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A “grande vitoriosa” das eleições municipais, segu…

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Gustavo Maia

Articulador político do Planalto, Alexandre Padilha se reuniu nesta segunda-feira, 28, com Lula no Palácio da Alvorada para fazer um balanço dos resultados do segundo turno das eleições municipais, realizado na véspera. Segundo o ministro, o presidente falou por telefone com vários candidatos vitoriosos na noite deste domingo e na manhã desta segunda.

Depois do encontro, o chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República declarou que os números mostraram que a “grande vitoriosa” dessa eleição foi a reeleição.

“Teve um tsunami de reeleição no país. Foi 82% a taxa de reeleição, é a maior taxa da história de reeleição, o que tinha chegado mais próximo disso foi durante a pandemia, 20 pontos percentuais a menos de reeleição, em torno de 63%, 64% em 2020, durante a pandemia, que era uma situação muito específica de falta de possibilidade de campanha na rua, menos debates”, afirmou o ministro.

“E inclusive agora no segundo turno isso se confirmou também. Mesmo prefeitos que, por exemplo, não tinham ultrapassado 30% no primeiro turno conseguiram se reeleger e, de certa forma, esses prefeitos aproveitaram o bom momento de recuperação econômica do país, de crescimento econômico, de redução do desemprego, aproveitaram a verdadeira injeção de recursos que o governo federal fez com o aumento das transferências diretas”, complementou.

Na sequência, Padilha apontou que foram repassados 67 bilhões de reais diretamente para os fundos municipais em um ano e dez meses. “É um recurso livre para o prefeito, para a prefeita administrar seu município, ampliar serviços, ampliar contratação, fazer as suas entregas”, comentou, detalhando que uma parte dos recursos veio da compensação do ICMS, outra do aumento do repasse para o Fundo de Participação dos Municípios e outra da redução da contribuição previdenciária municipal.

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“Sem contar o pagamento recorde de emendas parlamentares que nós fizemos, tanto no ano passado quanto neste ano, inclusive zerando calotes feitos pelo governo anterior e a retomada dos investimentos do PAC, do Minha Casa, Minha Vida, da Saúde, Educação”, acrescentou o petista.

Ele então citou as vitórias, neste domingo, de candidatos que apoiaram Lula em 2022 contra adversários bolsonaristas e destacou que nenhum dos ex-ministros do ex-presidente foi eleito. E exaltou a primeira vitória do PT em uma capital desde 2016, com a eleição de Evandro Leitão em Fortaleza.

Padilha informou ainda que Lula teve nesta segunda, fora da agenda oficial, uma reunião com a deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que foi comunicá-lo sobre o encontro que a Executiva Nacional do partido terá nesta tarde para fazer um balanço eleitoral.

“A presidenta Gleisi trouxe os dados de que o PT é o terceiro partido que mais cresceu em número de prefeituras, é o terceiro que mais cresceu em população governada depois desse segundo turno, voltou a governar uma capital, então, traz dados importantes em relação a isso”, disse o chefe da SRI. Ela também levou ao presidente a informação de que a legenda participou de 1.100 vitórias eleitorais, como vice ou como parte da coligação.

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“Agora, eu, enquanto filiado ao PT, deputado federal (licenciado) do PT, tenho certeza absoluta que o PT vai, tem que fazer uma avaliação profunda desse debate das eleições municipais. Não tem nenhum impacto sobre a eleição presidencial, nunca teve. Se a eleição municipal tivesse algum impacto sobre a eleição presidencial, o presidente Lula nunca tinha sido eleito presidente da República, nem o PT nunca teria sido o partido que desde 1989 ou ganha ou estava no segundo turno das eleições presidenciais. O PT é o campeão nacional das eleições presidenciais, mas, na minha avaliação, não saiu ainda do Z4 que entrou em 2016 nas eleições municipais. Então, teve conquistas importantes: a eleição numa capital, elegeu cidades importantes nesse segundo turno. Mas ainda tem um esforço de recuperação, e eu acho que o PT vai fazer uma avaliação sobre isso, certamente sobre esse resultado, como voltar a ser um partido com mais protagonismo, sobretudo nas grandes cidades, nas médias cidades”, ponderou o ministro.

Recomendação médica

De acordo com Padilha, o presidente deve manter a rotina de atividades no Alvorada por recomendação médica, de onde deve fazer os despachos nesta segunda. “Os médicos defendem que ele mantenha esse ritmo atual, sugeriram não ter viagens, como ele não fez a viagem no fim de semana, então, reforçar isso para a observação, acompanhamento, para a gente, como vocês sabem, estar bem, ativo”, relatou.

Durante o fim de semana, segundo o ministro, Lula se manteve em descanso, mas teve atividades e só não fez a viagem a São Paulo, para votar, porque “ninguém ia segurá-lo de ir lá participar de uma atividade de campanha, ia querer participar da atividade de campanha”. “O aniversário dele, os filhos, netos, família queriam encontrar, então, ele seguiu a recomendação médica de não ir para São Paulo no fim de semana, mas continua muito ativo”, complementou.

“A recomendação médica é que possa manter esse ritmo atual de atividades. O presidente está ligando, falando com os seus ministros, conversando direto com as pessoas, despachando aqui no Alvorada. Defendemos que ele possa continuar aqui no Alvorada nesses próximos dias, até nova avaliação da equipe médica”, afirmou.



