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POLÍTICA

Bolsonaro é o maior perdedor do segundo turno

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Thomas Traumann

O ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu as suas principais apostas no segundo turno das eleições municipais: Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Fortaleza. Mesmo em cidades onde a direita massacrou a esquerda, como São Paulo e Porto Alegre, a participação de Bolsonaro foi a de um coadjuvante. A mesma eleição municipal que ressaltou as fragilidades do PT, da esquerda e do governo Lula, mostrou também que o ex-presidente Bolsonaro perdeu o controle do antipetismo.

Em Goiânia, Bolsonaro acompanhou Fred Rodrigues (PL) na hora da votação, numa tentativa desesperada de impedir a vitória do ex-deputado Sandro Mabel (União), o candidato do governador Ronaldo Caiado (União).

Em Belo Horizonte, o prefeito Fuad Noman (PSD) foi reeleito, com o providencial apoio da esquerda derrotada no primeiro turno. O candidato da extrema-direita, Bruno Engler (PL), que combinou o bolsonarismo e pablomarcismo, perdeu.

Em Curitiba, onde o PL indicou o candidato a vice do candidato vitorioso Eduardo Pimentel (PSD), Bolsonaro, na prática, estava com a candidata negacionista Cristina Graeml (PMB).

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Em Manaus, o candidato de Bolsonaro, Capitão Alberto Neto (PL), foi derrotado pelo prefeito David Almeida (Avante).

Em Fortaleza, André Fernandes (PL) usou todos os métodos radicais do bolsonarismo, incluindo a ameaça de morte de um porco, e perdeu para o candidato do petista Evandro Leitão. Foi a única vitória petista deste domingo.

O atual prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), foi reeleito contra o ex-ministro da Saúde de Bolsonaro Marcelo Queiroga (PL).

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Em Belém, outra derrota de Bolsonaro. O delegado Éder Mauro (PL) perdeu feio para o candidato da família Barbalho, Igor Normando (MDB).

Em Palmas, nova derrota do bolsonarismo, com Eduardo Siqueira vencendo Janad Vaccari, do PL. Fora das capitais, o bolsonarista Carlos Jordy foi massacrado em Niterói.

A principal vitória de Bolsonaro neste domingo foi em Cuiabá, onde prefeito Abilio Brunini (PL) foi reeleito derrotando Lúdio Cabral (PT). A direita também venceu em Natal (Paulinho Freire), Aracaju (Emília Correa) e Campo Grande (Adriane Lopes), mas essas vitórias não alteram o resultado ruim para o ex-presidente.

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Em entrevista ao Estadão, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu que seu partido não teria hoje votos para vencer uma eleição presidencial e defende atrair eleitores de centro para conseguir derrotar o PT em 2026. Para Valdemar, o movimento de ampliar o eleitorado do PL para além da direita e da extrema. “Nós temos um problema sério. O nosso adversário fez cinco presidências da República. Ou nós aumentamos a nossa base, trazendo o pessoal do centro que defende as pautas da direita, ou nós perdemos a eleição. Nós não temos voto hoje para ganhar (em 2026). Nós já perdemos a outra (eleição, em 2022). Estou tomando cuidado para trazer um pessoal que defenda a pauta da direita. O problema é o pessoal (do bolsonarismo) entender isso aí”, afirma Valdemar. O resultado deste domingo indica que o diagnóstico de Valdemar está correto.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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