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Brasil pode ganhar com novos destinos do capital chinês – 20/11/2024 – Vinicius Torres Freire

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Brasil e China divulgaram um desses comunicados café com leite de encontros bilaterais —aqueles acordos de cooperação vagos. Mas pode ter carne nesse cardápio.

A China tem mudado o endereço de seus investimentos. Em 2017, 3 dos 10 maiores destinos de capital chinês eram “países em desenvolvimento”. De 2018 a 2022, passaram a ser algo em torno de 5. Em 2023, 9 de 10. Os dados foram compilados pela Câmara Empresarial Brasil-China.

Em 2018, Donald Trump declarou guerra comercial contra a China. Como é sabido, as restrições americanas e do Ocidente a negócios com os chineses vão além.

Não estamos à beira de receber jorro de capital chinês. Para começar, esse fluxo amainou em anos recentes, por causa da epidemia, de Jair Bolsonaro e porque o PIB brasileiro se arrastava na poeira. Além do mais, o dinheiro não virá por graça política. A condição necessária é a de sempre: estabilidade econômica, perspectiva de crescimento e barganhas.

Sim, há poréns.

Primeiro, a China gostaria que tais barganhas fossem formalizadas em acordos da Iniciativa Cinturão e Rota, que podem envolver regras de investimento, comércio e acertos financeiros. O Brasil inventou essa história de “sinergia” com a China a fim de escapar de acordos formais e do risco de retaliações de adversários da China.

Segundo, a produção chinesa, excessiva, vem sendo desovada a preço de banana pelo mundo, o que assusta também a indústria brasileira. Um acordo de fundo com os chineses poderia implicar mais ameaças para siderúrgicas, química, máquinas, têxteis, por exemplo. Já houve aumento de imposto de importação sobre aço e painel solar.

Terceiro, a China reagirá ao novo ataque de Trump. A depender de como o fizer, pode sobrar para o Brasil, no mau sentido.

Mas há oportunidade, possibilidade de convergência de interesses que pode ser aproveitada pelo governo Lula.

Segundo dados da Câmara Empresarial Brasil China, apenas Estados Unidos, Austrália e Reino Unido receberam mais capital chinês do que o Brasil entre 2007 e 2023. Pode vir mais.

Nos dados mais recentes do Banco Central, até 2022, a China estava em quinto lugar no ranking de investimento direto no país, no Brasil (participação do detentor final no capital), com 5% do total investido. Ainda pouco, atrás de Estados Unidos (29% do total), Espanha, Reino Unido e França. Desse dinheiro investido, cerca de 80% havia sido destinado para eletricidade e petróleo, muita vez por meio de aquisição.

A coisa começou a mudar, como se vê pela chegada das montadoras chinesas e dinheiro que pinga em fábrica de eletrônicos, aparelhos elétricos e máquinas e equipamentos, além de infraestrutura.

É claro que não vai haver migração da manufatura chinesa para o Brasil de escala pequena, custo alto, infraestrutura ruim, escassez de mão de obra etc. Mesmo com restrições às vendas chinesas, os investimentos migram para vizinhanças (“China + 1”). Mas algo pode se mover.

O Brasil, com plano e investimento em pesquisa e tecnologia, pode ter vantagens e novidades na indústria verde (biocombustíveis, equipamentos), o nome que se dê. Parece óbvio e velho. No entanto, faltam providências decisivas, entre elas destinar recursos para o desenvolvimento técnico desses negócios. Enquanto isso, a gente é obrigado a lidar com coisas toscas e daninhas como emendas parlamentares.


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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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