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Boulos imita Marçal ao acusar sem prova e aceno a motoboys – 22/10/2024 – Poder

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Carlos Petrocilo, Isabella Menon

Com paletó na cor azul, camisa branca e sem gravata, Guilherme Boulos (PSOL) usa microfone de lapela e discursa, com a voz calma, rodeado de uma plateia compenetrada. O cenário escolhido pelo psolista para transmitir a sua primeira propaganda eleitoral na TV, após o primeiro turno, é igual ao que o autointitulado ex-coach Pablo Marçal (PRTB) costuma aparecer em suas palestras.

“As pessoas que votaram no Marçal, na sua maioria, estavam indignadas, revoltadas com o jeito que a política é feita hoje em São Paulo“, diz o candidato a prefeito pelo PSOL, na propaganda.

Desafiado a conquistar o eleitor do candidato do PRTB para superar a vantagem de Ricardo Nunes (MDB), Boulos buscou estratégias de Marçal no segundo turno na tentativa de virar a eleição.

No primeiro turno, o emedebista obteve 29,48% dos votos válidos, e o psolista, 29,07%. Já Marçal deixou a disputa com 28,14% —uma diferença de apenas 57 mil votos para o segundo colocado.

No dia seguinte à apuração das urnas, a equipe de marketing definiu como tática prospectar os eleitores de Marçal, sobretudo aqueles espalhados pelas regiões periféricas de São Paulo, para entrevistá-los e coletar quais as suas aspirações. Baseado nessas pesquisas, o psolista recalculou a rota.

Entre os grupos que mais demandam esforços de Boulos, estão os autônomos, empreendedores nas periferias “como a boleira e a manicure”, motoristas de aplicativos, taxistas e motoboys.

Boulos mirou nesses segmentos inclusive quando leu a Carta ao Povo de São Paulo e tem direcionado parte de suas propostas.

Por exemplo, o psolista se comprometeu a isentar os motoristas de aplicativos, como Uber e 99, do rodízio de carros. Com relação aos motoboys, ele anunciou a construção de, pelo menos, 96 pontos de apoio para que possam usar o banheiro, fazer suas refeições e carregar o aparelho celular.

“A maneira como esse segmento aderiu à candidatura acendeu um alerta”, afirmou Boulos na sabatina realizada pela GloboNews, nesta terça-feira (22).

Na mesma entrevista, ele fez uma autocrítica de como a esquerda deixou de se comunicar com essa faixa da população. “A extrema direita soube passar uma mensagem mais sedutora, mas hipócrita, porque não está preocupada com essas pessoas.”

Tão logo deixou a GloboNews na tarde desta terça, Boulos seguiu para uma conversa com a diretoria do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo.

“Nós vamos buscar o voto de todos esses eleitores, e não só com esses compromissos em relação a empreendedores, a taxistas, a trabalhadores de aplicativo, mas também com o diálogo da importância que São Paulo vai ter no próximo domingo de tomar uma decisão para os próximos quatro anos. E que seja pela mudança”, disse Boulos, ao deixar o sindicato.

Paralelo às propostas, o candidato do PSOL tem anunciado que divulgará denúncias graves relacionadas à gestão Nunes, uma tática bastante utilizada por Marçal enquanto ainda remava no primeiro turno.

Boulos havia afirmado que anunciaria nesta segunda algo nunca visto antes em uma campanha. No entanto, no mesmo dia, prometeu que a divulgação seria feita em seus programas de televisão.

Na propaganda que vai ao ar na noite desta terça, o psolista trouxe fatos já noticiados pela imprensa, sem novos indícios ou provas, sobre a relação de Nunes com envolvidos na chamada máfia das creches. “Decidi usar, ao longo desta semana, para apresentar parte destas denúncias.”

Candidato a prefeito em 2020 e deputado federal desde 2023, Boulos tenta passar a imagem de que, nesta campanha, é o candidato disposto a lutar contra o sistema político.

“O meu adversário não é o Ricardo Nunes, que é um fantoche. Eu enfrento, hoje, um projeto de um grupo político de direita e extrema direita ancorado em interesses econômicos, representado pelo governador Tarcísio [de Freitas]”, disse Boulos em sabatina da Folha e do UOL.

Em outro movimento calculado, o candidato adotou um tom mais agressivo e, diariamente, se refere ao atual prefeito como “fraco” e “covarde” seja nas entrevistas ou em debates.

