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Brodes policiais Target Eritrean Terror Group – DW – 26/03/2025

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Brodes policiais Target Eritrean Terror Group - DW - 26/03/2025

Polícia em Alemanha realizou um grande ataque nacional contra oponentes do governo em Eritreia na quarta -feira.

A operação, direcionada a 19 propriedades em seis estados federais, é direcionada a 17 pessoas suspeitas de serem membros da chamada “brigada N’Hamedu”, que é classificada como uma organização terrorista doméstica, o escritório do promotor público federal em Karlsruhe disse em comunicado.

O que sabemos sobre o ataque policial?

Oito das propriedades estavam em Hesse, quatro estavam no norte da Reno-Westphalia, três estavam na Baviera, dois estavam em Baden-Württemberg e havia um em Mecklenburg-Western Pomerania e Rhineland-Palatinate.

Mais de 200 policiais estavam envolvidos na operação.

Um ataque também ocorreu na vizinha Dinamarca.

Ainda não foram feitas prisões, acrescentou a declaração.

Os 17 suspeitos teriam sido fundadores ou membros do ramo alemão da brigada N’Hamedu, uma rede internacional cujo objetivo declarado é “a derrubada do governo na Eritreia”, afirmou o comunicado.

A polícia alega que alguns membros do grupo veem a violência contra instituições estatais alemãs e policiais e forças de segurança como legítimas.

Do que os membros do grupo são acusados?

A brigada N’Hamedu é acusada de orquestrar tumultos violentos em um festival cultural da Eritreia na cidade de Giessen, em Hesse, em agosto de 2022 e julho de 2023, bem como um seminário da Associação Eritreia em Stuttgart em setembro de 2023.

Grandes veículos policiais alemães bloqueiam uma estrada
A polícia responde à violência em um festival da Eritreia na cidade de Giessen em agosto de 2024Imagem: Helmut Fricke/DPA/Picture Alliance

Vários policiais ficaram feridos nesses incidentes, alguns deles seriamente, disse o escritório do promotor federal.

Outro suspeito que se acredita ter um papel sênior nos capítulos holandeses e alemães da brigada N’Hamedu foi condenado a quatro anos de prisão.

Ele foi condenado por um tribunal holandês em setembro por desempenhar um papel de liderança em tumultos em Haia em fevereiro de 2024, quando centenas de apoiadores do governo da Eritreia realizaram uma manifestação no centro da capital holandesa.

Eritreia, um país no chifre da África, lutou contra uma guerra para ganhar independência de Etiópia que durou 30 anos até 1991.

O país declarou sua independência em 1993, com o grupo de rebeldes da Frente de Libertação Popular da Eritreia (EPLF), estabelecendo um estado nacionalista de um partido e proibindo todas as outras atividades políticas.

Nenhuma eleição foi realizada desde que o país se tornou independente.

A Alemanha abriga mais de 80.000 cidadãos da Eritreia e pessoas de ascendência da Eritreia, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha.

Jornalista da Eritreia relata a história de sua prisão

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Editado por: Wesley Rahn



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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