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Brasileiro doa para Corinthians, mas não para ONGs – 17/12/2024 – Papo de Responsa

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Há algum tempo, trabalho com promoção da filantropia e da cultura de doação, e a vaquinha online criada pela Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, tem provocado muitas discussões ao meu redor.

A campanha que pede doações para quitar a dívida contraída pelo clube na construção de seu estádio, a Neo Química Arena, foi lançada no dia 27 de novembro, e conseguiu arrecadar R$ 25 milhões na primeira semana.

Entre gestores de organizações sem fins lucrativos, que dependem de doações para realizar seu trabalho, paira certa surpresa.

O principal motivo é que a razão mais comum apresentada pelas pessoas para não doarem, depois da falta de dinheiro, é desconfiança em relação à honestidade e à transparência das organizações sociais.

Não é preciso ser nenhum profundo conhecedor dos meandros dos esportes para saber das várias denúncias de má gestão dos recursos contra o Corinthians e, sejamos justos, contra quase todos os grandes times de futebol do país.

Outra fonte de indignação é a “causa”: é difícil aceitar que as pessoas doam para pagar um estádio, mas não se mobilizam para salvar vidas. Ao navegar em qualquer site de campanhas de arrecadação online, encontram-se dezenas de pedidos para cirurgias, exames e tratamentos que não atingem a casa dos R$ 2.000, que dirá dos milhões.

Por último, chama a atenção o poder financeiro do beneficiário das doações. Trata-se do Sport Clube Corinthians Paulista, que, em julho deste ano, anunciou novo contrato de patrocínio no valor de R$ 309 milhões até 2026 e cujos “funcionários da bola” têm salários de milhões de reais.

Percebe-se que as motivações que levam corintianos a depositar milhões na vaquinha do clube não obedecem à lógica aplicada na hora de fazer doações para organizações sem fins lucrativos.

É por isso que a mais antiga e tradicional pesquisa que avalia o comportamento do doador brasileiro, a Pesquisa Doação Brasil, elaborada pelo Idis (Instituto pelo Desenvolvimento do Investimento Social), não leva em consideração doações para igrejas, clubes, amigos ou familiares.

Esse tipo de doação não é impulsionado pelo desejo de transformar a realidade social, mas pela vontade de apoiar uma instituição da qual o doador se considera integrante, seja uma igreja, seja um time ou até mesmo a própria família.

Assim como o frequentador de uma igreja quer que ela permaneça ativa porque isso lhe faz bem, o corintiano quer que o Corinthians continue existindo para que ele possa ir ao estádio acompanhar os jogos, vibrar nas vitórias, sofrer nas derrotas e, acima de tudo, sentir-se fazendo parte de uma imensa comunidade.

O sucesso da vaquinha do Corinthians diz muito mais sobre o profundo senso de pertencimento que une seus torcedores do que sobre a cultura de doação do brasileiro. Tomara que o Brasil, um dia, tenha uma torcida tão apaixonada pelo país quanto a do Corinthians, capaz de se mobilizar tão generosamente para solucionar seus problemas.


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A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.

Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.

 



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