Assim como Marçal colocou apelidos nos adversários, que viralizaram entre os eleitores, como “Boules”, “Bananinha” e “PT Kids”, o candidato do PSOL se apoia, agora, na linguagem da internet e memes para criticar Nunes.

Em debates e entrevistas, o candidato chamou o prefeito de “tio Paulo do Tarcísio” —ele se referia a um caso que viralizou nas redes sociais em abril, quando uma mulher foi presa no Rio de Janeiro, acusada de tentar dar um golpe ao levar o corpo do tio a uma agência bancária.

Também já disse que Nunes tem o carisma de um “guarda noturno” e ironizou o candidato citando o casal Nardoni, condenados pelo assassinato da menina Isabella Nardoni em 2008, ao falar de segurança pública em São Paulo.

“Ricardo Nunes falando de corrupção parece o casal Nardoni falando em cuidar dos filhos. É o mesmo nível.”

No primeiro turno, o psolista já tinha usado comparações com criminosos populares. No debate promovido pela Globo, ele afirmou que Pablo Marçal era um “lobo na pele de cordeiro” e o “Marçal acusar alguém de extremista é igual a Suzane von Richthofen acusar alguém de assassinato”.

Na segunda-feira, Boulos também anunciou que iria dormir na casa de eleitores até o dia da votação em iniciativa de “rodar essa cidade, conversando com pessoas”.

Na penúltima semana do primeiro turno, o autodenominado ex-coach prometeu jejum por sete dias, expediente comum nas igrejas, que promovem temporadas de abstinência em nome de uma causa.


GUILHERME BOULOS SEGUE PASSOS DE PABLO MARÇAL

Cenário de coach

No horário eleitoral no segundo turno, Guilherme Boulos expôs propostas para jovens que desejam empreender. No primeiro programa, ele surge de terno, camisa sem gravata e com microfone de lapela rodeado pela plateia, replicando uma estética de palestrante e coach.

Empreendedores da periferia

Boulos tem direcionado promessas de incentivar o empreendedorismo entre os autônomos e pequenos empresários espalhados pelas regiões mais distantes, citando como exemplo boleira, vendedora de salgadinhos e manicures.

Incentivo aos motoboys e motoristas de aplicativo

Na carta intitulada “Ao Povo de São Paulo”, Boulos fez menção ao “jovem que financiou a moto e foi trabalhar” e ao “motorista de aplicativo” se comprometendo em “oferecer oportunidades”.

Discurso contra o sistema

Deputado desde 2023 e antes candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos se coloca no segundo turno como o adversário de “um projeto político” da extrema direita articulado pelo governador Tarcísio de Freitas. Marçal, por sua vez, se diz perseguido por um consórcio de comunista no qual incluía de Nunes a Boulos.

Denúncias sem provas

Boulos prometeu no sábado (19), após o debate da TV Record, que faria denúncias graves contra Nunes. Questionado na segunda-feira, ele falou que apresentaria a partir desta terça. No entanto, o psolista trouxe até aqui fatos já noticiados pela imprensa, sem novos indícios ou provas, sobre a relação de Nunes com envolvidos na máfia das creches.

Tom mais agressivo

Boulos passou a se referir diariamente a Nunes como “fraco” e “covarde”. Também disse que o adversário tem o carisma de um guarda noturno.

Linguagem de internet

Semelhante a Marçal que viralizou apelidos como “Boules”, “Bananinha” e “PT Kids”, Boulos se apoia em memes para criticar Nunes. O candidato já chamou o prefeito de “tio Paulo do Tarcísio [de Freitas, do Republicanos]” —uma referência à prisão de uma mulher no Rio de Janeiro acusada de levar o corpo do tio a uma agência bancária para efetuar empréstimo.



Leia Mais: Folha

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O que são Nutria e como eles poderiam ser um problema? – DW – 04/02/2025

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O que são Nutria e como eles poderiam ser um problema? - DW - 04/02/2025

A nutria, também conhecida como um Coypu ou Swamp Beaver, é originalmente da América do Sul. Mas o mamífero semi-aquático conseguiu se espalhar muito além de seu nativo zonas úmidas.

Chegou pela primeira vez para a Europa nos 19O século, introduzido por empreendedores que desejam capitalizar o sucesso da indústria agrícola de peles da Argentina. Hoje, embora o comércio de peles tenha diminuído desde o seu auge do século XX, Nutria floresceu.

