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Canadá ordena arbitragem vinculativa para acabar com bloqueio portuário | Notícias sobre direitos dos trabalhadores
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2 anos atrásem
Com os bloqueios, 930 milhões de dólares em bens são afetados diariamente, afetando as cadeias de abastecimento e a economia local, afirma o governo.
O ministro do Trabalho do Canadá está a intervir para acabar com os bloqueios dos trabalhadores nos dois maiores portos do país.
O Ministro do Trabalho, Steven Mackinnon, disse na terça-feira que as negociações chegaram a um impasse e ele estava instruindo o Conselho de Relações Industriais do Canadá a ordenar a retomada de todas as operações nos portos de Vancouver e Montreal e transferir as negociações para uma arbitragem vinculativa.
Os trabalhadores do porto de Montreal foram bloqueados no domingo e os trabalhadores de Vancouver, na costa do Pacífico, estão bloqueados desde 4 de novembro.
“Há um limite para a autodestruição económica que os canadianos estão preparados para aceitar”, disse MacKinnon. “Perante a autodestruição económica, existe a obrigação de intervir. Como ministro do Trabalho, essa responsabilidade cabe a mim.”
MacKinnon disse que 1,3 bilhão de dólares canadenses (US$ 930 milhões) em bens são afetados todos os dias. Ele disse que isso estava afetando as cadeias de abastecimento, a economia e a reputação do Canadá como parceiro comercial confiável.
Grupos empresariais têm apelado à intervenção do governo para retomar o fluxo de mercadorias.
MacKinnon diz esperar que as operações possam ser restauradas em questão de dias.
A Associação de Empregadores Marítimos bloqueou 1.200 trabalhadores estivadores no porto de Montreal no domingo, depois que os trabalhadores votaram pela rejeição do que os empregadores chamaram de oferta de contrato final. Os trabalhadores buscavam aumentos de 20% em quatro anos.
A ação trabalhista ocorreu depois que trabalhadores portuários na Colúmbia Britânica foram bloqueados em meio a uma disputa trabalhista envolvendo mais de 700 supervisores costeirosresultando na paralisação do tráfego de carga de contêineres nos terminais da Costa Oeste.
Forçado a intervir
Foi o segunda vez em poucos meses que o governo liberal interveio para pôr fim a uma disputa. Em agosto, ordenou o fim das paralisações nas duas maiores empresas ferroviárias do país.
O governo de esquerda já declarou anteriormente a sua preferência pela resolução de conflitos laborais através da negociação colectiva. MacKinnon disse que foi forçado a intervir depois que mediadores federais relataram que as negociações em Montreal e Vancouver estavam num impasse.
A oposição de centro-esquerda Novos Democratas, um partido pró-sindical que apoia o governo minoritário liberal, acusou Ottawa de ceder aos empregadores.
“As ordens de regresso ao trabalho suprimem os salários de todos os canadianos, de modo que os multimilionários ficam mais ricos e o resto dos canadianos fica ainda mais para trás”, disse o líder Jagmeet Singh num comunicado, mas não fez qualquer menção à retirada do apoio aos liberais.
O sindicato Teamsters, que representa os funcionários das duas principais empresas ferroviárias que estiveram envolvidas numa disputa laboral em Agosto, apresentou contestações judiciais contra decisões do conselho laboral que os forçaram a voltar ao trabalho.
Entretanto, o Congresso Trabalhista Canadiano afirmou num comunicado: “O governo está a enviar uma mensagem perigosa: os empregadores podem contornar negociações significativas, bloquear os seus trabalhadores e esperar pela intervenção política para garantir um acordo mais favorável”.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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