POLÍTICA
Boné de Trump e apoio a escolas militarizadas: a l…
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1 ano atrásem
Ricardo Chapola
Recém-empossado vereador da cidade de Balneário Camboriú (SC), Jair Renan (PL), filho Zero Quatro do ex-presidente Jair Bolsonaro, dedicou os primeiros dias como político para prestar homenagens a Donald Trump e elaborar suas primeiras propostas. Em 15 dias de mandato, o vereador mais votado da cidade foi autor de duas indicações – um tipo de instrumento legislativo cuja finalidade é sugerir que outro órgão tome providências sobre determinado assunto. Em uma delas, ele recomendou a adesão da prefeitura do município, chefiada pelo PSD, ao Programa das Escolas Cívico-Militares, uma ideia concebida na gestão do pai na Presidência e replicada em alguns Estados.
Ao justificar a proposta, Jair Renan sustenta que o modelo é eficaz por promover melhoria no desempenho escolar, reduzir a evasão, formar cidadãos íntegros e retomar valores patrióticos que, segundo o parlamentar, foram perdidos. Na outra proposta, ele faz sugestões ao diretor da Defesa Civil de criação de um plano de contingência para reduzir impactos causados por eventos climáticos extremos.
Boné e estruturação de equipe
Na sessão de abertura do ano Legislativo, o filho caçula de Bolsonaro chegou à Câmara vestindo um boné para celebrar o retorno de Trump à Casa Branca com a mensagem “Trump 2024: Take America Back”, em alusão à campanha vitoriosa do republicano.
Ele também participou de compromissos oficiais ao lado de apoiadores de Jair Bolsonaro. Durante a semana, recebeu a deputada federal, Caroline De Toni (PL) e acompanhou o governador Jorginho Mello (PL) em uma agenda externa.
O vereador também começou a estruturar sua equipe de gabinete. O filho de Bolsonaro, que tem direito a cinco assessores, já nomeou três — um advogado, um especialista em produção de vídeos e uma ex-funcionária da universidade onde ele cursava Direito. É a primeira vez que Zero Quatro ocupa um posto eletivo. Antes disso, tinha trabalhado apenas como assessor de gabinete do senador Jorge Seif (PL). Como vereador, receberá um salário de cerca de 16.500 reais.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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