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Candidatos à prefeitura de Curitiba fazem último debate – 26/10/2024 – Poder

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Catarina Scortecci

Os candidatos Eduardo Pimentel (PSD) e Cristina Graeml (PMB) mantiveram na noite desta sexta-feira (25) o tom bélico que marcou toda a campanha de segundo turno à prefeitura de Curitiba. Eles se encontraram no último debate na televisão antes das urnas, realizado pela RPC-TV, emissora afiliada da Globo.

Cristina começou o encontro falando que luta contra o poder político e econômico e que “uma mulher nunca foi tão atacada”. “É inconcebível que a máquina seja usada para impedir que uma mulher chegue à prefeitura”, disse a jornalista, que também iniciou o debate agradecendo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Pimentel, que é o atual vice-prefeito, também reclamou que é vítima de ataques da rival e voltou a falar que a candidata não tem experiência na administração pública nem propostas. “Só pauta ideológica não adianta”, provocou Pimentel.

A candidata do PMB chamou o adversário de “menino bem treinadinho” e se esquivou de temas polêmicos, como o currículo do seu candidato a vice, Jairo Filho (PMB), alvo de processos judiciais por negócios com aparência de pirâmide financeira. “Não vou rebater mentiras”, disse ela.

Assim como fez no debate anterior, Pimentel também abordou mais de uma vez o fato de Cristina ter se engajado contra a vacinação na época da pandemia da Covid. “A senhora admitiu que é vacinada, mas propagou desinformação sobre a vacina. Queria entender melhor isso”, afirmou Pimentel.

“Jornalista que trabalha com fake news é como um motorista que anda na contramão”, continuou ele.

Cristina respondeu que “nunca fui contra a vacinação” e que apenas mostrou “os riscos que estavam na bula”. “Esse não é assunto para prefeito. Vacina é fornecida pelo governo federal”, resumiu ela.

O candidato do PSD insistiu no tema e ironizou o fato de a rival ter anunciado a médica Raíssa Soares, conhecida como “doutora Cloroquina”, como futura secretária municipal da Saúde. “Raíssa fez um belíssimo trabalho”, defendeu Cristina.

Ex-secretária em Porto Seguro (BA), Raíssa Soares foi alvo do Ministério Público da Bahia por estimular o ineficaz “tratamento precoce” contra a doença.

Pimentel também lembrou que o maior doador da campanha de Cristina até aqui é o empresário bolsonarista Otavio Oscar Fakhoury, que teve o indiciamento pedido pela CPI da Covid, em 2021, por financiar divulgação de fake news. Ele contribuiu com R$ 100 mil.

A tarifa de transporte coletivo também entrou no debate. Em entrevistas no início da campanha, Cristina afirmou que uma de suas ideias seria implantar um valor de passagem proporcional ao trecho percorrido pelo usuário do ônibus. Após repercussão negativa, já que a mudança poderia prejudicar quem mora mais longe do centro da cidade, a candidata passou a explicar que ninguém pagará uma tarifa superior a R$ 6, valor cobrado hoje.

“O que vai acontecer é que o usuário vai pagar menos em trechos menores”, disse ela.

O tema tem sido explorado pela campanha de Pimentel e virou bate-boca nesta sexta. Ao ser questionada sobre como pretendia reduzir a tarifa, Cristina falou que o candidato tinha “problemas de cognição”.

“Respeite, candidata. Sou pai de família. Você fala de mim com deboche”, rebateu Pimentel.

Os candidatos protagonizam uma campanha quente, e o resultado das urnas do primeiro turno foi acirrado. Pimentel saiu na frente, com 33,5% dos votos, contra 31,2% de Cristina.

Ambos são do campo da direita. Pimentel é mais identificado com a direita tradicional, e Cristina com a chamada “direita radical”.

O candidato do PSD é um nome escolhido pelo grupo político que hoje está no poder. Pouco experimentado nas urnas —foi eleito duas vezes para vice-prefeito, apenas—, Pimentel tem fortes cabos eleitorais, como o prefeito Rafael Greca (PSD) e o governador Ratinho Junior (PSD), e concorre respaldado por uma coligação de oito partidos.

Entre as siglas aliadas, está o PL do ex-presidente Bolsonaro. Na véspera do primeiro turno, contudo, o ex-mandatário apareceu em um vídeo publicado por Cristina no qual diz que torce pela candidata, embora não possa “abrir o voto”.

No segundo turno, o ex-mandatário permaneceu em silêncio, mas aliados próximos declararam apoio a Cristina, como os deputados federais Alexandre Ramagem (PL), do Rio de Janeiro, e Ricardo Salles (Novo), de São Paulo.



Leia Mais: Folha

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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