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Carisma sem talento é como pastel de vento – 05/11/2024 – Rosana Hermann
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Nessa segunda-feira o Brasil perdeu um grande cantor, Agnaldo Rayol, conhecido como o Rei da Voz. Mesmo tendo uma carreira de sucesso por mais de sete décadas, sua vida pessoal nunca foi notícia. Sua fama foi construída a partir de seu talento como intérprete, cantor, ator e apresentador. Agnaldo era também um homem educado, sensível, extremamente gentil, mas a base de seu sucesso era seu vozeirão de barítono, que enchia o ambiente de música e emocionava o público.
Pelé também foi um talento único e incomparável para o futebol. Sua inteligência corporal, seu domínio da bola, transformaram o futebol, um esporte, em arte. Por isso mesmo Pelé sempre foi e sempre será chamado de Rei, o Rei do futebol.
Aqui no Brasil temos muitos exemplos de pessoas icônicas, que nos trazem arte, alegria, consciência, conhecimento, beleza, emoção, em todas as áreas, seja na música, teatro, TV, cinema, artes plásticas, dança, literatura, cinema, arquitetura. Fernanda Montenegro, Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Cartola, Oscar Niemeyer, Emicida, Machado de Assis, Glauber Rocha, Tarsila do Amaral, Ana Botafogo, Rebeca Andrade são apenas algumas dos muitos exemplos de talentos brasileiros que nos enchem de orgulho. A lista é imensa.
Mas a mídia de massa, os reality shows, as redes sociais, trouxeram também um novo movimento de famosos, baseado no “culto à personalidade”. Pessoas sem nenhum talento específico, nenhuma habilidade especial, passaram a ser “famosas por serem famosas”, apenas pela superexposição de suas vidas de forma contínua nos meios de comunicação e pela intensidade de seus atos. Pessoas que gritam em vídeos, que fazem barraco em reality, brigam com famosos, ostentam riqueza ou exibem corpos invejáveis em redes sociais, passaram a ser idolatradas atraindo milhões de fãs.
Não estou falando dos influenciadores de nicho, que entendem de algum assunto, seja maquiagem, game, séries, artesanato. Mas das pessoas que se destacam por algum tipo de “carisma pessoal”. Na economia da atenção, o valor pode estar na capacidade de despertar o interesse de milhões de curiosos que serem saber todos os detalhes do dia a dia desses novos-famosos, seja por qual motivo for. Pode até mesmo ser pelo carisma negativo.
A lógica aqui parece ser outra. Não é mais a pessoa que admira a voz de Beyoncé, o show da Anitta, o humor de Tata Werneck, a elegância de Gisele Bündchen. É a criatura que sonha em ficar rica e famosa e se inspira em alguém que, de fato, ficou, mesmo sem ter motivo algum. Porque ‘se ela conseguiu então talvez eu também consiga’. Não é mais ser fã do talento, mas ser seguidor de um modelo de sucesso fácil e inexplicável que muita gente quer.
Não vou julgar quem sonha em ter quilos de ouro e fazer viagens pra Dubai. Cada um sonha (ou se ilude) do jeito que quiser. Eu, de minha parte, não cultuo personalidades, não me seduzo apenas pelo carisma, e sim pelo talento. Porque, para mim, carisma sem talento é como pastel de vento: parece apetitoso, mas não tem nada dentro.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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