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POLÍTICA

Bolsonaro e Braga Netto em rota de colisão

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rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)

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O advogado de Jair Bolsonaro veio a público para dizer que “quem seria beneficiado seria uma junta (o tal “Gabinete Institucional de Gestão da Crise”) que seria criada após a Operação Punha Verde Amarelo. E nessa junta não estava incluído o presidente Bolsonaro”.

“Não tem o nome dele lá, ele não seria beneficiado disso. Quem iria assumir o governo em dando certo esse plano terrível, que nem na Venezuela chegaria a acontecer, não seria o Bolsonaro, seria aquele grupo”, reforçou Paulo Bueno.

Antes da declaração do advogado, o general Braga Netto havia publicado uma nota em que repudiava “veementemente” a “tese fantasiosa e absurda da imprensa” de que haveria um “golpe dentro do golpe”. De forma fascinante, a nota negava o “golpe dentro do golpe”, mas, não negava o golpe em si.

Bem, quem está defendendo a tese (fantasiosa ou não) do “golpe dentro do golpe”, afinal, não é a imprensa. É o chefe de quem Braga Netto foi (ou pareceu ser) o mais subserviente dos auxiliares. Não que surpreenda: o histórico de Bolsonaro é mesmo empurrar a culpa para os outros e jogar aliados ao mar.

Então ficamos combinados assim: Bolsonaro nega o golpe, mas admite a existência de golpe dentro do tal golpe cuja existência nega. (Já Braga Netto nega o golpe dentro do golpe, mas não nega o golpe em si.)

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Bolsonaro entrou em rota de colisão com Braga Netto, Heleno, Almir Garnier, Mario Fernandes e mais uma porção de golpistas que se arriscaram para mantê-lo no poder.

A Polícia Federal vai precisar distribuir senha para acordo de delação premiada.

(Por Ricardo Rangel em 02/12/2024)



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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