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Briefing de guerra na Ucrânia: Zelenskyy diz que a guerra ‘terminará mais cedo’ assim que Trump entrar na Casa Branca | Ucrânia
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Volodymyr Zelenskyy disse que a guerra da Rússia contra o seu país “terminará mais cedo” do que teria terminado quando Donald Trump se tornar presidente dos EUA no próximo ano. “É certo que a guerra terminará mais cedo com as políticas da equipa que agora liderará a Casa Branca. Esta é a sua abordagem, a sua promessa aos seus cidadãos”, disse o presidente ucraniano numa entrevista ao meio de comunicação Suspilne na sexta-feira. Zelensky disse que teve uma “conversa construtiva” com Trump durante a conversa telefônica após sua vitória nas eleições presidenciais dos EUA. “Não ouvi nada que vá contra a nossa posição”, acrescentou. Falando na sua estância de Mar-a-Lago, na Florida, na sexta-feira, Trump disse: “Vamos trabalhar muito na Rússia e na Ucrânia. Isso tem que parar.”
O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que Donald Trump mantinha, em privado, “uma posição mais matizada do que muitas vezes se supõe” sobre a Ucrânia. A reeleição de Trump na eleição presidencial dos EUA da semana passada levantou preocupações de que ele poderia retirar o apoio significativo de Washington à Ucrânia quando voltasse à Casa Branca. Scholz, que conversou com Trump por telefone no domingo, disse ao jornal Süddeutsche Zeitung na sexta-feira que sua ligação com o presidente eleito foi “talvez surpreendentemente, uma conversa muito detalhada e boa”. Questionado pelo jornal se Trump faria um acordo sem a cabeça dos ucranianos, Scholz disse que Trump “não deu nenhuma indicação” de que o faria. A Alemanha, por sua vez, não aceitaria uma “paz por ditame”, disse Scholz.
Olaf Scholz instou Vladimir Putin a retirar as forças russas da Ucrânia e a iniciar conversações com Kiev que abririam o caminho para uma “paz justa e duradoura”, na primeira conversa telefónica entre os dois líderes em quase dois anos. O Kremlin disse a conversa na sexta-feira tinha vindo a pedido de Berlim, e que Putin tinha dito a Scholz que qualquer acordo para acabar com a guerra na Ucrânia deveria ter em conta os interesses de segurança russos e reflectir “novas realidades territoriais”. Um porta-voz do governo alemão disse que Scholz “enfatizou a determinação inabalável da Alemanha em apoiar a Ucrânia na sua defesa contra a agressão russa durante o tempo que for necessário”.
O telefonema entre Olaf Scholz e Vladimir Putin foi rapidamente criticado por Volodymyr Zelenskyy, que disse ter aberto uma “caixa de Pandora” ao minar os esforços para isolar o líder russo. “Agora pode haver outras conversas, outras ligações. Apenas um monte de palavras”, disse Zelenskyy em seu discurso noturno. “E é exatamente isso que Putin deseja há muito tempo: é extremamente importante para ele enfraquecer o seu isolamento e conduzir negociações normais.” Segundo a Reuters, Zelenskyy e outras autoridades europeias alertaram Scholz contra a medida.
As unidades de defesa aérea russas interceptaram uma série de drones ucranianos em várias regiões russas, disseram autoridades, muitos deles na região de Kursk, onde as tropas ucranianas lançaram uma grande incursão em agosto. O Ministério da Defesa da Rússia disse que as defesas aéreas abateram 15 drones na região de Kursk, na fronteira com a Ucrânia. Ele disse que cada unidade abateu um drone na região de Bryansk, também na fronteira, e na região de Lipetsk, mais ao norte. O ministério disse que um drone foi abatido na região central de Oryol. E o governador da região de Belgorod, um alvo frequente na fronteira com a Ucrânia, disse que uma série de ataques quebrou janelas de um prédio de apartamentos e causou outros danos, mas não houve relatos de vítimas.
A Rússia suspenderá as entregas de gás à Áustria através da Ucrânia no sábado. A rota de exportação de gás da Rússia para a Europa através da Ucrânia deverá encerrar no final deste ano. A Ucrânia disse que não prorrogará o acordo de trânsito com a estatal russa Gazprom, a fim de privar a Rússia de lucros que, segundo Kiev, ajudam a financiar a guerra contra ela. O chanceler austríaco, Karl Nehammer, disse que o aviso da Gazprom sobre o fim dos fornecimentos era esperado há muito tempo e a Áustria fez preparativos, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, disse que a acção da Rússia mostrou que “mais uma vez utiliza a energia como arma”.
O principal grupo petroleiro da Rússia, Sovcomflot, disse na sexta-feira que as sanções ocidentais aos petroleiros russos estavam limitando seu desempenho financeiro, uma vez que relatou queda nas receitas e nos lucros básicos. Os EUA impuseram sanções à Sovcomflot em Fevereiro, parte dos esforços de Washington para reduzir as receitas da Rússia provenientes das vendas de petróleo que pode usar para financiar a sua guerra na Ucrânia. A Sovcomflot relatou uma queda anual de 22,2% na receita de nove meses, para US$ 1,22 bilhão, e disse que seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização caiu 31,5%, para US$ 861 milhões.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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