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O alerta de líderes do Senado a Lula sobre eleitor…

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O alerta de líderes do Senado a Lula sobre eleitor...

Nicholas Shores

Na conversa com Lula na residência oficial de Davi Alcolumbre, lideranças governistas do Senado fizeram coro para alertar o presidente da República sobre a necessidade de se esforçar mais para atrair o apoio de evangélicos.

Parte do bate-papo reservado passou por esboçar estratégias para a campanha à reeleição do petista, cujos índices de aprovação seguem, hoje, uma tendência de baixa, despertando preocupações entre aliados sobre como recuperar a popularidade de Lula.

Eliziane Gama (PSD-MA) e Carlos Viana (Podemos-MG), ambos evangélicos, colocaram-se à disposição para levar líderes de igrejas neopentecostais para encontros de aproximação com o presidente.

Lula, por sua vez, comprometeu-se a abrir mais espaço na agenda para visitas desse tipo.

Participaram do encontro nesta quarta-feira à noite:

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  • a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann;
  • o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP);
  • o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA);
  • o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros (MDB-AL);
  • o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA);
  • o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP);
  • o líder do PT, Rogério Carvalho (SE);
  • o líder do MDB, Eduardo Braga (AM);
  • o líder do União Brasil, Efraim Filho (PB);
  • o líder do PSB, Cid Gomes (CE);
  • o líder do PDT, Weverton Rocha (MA);
  • o líder do Podemos, Carlos Viana (MG);
  • o líder da maioria, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
  • a líder do bloco parlamentar PSD-PSB, Eliziane Gama (PSD-MA);
  • e a líder da bancada feminina, Leila Barros (PDT-DF).

 



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Por que Lula ressurgiu diferente, e pronto para a…

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Por que Lula ressurgiu diferente, e pronto para a...

Matheus Leitão

Lula voltou. 

No evento em que fez um balanço das ações do governo, exaltou a atuação de sua terceira gestão e prometeu retrucar com “medidas cabíveis” à metralhadora tarifária de Donald Trump, o presidente leu o discurso sem improviso.

Seguiu o script. Quase o tempo todo, o que evitou qualquer problema de comunicação.

Com entonação certa e pinta de candidato em 2026 contra filhotes do bolsonarismo, Lula aproveitou até para mandar um recado à extrema direita. Afirmou que não bate continência a outra bandeira. 

É a estratégia de manter a polarização contra Bolsonaro, mesmo ele estando inelegível, sendo réu por tentativa de golpe e cada vez mais próximo da prisão.

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O mais importante, contudo, foi a sinalização de Lula à classe média em meio à queda de popularidade. Como a coluna já mostrou, o presidente tem um plano para reconquistar o terreno perdido.

Nesta quinta, 3, o líder petista colocou o cardápio à mostra e falou não só de projetos com cheiro de naftalina. Tentou mostrar à classe média que o governo entende a alta na inflação dos alimentos e está voltando o holofote de benesses para eles.

O presidente citou en passant a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, vendeu o financiamento do Minha Casa Minha Vida para os brasileiros que ganham até R$ 8 mil e apontou também para a TV 3.0 de última geração. 

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 Lula ressurgiu diferente. Parecia empoderado por dados da nova pesquisa Quaest que mostram que, mesmo com muitos brasileiros acreditando que ele não deve concorrer à reeleição, votam no petista em um eventual segundo turno.

É que um número razoável daqueles que reprovam o governo ainda votam em Lula em eventual segundo turno contra qualquer candidato da direita. 

Na política, é fundamental ter perspectiva de futuro. Foi o que Lula demonstrou hoje. Ponto para Sidônio Palmeira, o novo chefe da comunicação do governo. 



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Em voto único, STF aprova Plano de Redução da Leta…

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Em voto único, STF aprova Plano de Redução da Leta...

Valentina Rocha

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quinta-feira, 03, por decisão unânime, um conjunto de medidas estruturais voltadas ao combate à letalidade policial nas operações em favelas no Rio de Janeiro e concluiu o julgamento da chamada ADPF das Favelas.

O tribunal afirmou que houve avanços importantes obtidos com a redução da letalidade policial, mas reconheceu uma parcial omissão do estado. O ministro Luís Roberto Barroso determinou o uso de câmeras em uniformes da Polícia Militar e anunciou que, em até 180 dias, o Estado do Rio de Janeiro deve comprovar a instalação de câmeras também em viaturas, com regulamentação clara e abrangência sobre todas as ações ostensivas e operações policiais.

Foi estabelecida também a necessidade de que o estado promova um plano de reocupação territorial de áreas dominadas por organizações criminosas.

“A atuação da polícia em geral, particularmente do Estado do Rio de Janeiro, deverá ser tão ampla quanto o necessário para a segurança pública da população, mas deve respeitar o uso proporcional da força e o respeito aos direitos fundamentais em toda a extensão do estado, seja nos bairros mais afluentes, seja nas comunidades pobres, seja nas periferias”, disse Barroso, e completou que a constituição assegura os direitos fundamentais a todos os brasileiros e, portanto, abrange todos independentemente de condição social, etnia, raça ou local onde vivam. 



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