forçadas, faturas de importação inflacionadas e outras práticas questionáveis. Relatórios dizem que a Unidade de Inteligência Financeira de Bangladesh pediu aos bancos locais que fornecer detalhes da transação para todas as contas vinculadas a Siddiq e sua família.
Os rivais políticos sempre aproveitaram qualquer mudança de regime no Bangladesh para acertar contas, procurando vingança contra os seus antecessores através de processos e inquéritos intermináveis, mas as acusações contra Hasina (e as questões sobre Siddiq) não têm motivação política. Independentemente dos motivos das alegações dos políticos, o facto é que o Banco Mundial cancelou um empréstimo de US$ 1,2 bilhão para construir uma ponte sobre o rio Padma por causa de alegações de corrupção credíveis. E especialistas em direitos humanos da ONU fortemente criticado Bangladesh sobre desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais para silenciar os defensores dos direitos humanos, tudo durante o governo de Hasina.
A política é um negócio cruel. Siddiq tornou-se parte de dois mundos que seguiam regras diferentes. Agora, o legado da sua família está manchado no Bangladesh e na Grã-Bretanha, e ela não consegue encontrar conforto em nenhum dos dois lugares.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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