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Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, consegue lançar pela primeira vez seu foguete New Glenn
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A empresa espacial americana Blue Origin lançou pela primeira vez seu grande foguete New Glenn na quinta-feira, 16 de janeiro, um vôo inaugural que parece um ponto de viragem para a empresa do fundador da Amazon, Jeff Bezos, que pretende alcançar sua rival SpaceX.
Com 98 metros de altura, o tamanho de um edifício de cerca de trinta andares, New Glenn decolou com sucesso por volta das 2h03, horário local (8h03, horário de Paris), da base espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, apesar das condições climáticas não serem as ideais. .
O voo inaugural deste poderoso foguete era esperado há anos e foi adiado diversas vezes e até cancelado de última hora na segunda-feira devido a um problema técnico. Se a missão correr conforme planejado, espera-se que New Glenn alcance a órbita, o que seria a primeira vez para a empresa espacial privada fundada em 2000. “Qualquer coisa acima disso é um bônus”David Limp, CEO da Blue Origin, já anunciou.
Parabéns de Elon Musk
Se a empresa já leva turistas por alguns minutos ao espaço há vários anos com seu foguete New Shepard, até agora não realizou nenhum voo orbital. Com New Glenn, muito mais poderoso, pretende entrar num novo mercado, o de lançar em órbita satélites comerciais e militares, mas também navios e astronautas. E assim competir com a SpaceX, que pertence a outro bilionário americano, Elon Musk. Este último rapidamente parabenizou o chefe da Blue Origin, Jeff Bezos, por ter “alcança a órbita na primeira tentativa”em mensagem publicada em sua rede social X.
Durante esta missão inaugural, que deve durar seis horas, a Blue Origin pretende tentar recuperar o primeiro estágio de seu foguete, que impulsionou tudo. Tal como o Falcon 9 da SpaceX, o foguetão New Glenn é parcialmente reutilizável, uma característica específica que não só reduz custos, mas também permite uma taxa de voo mais elevada.
A Blue Origin já conseguiu pousar seu foguete New Shepard em terra no Texas. Mas desta vez pretende tentar um pouso controlado de primeiro estágio em uma barcaça no mar – uma manobra delicada semelhante às realizadas pela SpaceX. Isso é “ambicioso”reconheceu o CEO em “mas vamos tentar. De qualquer forma, aprenderemos muito”
Mercado dominado pela SpaceX
O foguete também carregará um protótipo do rebocador multiuso Blue Ring, espaçonave destinada a realizar operações no espaço e mover satélites para suas órbitas finais. Suas funções técnicas serão testadas durante a missão, disse a empresa.
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Se este lançamento for um sucesso, outros voos do New Glenn deverão seguir-se em 2025. A Blue Origin já assinou contratos com vários clientes, incluindo a agência espacial americana para uma missão não tripulada a Marte, e o governo americano para missões de segurança nacional. Do lado comercial, planeja implantar satélites de Internet para diversas empresas. Ela também deverá, assim como a SpaceX com Starlink, ser responsável pelo lançamento de satélites do grupo Amazon. Jeff Bezos e Elon Musk, os dois homens mais ricos do mundo, também estão brigando pela Internet via satélite.
A SpaceX domina atualmente o mercado com seus foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy, e está atualmente desenvolvendo o maior foguete já criado. Este megarocket chamado Starship também deve realizar um sétimo voo de teste na quinta-feira, se o tempo permitir, após um adiamento na quarta-feira.
O mundo com AFP
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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