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Bitcoin avança e se aproxima de “fase crucial” para mercado de alta, diz gestora

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O Bitcoin (BTC) engatou um rali e ultrapassou o patamar dos US$ 66.485 na noite da segunda-feira (14), o melhor preço desde o final de julho. A criptomoeda foi puxada por fluxos nos ETFs (fundos de índice), estímulos na China, afrouxamento monetário e, principalmente, expectativas com eleições nos Estados Unidos, segundo analistas.

O desempenho, no entanto, foi interrompido nesta terça-feira (15), enquanto traders reavaliam o cenário. Por volta das 8h, o BTC passou a ser negociado a US$ 65.635, com leve alta de 1,20% no dia. No acumulado da semana, a cripto avança 5%, superando os índices de ações globais e o ouro no período.

Noelle Acheson, autora do boletim Crypto Is Macro Now, disse que o salto “é em grande parte motivado pela eleição, inicialmente pela liderança de (Donald) Trump nos mercados de previsão e pesquisas, e depois por declarações parcialmente apoiadoras sobre os mercados de criptomoedas da campanha de (Kamala) Harris”.

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Kamala prometeu na segunda apoiar uma estrutura regulatória para criptomoedas. Já o republicano Trump é visto mais declaradamente como pró-cripto e disse que vai transformar os EUA na “capital cripto do planeta”. Os mercados de previsão atribuem ao candidato conservador maiores chances de vitória.

Fase crucial

Apesar de o BTC ter pisado no freio, a criptomoeda chegou em um “momento decisivo” para um mercado de alta, disse a gestora de criptoativos Hashdex em relatório publicado ontem.

“Com quase seis meses desde o 4º halving, o BTC está se aproximando de uma fase crucial em que, se os padrões passados se mantiverem, os preços poderão começar a subir após um longo período de consolidação depois do topo histórico de US$ 73.200 alcançado no início de março”.

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Além das eleições nos EUA, os principais fatores que devem impulsionar essa possível guinada do BTC são os recentes cortes nas taxas de juros por vários bancos centrais e os estímulos anunciados pela China no mês passado.

Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, disse que se houver continuidade da alta, o BTC pode atingir a região de liquidez dos US$ 68.390 como alvo de médio prazo. “Os suportes de curto e médio prazo estão nas áreas de valor dos US$ 62.600 e 60.400”, disse.

As principais altcoins também operam em alta nesta manhã, com destaque para o Ethereum (ETH), que avança 3% nas últimas 24 horas. Entre as criptos com baixo valor de mercado, a maior alta foi registrada pela Notcoin (NOT).

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Confira o desempenho das principais criptomoedas às 8h:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Bitcoin (BTC)US$ 65.635+1,20%
Ethereum (ETH)US$ 2.614+3,00%
BNB Chain (BNB)US$ 587+1,20%
Solana (SOL)US$ 154+1,10%
XRP (XRP)US$ 0,5444+0,90%
Fonte: CoinGecko

As criptomoedas com as maiores altas nas últimas 24 horas:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Notcoin (NOT)US$ 0,009131+13,10%
Worldcoin (WLD)US$ 2,56+12,90%
Neiro (NEIRO)US$ 0,002234+11,90%
Bitcoin Cash (BCH)US$ 368,57+11,80%
Ethena (ENA)US$ 0,4357+8,50%
Fonte: CoinGecko

As criptomoedas com as maiores baixas nas últimas 24 horas:

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CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Bittensor (TAO)US$ 614,84-5,00%
dogwifhat (WIF)US$ 2,73-3,90%
Helium (HNT)US$ 6,18-2,80%
Wormhole (W)US$ 0,3152-1,80%
Brett (BRETT)US$ 0,1127-1,50%
Fonte: CoinGecko

Confira como fecharam os ETFs de criptomoedas no último pregão:

ETFPreçoVariação
Hashdex NCI (HASH11)R$ 51,95+3,90%
Hashdex BTCN (BITH11)R$ 83,77+3,75%
Hashdex Ethereum (ETHE11)R$ 42,02+5,65%
Hashdex DeFi (DEFI11)R$ 26,10+5,66%
Hashdex Smart Contract Plataform FI (WEB311)R$ 28,97+4,80%
Hasdex Crypto Metaverse (META11)R$ 35,55+10,88%
QR Bitcoin (QBTC11)R$ 22,35+3,61%
QR Ether (QETH11)R$ 10,22+5,46%
QR DeFi (QDFI11)R$ 3,75+3,87%
Cripto20 EMPCI (CRPT11)R$ 14,42+3,00%
Investo NFTSCI (NFTS11)R$ 6,20+5,08%
Investo BLOKCI (BLOK11)R$ 173,34+7,33%
Fonte: B3

(Com Bloomberg)

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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