Marlene Dietrich fica ao lado de um transatlântico vestindo um casaco de pele e um chapéu, em uma foto em preto e branco
Por um tempo no século XX, os casacos de pêlo de neutria eram obrigatórios para as celebridades do mundo, incluindo a famosa atriz Marlene DietrichImagem: Picture Alliance/United Archives

Local As populações, descendentes de animais que escaparam das fazendas ou simplesmente foram autorizadas a correr livremente, agora estão bem estabelecidas na maior parte do continente europeu. Eles até foram vistos tão afastados quanto a Irlanda e a Escandinávia.

Como é uma Nutria?

Com Peles marrons grossos e marrons escuros, pés traseiros embalados e grandes dentes da frente, uma nutria poderia, à primeira vista, ser confundida com seu primo distante, o castor. Mas com um peso adulto entre 4 e 9 kg (aproximadamente 9 a 20 libras) e um comprimento máximo de 60 centímetros (23 polegadas), eles são muito menores.

A extremidade traseira de uma nutria, mostrando sua cauda longa e semelhante a rato
Nutria se assemelha aos castores, mas são menores e têm caudas semelhantes às dos ratosImagem: ImageBroker/Picture Alliance

EUNSTEAD da cauda plana do castor, semelhante a uma remo, o apêndice traseiro do Nutria é fino e semelhante a ratos. Seus dentes da frente distintos são coloridos laranja porque contêm ferro oxidado, o que também os torna mais fortes.

São Nutria Dangerous?

Nutria pode parecer inofensivoremando ao longo de um riacho local e mastigando plantas aquáticas, especialmente raízes e caules, ou se tratando de um caracol ou mexilhão ocasional. Mas seus incisivos longos e afiados podem causar danos graves, cortando o osso.

Nutria morde barras de uma gaiola em zoológico, seus dentes laranja claramente visíveis
Os dentes da frente de um nutria são laranja porque contêm ferro oxidado, o que também os torna mais fortesImagem: Zoonar/Picture Alliance

Eles são Criaturas geralmente tímidas, e mais ativas à noite, mas podem atacar se humanos ou cães curiosos se aproximarem demais, potencialmente espalhando parasitas ou doenças bacterianas.

Uma Nutria mastigando algumas folhas
A dieta de Nutria consiste principalmente de vegetação e pode comer até 1,5 metros quadrados de vegetação todas as noitesImagem: Siegfried Kuttig/ImageBroker/Picture Alliance

They representa um perigo maior para o ambiente natural e Biodiversidade. Nutria são pragas agrícolas, felizes em mastine todos e quaisquer cereais próximoscolheitas e mudas de raízes.

E eles são comedores agressivos. OO NE Nutria pode consumir até 25% do seu peso corporal todos os dias. Desde eles favorecer raízes e cauleseles tendem a destruir mais plantas do que oy realmente comer.

Nutria As tocas podem fazer diques, cais e diques vulneráveis ​​ao colapso durante as inundações, e sua presença pode perturbar os ecossistemas nativos e as populações de aves aquáticas ameaçadas de extinção.

Uma mãe de Nutria se odeia com seus filhos em uma extensão de grama verde, ao lado de um bando de patos
Nutria pode representar uma ameaça para outras espéciesImagem: Wolfram Steinberg/DPA/Picture Alliance

Por que Nutria é um problema na Europa?

Ao contrário dos castores, nativos da América do Norte e Europa, Nutria não é endêmica e é considerado um incômodo nesses continentes.

A Nutria nada na água, a cabeça atingindo o pico e os dentes da frente laranja visíveis acima da linha de água
Nutria costuma ser confundido com castores, mas são menores – e não nativos da Europa ou da América do NorteImagem: Wolfram Steinberg/DPA/Picture Alliance

A União Europeia Adicionado o Nutria – sob seu nome científico miocastor Coypus – à sua lista de espécie alienígena invasiva preocupante em 2016, que se estabelece Restrições para manter, importar, vender, reproduzir, cultivar e liberar (Nutria) no meio ambiente. ”

Com Não há predadores naturais na Europa, controlar a população de nutria é um desafio. Eles vivem em média seis anos em estado selvagem e são bastante férteis. Eles podem se reproduzir ao longo do ano e, com várias ninhadas, uma mãe de Nutria pode ter uma média de 15 jovens por ano.

