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Boa viagem, Justin Trudeau | Opiniões

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Assistir ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciar que estava desistir Numa manhã fria de segunda-feira em Ottawa, lembrei-me do momento em que o lutador premiado, Roberto Duran, criado colocou as mãos em um ringue de boxe e disse: “No mas (Chega).”

Foi um desfecho misericordioso e previsível para uma carreira política inesperada que começou com promessas e expectativas e terminou envolta em rejeição e recriminações.

“Sou um lutador”, disse o futuro ex-primeiro-ministro.

Claramente, a luta esvaiu-se de Trudeau depois de alguns dos seus aliados mais próximos no gabinete o terem abandonado, e o partido que outrora celebrava a sua exuberância juvenil agora considerava o jovem prodígio liberal um perdedor e um risco.

Os leitores fiéis sabem da minha antipatia de longa data e, por vezes, da minha repulsa por um primeiro-ministro que me pareceu, desde o início, um delfim cujos actos ocos de disparate performativo eram um substituto banal para a convicção e a inteligência.

Mas grande parte da imprensa internacional ficou impressionada com a personalidade covarde e as palhaçadas vazias de Trudeau, anunciando-o como um antídoto brilhante para a política de raiva e ressentimento do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trudeau foi uma fraude “progressista”. Em vez de lançar um desafio sustentado e determinado ao status quo, dedicou os seus quase 10 anos como primeiro-ministro a defendê-lo a nível interno e externo.

Ele era adepto de fazer discursos ensaiados sobre a necessidade urgente de colmatar o abismo entre ricos e pobres e depois não fazer nada tangível a esse respeito.

Trudeau e a empresa paroquial apenas concordaram em aprovar uma legislação que disponibilizasse atendimento diário e odontológico universal e acessível para famílias canadenses em dificuldades como parte de um acordo com o Novo Partido Democrata para manter seu governo minoritário à tona – tal era o compromisso calculado do Partido Liberal com a justiça e a equidade .

Repetidas vezes, Trudeau deixou claro que era um homem do establishment – ​​de ponta a ponta – que se deleitava em bancar o guerreiro da Guerra Fria em relação à Ucrânia e o servo do regime israelense de apartheid liderado por um criminoso de guerra acusado que está cometendo genocídio em Gaza. e arrasar a Cisjordânia ocupada.

Sobre as duas questões geopolíticas definidoras desta era terrível, Trudeau não apenas rebocou, mas repetiu, ao pé da letra, as linhas que lhe foram ditadas pelo seu superior na Sala Oval – o presidente dos EUA, Joe Biden – bom e obediente pajem de recados que ele era.

Ainda assim, se Trudeau tivesse alguma noção verdadeira dos deveres e obrigações do primeiro-ministro, ele teria prestado atenção chamadas renunciar quando seus dias racistas, com rosto negro e já adulto, foram expostos em 2019.

Em vez disso, Trudeau e o seu bando de manipuladores míopes colocaram os interesses do primeiro-ministro à frente dos interesses do país.

Foi um caso humilhante que confirmou, pelo menos na minha opinião, que Trudeau tinha perdido o privilégio de ocupar qualquer cargo público, muito menos o cargo de primeiro-ministro.

Fiel à forma infantil, Trudeau e companhia resistiram à breve tempestade fazendo com que o jejuno primeiro-ministro emitisse uma sucessão de desculpas vazias e pouco convincentes que agravaram a sua desgraça.

Talvez o episódio que melhor estabeleceu o carácter essencial de Trudeau – e, não surpreendentemente, escapou à atenção tanto dos seus devotados apoiantes como dos detractores apopléticos nos meios de comunicação social corporativos e não só – foi a sua vergonhosa reviravolta para abandonar as crianças palestinianas feridas.

Qualquer pessoa, em qualquer momento, que renuncie à promessa de ajudar as vítimas inocentes da guerra a apaziguar os racistas e os xenófobos dentro e fora do Parlamento é um hipócrita desprezível.

Justin Trudeau fez exatamente isso, dando as costas às crianças necessitadas desesperadamente. Essa obscenidade manchará para sempre o seu legado.

Como eu explicado em vários colunasenquanto o líder liberal sentado na oposição, Trudeau deu aberta e repetidamente o seu aval a uma iniciativa organizada pelo célebre palestiniano canadiano, Dr. Izzeldin Abuelaish, chamada Heal100Kids.

Abuelaish conseguiu o apoio de políticos provinciais, médicos, enfermeiras, hospitais e outros voluntários para providenciar que 100 crianças palestinianas feridas – acompanhadas por membros das suas famílias imediatas – viajassem para o Canadá para tratamento para reparar as suas mentes, corpos e espíritos danificados. .

Depois de Trudeau ter obtido a maioria em 2015, o Dr. Abuelaish – que suportou o assassinato, pelas forças invasoras israelitas, de três das suas filhas e de uma sobrinha em Gaza, em 2009, com notável elegância – fez várias aberturas públicas e privadas para que Trudeau cumprisse a sua palavra.

Trudeau nunca respondeu.

O Dr. Abuelaish – um homem distinto, não propenso a hipérboles – disse-me que Trudeau era um mentiroso e que a história julgaria duramente a sua traição.

Ele está certo em ambos os aspectos.

Trudeau traiu outros por outras razões reveladoras.

Ele traiu as suas chamadas credenciais “feministas” quando demitiu ministras, incluindo uma colega indígena, por ousar desafiá-lo na mesa do gabinete ou por defender o Estado de direito.

Como eu escreveu em setembro de 2023, o suposto “campeão” da “ação” climática, comprado um oleoduto em dificuldades no valor de 4,5 mil milhões de dólares canadianos (3,3 mil milhões de dólares).

O suposto “campeão” dos direitos humanos e da “ordem” internacional baseada em regras, tentou, com uma pequena ajuda de seus amigos amigos da insurreição no Brasil, instalar uma marionete maleável na Venezuela.

O suposto “campeão” da situação de prejudicar os canadianos “comuns”, permitiu que monopólios corporativos predatórios continuassem a colher lucros extraordinários enquanto a divisão entre os super-ricos e os outros, muito menos afortunados 99 por cento, crescia rapidamente.

Apesar da retórica angustiada dos amnésicos na Câmara dos Comuns e nas redações de todo o Canadá, a saída de Trudeau não é prova de uma “crise” nacional ou de que a capital esteja tomada pelo “caos” ou pela “paralisia”.

É mais uma prova de que, dado o ciclo inexorável da política, os primeiros-ministros – liberais ou conservadores – têm uma esperança de vida natural.

O antecessor conservador de Trudeau, Stephen Harper, durou pouco mais de 10 anos como primeiro-ministro antes que os eleitores o irritassem.

O antecessor liberal de Harper, Jean Chretien, passou uma década como primeiro-ministro antes de os eleitores se irritarem com ele.

O antecessor conservador de Chretien, o falecido Brian Mulroney, também ocupou o cargo por quase uma década antes, você adivinhou, os eleitores se irritaram com ele.

Suspeito que o mesmo destino aguarda o actual líder conservador, Pierre Poilievre, que parece preparado – se o consenso entre os investigadores for correcto – para ganhar uma bela maioria durante as próximas eleições federais que provavelmente ocorrerão na Primavera.

Entretanto, os Liberais frenéticos escolherão um ávido cordeiro sacrificial – não chamado Trudeau – para enfrentar o repelente e viciado Poilievre, num esforço inútil para evitar o inevitável.

Então, tomando emprestada uma frase que ficou famosa pelo primeiro-ministro Pierre Trudeau, “bem-vindo a” 2025, Justin.

Boa viagem para você.

As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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