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Bolsa Família reduziu incidência de tuberculose no Brasil – 03/01/2025 – Equilíbrio e Saúde

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Ana Bottallo

O Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo para famílias com filhos, reduziu a incidência de tuberculose em quase 60% e a mortalidade pela doença em 70%, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta (3) na revista especializada Nature Medicine.

O efeito do Bolsa Família (BF) na redução das infecções também foi significativo para os grupos mais vulneráveis, como indígenas (63% para os casos e 65% para a mortalidade) e naquelas vivendo em pobreza extrema (redução de 49% nos casos e 60% mortes).

Entre os declarados negros (pretos e pardos), o efeito foi parecido com aquele verificado na população geral, de 58% de redução nas infecções e 69% na taxa de mortalidade.

O estudo foi conduzido por pesquisadores do ISGlobal (Instituto de Saúde Global), em Barcelona (Espanha), do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e pelo Cidacs (Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde) da Fiocruz Bahia, e contou com apoio da Fundação “La Caixa” de Barcelona.

A análise foi feita a partir de dados do CadÚnico (Cadastro Único) de 54,57 milhões de brasileiros de baixa renda —no caso do estudo, com renda de até R$ 218 por pessoa por mês—, sendo 23,9 milhões (43,8%) beneficiários do BF e 30,66 milhões (56,2%) não, entre 2004 e 2015.

Tais informações foram, então, cruzadas com os números de novas infecções e mortes por tuberculose, retirados, respectivamente, do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e do SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade), chegando-se assim a uma incidência total de 159.777 e 7.993 mortes no período.

O cruzamento dos dados é feito por meio de um modelo probabilístico, uma vez que estes, apesar de terem informações pessoais como CPF, ano e local de nascimento, são protegidos.

Ajustando os valores para idade, sexo, escolaridade e raça/cor da pele, a taxa de novas infecções por tuberculose foi de 49,4 no grupo com o benefício contra 81,4 nos não beneficiários, o que equivale a uma redução de 59%.

A mesma coisa foi observada com a taxa de mortalidade (2,08 contra 4,68, ou uma queda de 69%). Não houve diferença significativa em relação à fatalidade dos casos entre os beneficiários e os não beneficiários.

Priscila Pinto, pesquisadora do ISC e co-primeira autora do artigo, afirma que a metodologia possibilita obter uma variedade de indicadores socioeconômicos, o que traz uma validação adicional ao estudo.

“É fundamental trazer essas informações sobre como o Bolsa Família reduz também outras cargas na população, além de aliviar a pobreza, reduzir o custo de transporte, o acesso aos alimentos, mas também tem efeitos na saúde”, afirma.

Segundo Davide Rasella, coordenador da pesquisa e professor do ISC e do ISGlobal, o impacto é tão elevado nesses grupos que funciona quase como uma vacinação. “Sabemos que a tuberculose é uma doença muito sensível a determinantes sociais, isto é, aquelas condições que agravam a vida do indivíduo vão consequentemente aumentar a incidência de doenças ligadas à pobreza, como diabetes, HIV/Aids, e a própria tuberculose.”

Os pesquisadores afirmam que os efeitos do BF na tuberculose foram elevados, mas teve um gradiente “ainda mais acentuado em indivíduos que vivem em extrema pobreza, enquanto demonstra um efeito dez vezes menor nos menos pobres”.

“O BF é um programa consolidado, mas ainda assim ele pode ser fortalecido. Acho que esse estudo mostra mais uma vez um desfecho que é particularmente ligado à pobreza e o quanto ele pode ser reduzido se der às populações menos favorecidas, mais remotas, mais pobres, àqueles que moram nas ruas, meios de melhorar sua condição de vida”, diz o pesquisador.

“No caso dos indígenas, o modo de vida deles, agregados em comunidade, possibilita o aumento da transmissão, além do estigma, das dificuldades de acesso aos serviços médicos, e outras barreiras específicas das condições de miséria em que vivem”, declara Pinto.

Os dados mais recentes, de 2023, indicam 80.012 novos casos de tuberculose no Brasil, o que equivale a uma incidência de 37 casos por 100 mil habitantes. Em 2022, primeiro ano de recuperação após a pandemia —que registrou queda de casos—, foram registradas 78.057 novas infecções (36,3 por 100 mil habitantes) e 5.845 óbitos.

Este é mais um dos resultados obtidos do grupo que vem se debruçando sobre os efeitos de programas de transferência de renda na saúde da população a partir da chamada “Coorte dos 100 Milhões de Brasileiros”, um conjunto de informações obtido através da vinculação entre o CadÚnico e conjuntos de dados extraídos do Ministério da Saúde.

Além da redução de tuberculose, outros estudos demonstraram uma redução de 17% da mortalidade infantil, queda de 56% de suicídios entre os beneficiários e prevenção de 1,5 milhão de mortes.

“Espero que este resultado possa mostrar não só a importância do BF em reduzir a pobreza mas também o seu caráter na melhora de indicadores de saúde nesses últimos 20 anos desde a sua criação, o que também pode contribuir para políticas públicas de expansão do programa”, afirma Rasella.

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.



Leia Mais: Folha

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre

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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas-c.jpg

A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.

Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.

Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.

Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.

O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.

Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac

 



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