O A população européia de Nutria explodiu nos últimos anos, e não apenas porque eles se sentem em casa. Nutria prospera temperaturas mais quentese com os invernos se tornando mais suaves devido às mudanças climáticas, eles conseguiram ganhar um apoio de Pawhold cada vez mais ao norte.

Um grupo de Baby Nutria, incluindo um albino, reúna -se para o calor
Nutria pode se reproduzir ao longo do ano e ter várias ninhadasImagem: L31/zuma/imagens

No lado positivo, O boom de nutria da Europa está ajudando a controlar a população crescente do igualmente Muskrat invasivo. Os animais competem pelo mesmo habitat, e a Nutria maior geralmente vence.

O que é sendo feito para detê -los?

Muitos países da Europa introduziram monitoramento e Os programas de gerenciamento, na tentativa de impedir que as populações de Nutria sob controle e impeçam novas comunidades de surgir. Isso envolve armadilhas e caça, embora este último possa ser perigoso para seres humanos e outros animais em parques naturais e áreas urbanas.

Um açougueiro mostra um prato de carne de nutria em sua loja
Uma solução para a superpopulação de Nutria: jantarImagem: Roland Weihrauch/DPA/Picture Alliance

Alguns pessoas têm Recomendado para colocar o Nutria no menu. Nos EUA, o Departamento de Vida Selvagem e Pesca da Louisiana até publicou uma lista de receitas sugeridas de um 1963 Livro de receitasincluindo Nutria Chili, Quartos posteriores de pelúcia recheada, Nutria Smoked e Nutria Salsage Gumbo.

Editado por: Tamsin Walker



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Como Trump atinge a UE com tarifas, como Brussles pode retaliar? – DW – 04/02/2025

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Como Trump atinge a UE com tarifas, como Brussles pode retaliar? - DW - 04/02/2025

Presidente dos EUA Donald Trump na quarta -feira anunciou um novo novo tarifas de 34% sobre as importações da China e 20% sobre as importações da União Europeia – dois dos principais parceiros comerciais dos EUA.

Trump também disse que uma tarifa de linha de base de 10% seria imposta às importações de uma ampla gama de outros países.

Falando no jardim de rosas da Casa Branca, o presidente dos EUA disse que este era o “Dia da Libertação”, que “seria para sempre lembrado, pois o dia em que a indústria americana renascia, o destino do dia da América foi recuperado”.

Através do Atlântico, enquanto isso, o Comissão Europeia descreveu a política comercial de Trump como “um ato de auto-mutilação econômica” e está preparando sua resposta.

Na guerra comercial emergente com os EUA, Bruxelas está seguindo um delicado equilíbrio de tentar parecer forte, além de manter seu aliado tradicional de lado.

Quaisquer novas tarifas seriam além das tarifas de 25% já impostas às importações de aço e alumínio da UE, além de tarifas separadas no Setor automotivo europeuque foram implementados nos últimos meses.

Indústria de automóveis alemães alarmados com as tarifas do carro de Trump

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A UE tem várias ferramentas à sua disposição, pois se equilibra ter uma resposta conseqüente, minimizando o impacto e a interrupção de seus próprios cidadãos e consumidores.

Restrições aos serviços

A Comissão da UE pode considerar um movimento escalatório significativo, visando o setor de serviços dos EUA. Isso pode envolver restringir os direitos de propriedade intelectual para empresas americanas que operam na UE.

Por exemplo, a UE pode limitar empresas como Maçã e Google de cobrança por serviços de armazenamento em nuvem ou atualizações de sistema operacional. Há também discussão sobre como prevenir Elon Musk’s Rede de satélite Starlink de competir por contratos do governo europeu.

Em termos de comércio, a UE teve um superávit de mercadorias significativas com os EUA, avaliado em € 157 bilhões (US $ 170 bilhões) em 2023, o que significa que importa mais dos EUA do que exporta. No entanto, nos serviços, os EUA registraram um excedente, inclinando o saldo com um ganho de € 109 bilhões para a UE.

Europa Tarifas de retaliação Até o momento, foram amplamente simbólicos, visando produtos fabricados nos americanos como HARLEY Davidson Motorcycles e jeans. Com esses produtos já afetados, novas tarifas precisariam atingir outros setores.

Todas as medidas de retaliação exigem concordância de uma maioria qualificada dos países da UE, complicando o cenário político em Bruxelas. Por exemplo, a França pediu uma suspensão de tarifas no uísque de bourbon para proteger seu setor de vinho da potencial retaliação dos EUA.

