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BNDES financia rodovias – 18/12/2024 – Mercado
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André Borges
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 5,05 bilhões para a Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela gestão de 851 quilômetros da BR-163, entre os municípios de Itiquira (MT) e Sinop (MT).
Trata-se do segundo maior repasse feito pelo banco a uma concessionária rodoviária neste ano, só inferior ao acordo firmado com a CCR, nova operadora da Via Dutra e da Rio-Santos.
No acordo financeiro entre o banco de fomento e a Nova Rota do Oeste, a concessionária vai emitir debêntures (títulos de dívida privados) para captar recursos do BNDES e assim, tocar seus investimentos.
Conforme informações obtidas pela Folha, gradualmente o banco público vai subscrever (comprar) esses títulos, em valor total de R$ 4,575 bilhões, conforme a evolução das obras, até 2029. Em troca, o BNDES é remunerado por meio de juros ou amortização do título, além de financiar o empreendimento.
A Nova Rota do Oeste também assinou um financiamento direto por meio do Finem, linha de crédito oferecida pelo BNDES, no valor de R$ 475 milhões. Esse programa é voltado a projetos e empreendimentos de grande porte.
Com os recursos, a concessionária quer concluir a duplicação de um trecho de 444 km da BR-163, principal corredor logístico rodoviário do agronegócio, seja como rota para o Porto de Santos (SP) ou para a região Norte, por meio da hidrovia do Tapajós, no Pará. O projeto de duplicação, somado à implementação de melhorias, tem investimento total de R$ 9 bilhões.
O trajeto da rodovia tem impacto direto em 19 municípios e dois terços da população do Mato Grosso. Pela BR-163 passa mais de 20% da exportação agrícola do país, com 40 milhões de toneladas em 2023, movimentando US$ 33 bilhões no período.
A estimativa é de que as obras podem gerar 3.400 empregos diretos e indiretos. Quando concluída, a previsão é de que a duplicação possa reduzir em 35% o número de acidentes e em 20% o tempo de viagem entre Cuiabá e Sinop.
A operação financeira foi confirmada à Folha pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “O apoio financeiro do BNDES para a duplicação da BR-163 reforça o compromisso do governo com o pacto republicano, com o crescimento econômico, com o agronegócio brasileiro e com a população do Mato Grosso”, disse Mercadante.
A Nova Rota do Oeste declarou, por meio de nota, que “a aprovação do financiamento pelo BNDES garante a sustentabilidade do contrato de concessão da BR-163/MT e o cumprimento do cronograma de 100% do escopo de obras de forma célere, após um processo de repactuação de obrigações e troca de controle acionário inéditos no Brasil”.
RODOVIA TEVE CONTRATO RENEGOCIADO
A concessão da Nova Rota do Oeste passou por uma série de revisões, depois que a concessionária enfrentou dificuldades financeiras que resultaram em descumprimento de obrigações previstas no contrato original.
Com o não cumprimento das metas, o governo federal e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) precisaram renegociar os termos do contrato. Foram realizadas revisões no cronograma de investimentos, tarifas de pedágio e metas de desempenho para tentar adequar o contrato à nova realidade financeira e operacional.
Em maio de 2023, houve a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária, com a transferência do controle acionário da empresa. A operação saiu das mãos da Odebrecht Transport e passou para a MT Participações e Projetos (MT PAR), uma sociedade de economia mista do governo do Mato Grosso. Dessa forma, não houve devolução e a troca e controle permitiu a retomada das obras em apenas dois meses.
“O acordo financeiro com o BNDES é importante, porque também viabiliza o sucesso da primeira solução consensual do setor, destravando investimentos no país”, disse Aloisio Mercadante, presidente do BNDES.
A Nova Rota do Oeste afirmou que o contrato da BR-163/MT foi o primeiro do país, dentre aqueles que apresentaram desequilíbrio econômico-financeiro, a receber uma solução negociada para garantir retomada imediata das obras de duplicação. “Na estruturação inovadora, o Governo do Estado de Mato Grosso assumiu o controle da empresa, equacionou as finanças e negociou as dívidas, o que garantiu a retomada das obras de forma imediata, à época, em meados de 2023”, comentou.
Atualmente, o trecho sob concessão da Nova Rota conta com cinco contratos de duplicação vigentes. Uma entrega de 100 km de pista nova ocorrerá na próxima sexta-feira (20). “Ao todo, são 850,9 quilômetros sob concessão, de Itiquira a Sinop. Neste segmento, a Nova Rota conta com cinco frentes de duplicação e com previsão de contratar mais dois pacotes de obras no primeiro semestre de 2025”, informou a concessionária.
Em julho, o BNDES aprovou um repasse de R$ 10,75 bilhões para a CCR, nova operadora da Via Dutra e da Rio-Santos. O valor será liberado ao longo de sete anos, conforme os investimentos forem sendo realizados. No total, estão previstos R$ 15,5 bilhões em investimentos, o maior valor entre todas as concessões rodoviárias federais.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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