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Bolsonaro é o maior perdedor dessa eleição

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rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)

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Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o segundo turno confirmou: Jair Bolsonaro é o maior perdedor dessa eleição.

Assim como Lula elegeu um único prefeito de capital (em Fortaleza), o bolsonarismo raiz elegeu um único prefeito de capital: Abílio Brunini, em Cuiabá — os outros três eleitos pelo PL se identificam mais com o Centrão do que com o ex-presidente.

Mas a derrota de Bolsonaro vai bem mais longe do que a de Lula. Em São Paulo, o ex-presidente poderia ter faturado a eleição de Ricardo Nunes, mas, diante da ameaça de Pablo Marçal, preferiu se omitir. Entregou, de mão beijada, os louros da vitória a Tarcísio de Freitas.

Em Curitiba, apostou em Cristina Graeml contra seu antigo aliado Ratinho Júnior e contra seu próprio partido — e não só perdeu como ganhou fama de traidor. Em Goiânia, ficou em campo oposto a seu antigo aliado, Ronaldo Caiado, com quem brigou feio — e perdeu.

Bolsonaro sempre tratou seus principais aliados como reféns: gente como Valdemar da Costa Neto, Tarcísio, Caiado, Ratinho e outros (que nunca foram bolsonaristas raiz) mantinha-se com ele porque afastar-se dele era sinônimo de derrota eleitoral. Isso mudou: 2024 mostrou que agora é possível vencer sem o apoio do ex-presidente. Ou mesmo contra ele.

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Bolsonaro está fora do poder, foi proibido de se candidatar e pode ser preso a qualquer momento. Não é o melhor momento para perder amigos poderosos.

Mas é exatamente isso que deve acontecer.

Em alguns casos, já aconteceu.

(Por Ricardo Rangel em 28/10/2024)



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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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