O instrumento anti-coercion

Uma questão crítica é se Bruxelas utilizará o Instrumento Anti-Coercion (ACI) da UE-um mecanismo criado em 2023 em resposta a Bloco da China Sobre as importações da Lituânia sobre seu apoio a Taiwan.

A ACI, conhecida como “Bazuca Comercial” da Europa, oferece uma ampla gama de ferramentas para a UE se determinar a abordagem comercial de Trump equivale a “coerção econômica”.

Pode até permitir que a UE restrinja os bancos americanos que operando no bloco, revogar patentes nos EUA ou limitar o acesso à receita para serviços de streaming on -line.

O uso da ACI foi defendido por figuras proeminentes no comércio europeu, incluindo a ex-comissária comercial da UE Cecilia Malmström, e Ignacio García Bercero, que anteriormente liderou o lado da UE das negociações comerciais da UE-EUA durante a era Obama.

Sob a ACI, há espaço para atingir “pessoas naturais ou legais ligadas ao governo”, potencialmente afetando figuras próximas a Trump, como Elon Musk.

Visando -nos Big Tech

Além das tarifas, há discussão sobre a aplicação de outras leis da UE para direcionar as principais empresas de tecnologia dos EUA. Especialistas sugerem que a UE pode impor penalidades estritas sob a Lei de Serviços Digitais (DSA) e Mercados Digitais (DMA), como pesadas multas para plataformas de mídia social que não removem imediatamente a desinformação.

A UE já está investigando A promoção do conteúdo de extrema direita durante as eleições européias na plataforma de Musk X e poderia perseguir isso vigorosamente.

Uma foto de Elon Musk e a política alemã Alice Weidel mostrada em uma tela de telefone celular após a palestra na plataforma de mídia social de Musk x
A regulamentação da UE dá a Bruxelas o direito de financiar os gigantes da tecnologia por não moderar seu conteúdo controversoImagem: Frank Hoermann/Sven Simon/Picture Alliance

O governo de Trump e seus aliados argumentaram frequentemente que as leis da UE como o DMA e o DSA funcionam como tarifas nas empresas de tecnologia dos EUA devido aos encargos financeiros que eles criam.

A UE também pode aproveitar a ACI para proibir a venda de anúncios em Xproibem assinaturas pagas e impedem que as autoridades públicas publiquem informações lá.

Muitos economistas e especialistas em comércio alertam, no entanto, que tais medidas contra gigantes da tecnologia dos EUA poderiam aumentar significativamente as tensões entre a UE e os EUA e impactar negativamente os cidadãos europeus.

Este artigo foi publicado pela primeira vez em 29 de março e atualizado após o anúncio das tarifas de Donald Trump em 2 de abril.

Editado por: Uwe Hessler



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Como removemos isso? – DW – 04/02/2025

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Como removemos isso? - DW - 04/02/2025

Todos os anos, pelo menos um satélite é destruído por uma colisão de lixo espacial. Com mais de 130 milhões de detritos agora presos em órbita ao redor da Terra, a Agência Espacial Européia (ESA) espera que esse número aumente.

Combinada com a crescente frequência de lançamentos de espaço comercial, que agora representam a maioria das entradas na órbita da Terra, a ESA está alertando colisões com satélites podem interromper severamente os serviços vitais, como serviços de GPS e monitoramento de desastres ambientais.

Satélites A Orbiting Earth agora faz manobras regulares de prevenção de colisões para evitar danos a – ou à destruição – essa infraestrutura espacial crítica. Essas manobras de evasão também Impacto astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

“Dependemos dos satélites como fonte de informação para nossa vida diária, da navegação, a telecomunicações, os serviços, a observação da Terra, incluindo defesa e segurança”, disse o diretor -geral da ESA, Josef Aschbacher, à DW.

Em sua conferência anual de detritos espaciais, a ESA pediu uma ação rápida para limpar o lixo feito pelo homem-geralmente fragmentos de naves espaciais ou satélites desativados.

A ESA estabeleceu uma carta de detritos zero, com 17 nações européias assinando em 2023. O México e a Nova Zelândia ingressaram no ano passado.

Impedir que o espaço se torne como nossos oceanos

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Um ferro -velho voador

O problema dos detritos é direto: a órbita da Terra está ficando mais cheia à medida que mais satélites chegam e a tecnologia morta não é removida.

