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Bruno Mars ganha Carteira de Identidade Nacional gigante em show de BH

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

O cantor pop norte-americano Bruno Mars, em sua quarta passagem pelo Brasil, fez 15 shows de outubro a novembro, pela turnê Live in Brazil. E foi no palco da última apresentação em solo nacional, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte, na noite de terça-feira (5), que o astro havaiano ganhou do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) uma Carteira de Identidade Nacional (CIN), em tamanho gigante, que declara, simbolicamente, que a nacionalidade dele é “brasileiro por amor”. A entrega do documento fake foi feita à produção do artista por um funcionário da superintendência mineira da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão.

Bruno Mars, nome artístico de Peter Gene Hernandez, recebeu o documento figurativo – confeccionado em uma gráfica da capital mineira. A impressão traz até o nome social Bruninho Márcio; data de nascimento; um número fictício de Cadastro de Pessoa Física (CPF); data de nascimento, em 1985; local de nascimento, em Honolulu, no estado do Havaí (Estados Unidos); e validade até 2085 [foto em destaque].

Em postagem feita em redes sociais, o MGI justificou a iniciativa inédita como sendo um presente simbólico para agradecer o carinho do músico com os brasileiros e, também, para fazer com que Bruninho (apelido dado pelos fãs), se sinta como um verdadeiro brasileiro.

“Missão cumprida, entregamos a carteira de identidade fictícia (mas feita com muito carinho) para o Bruninho em seu último show. Ele já pode se sentir brasileiro como a gente! Te amamos, Bruno Márcio do Brasil!”, diz postagem do MGI em rede social.

Dez dias antes, na apresentação de Brasília, Bruno Mars perguntou onde estava o documento dele. “Cadê meu CPF?”, disse ao microfone. Desde então, o público viralizou uma campanha virtual para dizer que o multi-instrumentista  merece ter o documento igual ao de quem nasceu no Brasil. Uma forma de reconhecer o artista como cidadão nacional pelas demonstrações de carinho.

Após a entrega da CIN aumentada, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, repostou em sua rede social a publicação da gravadora do artista, com a foto do documento nas mãos do irmão de Bruno Mars, o baterista Eric Hernandez. “Pronto! Bruno ‘Márcio’ Mars já está com sua CIN simbólica gigante em mãos. Oficialmente brasileiro!”, escreveu a ministra.

Nova CIN

A brincadeira do MGI foi, na realidade, uma estratégia para divulgar como os brasileiros natos, cidadãos portugueses e brasileiros naturalizados podem tirar a primeira via da nova Carteira de Identidade Nacional ou atualizar a versão antiga gratuitamente.  A própria ministra Esther Dweck convidou os brasileiros a fazerem o documento. “A CIN é prática, moderna e acessível para todas e todos”.

Entre as vantagens destacadas pelo MGI, está a de que o documento reúne diversos documentos em um, que tem validade em todo o território nacional.  Antes da CIN, cada unidade federativa emitia sua própria identidade aos moradores daquele estado ou do Distrito Federal, o que, algumas vezes, gerava informações divergentes ou duplicidade na identificação do cidadão.

A CIN está disponível em formato físico ou digital e tem número único nacional, o CPF do cidadão. O documento serve, principalmente, para identificar cada brasileiro na Receita Federal e em outros órgãos públicos e privados.

A emissão do documento pode ser agendada nos Institutos de Identificação dos estados e do Distrito Federal. Para isso, é necessário que as pessoas levem as suas certidões de nascimento/casamento para a emissão da CIN. De acordo com o MGI, até o momento, somente Roraima ainda não emite a CIN.

Os cidadãos podem ficar atentos, também, a mutirões de cidadania organizados periodicamente pelos Institutos de Identificação estaduais, para emissão da carteira de identidade.

A lista de links para agendamento da CIN pode ser encontrada no site do governo. Atualmente, cerca de 15 milhões de pessoas já fizeram a nova identidade no Brasil.

Carisma

Nas cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte), onde se apresentou em pouco mais de um mês, ao lado de sua banda The Hooligans, Bruno Mars demonstrou carinho ao público de diversas formas, e encantou os fãs.

Bruninho carregou a bandeira do país, cantou em português; adaptou o hip-hop ao funk carioca, repetiu em todos os shows que o Bruninho [apelido que ganhou dos brasileiros] pertence ao Brasil; homenageou a chamada Rainha da Sofrência, a cantora sertaneja Marília Mendonça, falecida há três anos; tomou cerveja nacional sentado no meio fio; abraçou desconhecidos na rua, vestiu-se com as cores verde-amarela; andou na garupa de uma motocicleta; gravou com cachorro caramelo, exaltou o pão de queijo mineiro; e simulou ligações telefônicas para uma brasileira hipotética que chamou de gatinha.

Despedida do Bruninho

Na quarta-feira (6), o dono de hits como Treasure, Locked Out of Heaven e Talking to the Moon, deixou o Brasil. E na tarde desta quinta-feira (7), o astro havaiano compartilhou vídeo em ritmo de funk em que canta em português para agradecer aos fãs do Brasil e celebrar a passagem pelo país.





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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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