Até os menores pedaços de detritos espaciais – medindo um milímetro de diâmetro – podem causar grandes danos à nave espacial funcional e satélites.

Há uma década, o satélite climático Copernicus Sentinel-1a sofreu um dente de 5 cm de largura (1,9 polegada) de um projétil espacial de 2 milímetros.

Não afetou as operações do satélite, mas destacou os riscos de colisões com detritos espaciais. Objetos maiores podem destruir satélites inteiros.

“Um pedaço de detritos de um centímetros tem a energia de uma granada de mão”, disse Tiago, engenheiro principal do Escritório de Espaço Limpo da ESA, ao DW.

Há pelo menos um milhão de pedaços tão maiores de detritos voando hoje em torno da órbita da Terra. Toda colisão corre o risco de criar centenas de mais peças de detritos-um fenômeno de reação em cadeia conhecida como efeito Kessler.

“Isso seria muito desastroso e muito prejudicial, porque as órbitas inteiras são inutilizáveis. Portanto, não seria possível categorias inteiras de uso de satélite”, disse Aschbacher.

Detritos de satélite: a crescente ameaça representada pelo lixo espacial

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Um problema ambiental acima e abaixo da terra

Embora todas as naves espaciais correm o risco de colidir com lixo espacial, os satélites de monitoramento ambiental podem estar no perigo mais imediato.

Satélites como os Sentinels de Copérnico fornecem monitoramento em tempo real da Terra clima e clima. Eles também podem fornecer aos cientistas e governos dados vitais sobre desastres naturais, como incêndios florestais e erupções vulcânicas, secas e inundações.

Se mesmo uma parte dessas constelações de satélite fosse eliminada, isso poderia interromper severamente toda a operação de coleta de dados.

“Cerca de 70% a 80% de todas as informações (clima e ambiente) que obtemos são de satélites. Se esses satélites em órbita estiverem em perigo, nossa capacidade de prever mudanças climáticas no futuro (…) certamente está ameaçada”, disse Aschbacher.

“Não é apenas a previsão, mas também a mitigação das mudanças climáticas, seja o aumento do nível do mar, tempestades, furacões ou outros efeitos que estão chegando com o aquecimento global – o derretimento de gelo, o derretimento de grandes áreas de gelo e assim por diante”, acrescentou.

O diretor geral da ESA, Josef Aschbacher, gesticula enquanto ele fala no palco
O diretor geral da ESA, Josef Aschbacher, diz que a falha em abordar o lixo do espaço pode significar desastre para o ambiente espacial da TerraImagem: Christoph Soeder/DPA/Picture Alliance

Octopus Arms to Roadside Service no espaço

Uma quantidade muito pequena de detritos espaciais cai de volta à terra, mas A grande maioria está presa em órbita.

Corrigir o problema do lixo espacial não é simples, mas as agências espaciais estão trabalhando em uma variedade de tecnologias que, em alguns casos, retirariam os detritos do espaço e o devolveriam à Terra.

Nenhuma missão alcançou esse feito ainda, mas a ESA está programada para tentar com seu Missão ClearSpace-1 Em 2028. A missão usará os braços robóticos para remover o satélite ProBA-1 do tamanho da mala da órbita baixa da Terra.

Soares disse que outros conceitos incluem o uso de uma estrutura de rede para “peixes” satélites fora da órbita, mas são caros-e ainda não comprovados-pedaços de equipamento.

Outra abordagem considerada é criar protocolos para descomissionar a tecnologia espacial não utilizada. As agências espaciais estão pesquisando métodos para explodir a tecnologia morta fora de perigo com os suprimentos de combustíveis incorporados em futuras naves espaciais.

Outros estão investigando a tecnologia que permitiria a reentrada controlada da espaçonave redundante de volta à Terra. A ESA pretende adotar o mantra “reduzir, reutilizar, reciclar” da sustentabilidade ambiental no espaço.

Em vez de enviar tons espaciais, pode ser viável desenvolver uma espécie de “assistência na estrada” que executa reparos em satélites e estende sua vida útil.

“Estamos procurando, a longo prazo, não apenas na remoção, também estamos analisando o que chamamos de ‘economia circular no espaço'”, disse Soares.

Como ele explicou, isso é “promover novas missões que significam não apenas para remover o objeto da órbita, mas tentar repará -lo e reutilizar peças e, eventualmente, reciclá -las”.

Editado por: Fred Schwaller



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