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Carnes de frango e de suínos compensam queda da produção de bovinos – 29/01/2025 – Vaivém

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Os grandes produtores mundiais de carnes acabam de atualizar as previsões de produção para o período de 2025. Brasil, Estados Unidos e União Europeia devem colocar 119 milhões de toneladas de proteínas animal no mercado neste ano, considerando as produções de carne bovina, suína e de frango.

Pelo volume a ser produzido, os preços das proteínas não deverão sofrer grandes alterações no período, mesmo que a demanda continue firme como foi a do ano passado.

O volume não é diferente do de 2024, mas os amantes de carne bovina vão ter uma oferta um pouco menor, e, provavelmente, não vão sentir no bolso recuos de preços para essa proteína. A alta de preço fica limitada pela melhora na oferta das demais proteínas.

A produção de carne suína sobe no acumulado dessas três regiões devido a um aumento de 3% nos Estados Unidos e no Brasil. A União Europeia, afetada pela peste suína africana nos anos recentes, apresentará recuo de 0,5%.

Além da peste suína, a produção europeia é afetada também por custos mais elevados, queda no consumo e restrições produtivas, devido a questões ambientais.

Na segunda-feira (27), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) anunciou uma produção total de 31,6 milhões de toneladas nessas três carnes.

O Brasil, um dos principais produtores mundiais, mantém ritmo contínuo na oferta de carne de frango, que sobe para 15,7 milhões de toneladas, e alta de 2,3% no ano.

Para a carne suína, o órgão oficial eleva para 5,5 milhões a produção nacional, um patamar recorde e 3,1% a mais do que o do ano passado.

O mesmo não ocorre com a carne bovina no mercado nacional, que deverá recuar para 10,4 milhões de toneladas, 4,9% a menos do que em 2024.

Os Estados Unidos também produzem menos carne bovina. Na avaliação do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta terça-feira (28), a produção dessa proteína cai para 11,7 milhões de toneladas, 4,4% a menos do que em 2024.

Na União Europeia, a tendência de queda na produção de carne bovina é uma constante, e, neste ano, recua para 6,4 milhões de toneladas, 0,6% a menos.

Além de fatores ligados a custos e sustentabilidade, a produção cai ano a ano na região devido queda na demanda. O consumo anual europeu é 9,5 kg de carne bovina per capita, um volume previsto para recuar para 9,2 kg nos próximos anos.

Se bovinos e suínos têm restrições na produção em algumas regiões, o frango será o substituto para uma redução na oferta dos dois. Brasil, Estados Unidos e União Europeia devem superar os 51 milhões de toneladas na produção deste ano, com aumento de oferta nas três áreas produtoras.

Os Estados Unidos vão manter a liderança mundial, com 21,6 milhões de toneladas, e aumento anual de 1,4%, conforme os números desta terça-feira do Usda.

Brasil vem a seguir, com aumento de 2,3% e produção de 15,7 milhões de toneladas de carne de frango, segundo a Conab. A União Europeia eleva em 0,5% a produção, para 14 milhões de toneladas, conforme dados do Departamento de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia.

Arco Norte As exportações de milho pelos portos do chamado Arco Norte atingiram 46,5% das vendas externas do cereal feitas pelo Brasil no ano passado, somando 18,5 milhões de toneladas.

Arco Norte 2 As exportações de soja por esses portos subiram para 34,1% do volume total comercializado pelo país no exterior, atingindo 34,4 milhões de toneladas.

Ainda em queda O leite captado no campo no mês passado teve queda de 2,7%, recuando para R$ 2,58 por litro, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Ainda em queda 2 O produto vem com retração nos preços no campo desde outubro, mas o valor médio deste ano, descontada a inflação, ainda supera em 1,9% o de igual período de 2023, segundo o Cepea.

Hora de locação Escassez de financiamento, alta na taxa de juros e dólar elevado encarecem a aquisição de novos ativos. É nesse cenário que a RZK Rental amplia sua participação no mercado de locação no país.

Hora de locação 2 Estabelecida em 2022, a empresa aposta na sua consolidação no mercado de locação de máquinas agrícolas e de venda de seminovos. A estratégia está baseada na entrada em novos mercados e segmentos, além da melhoria da rentabilidade em áreas já consolidadas, como as de soja e de algodão.

Hora de locação 3 As regiões Norte e Nordeste e os segmentos de citricultura, sucroalcooleiro, café, mineração e florestal estão no foco da empresa.



Leia Mais: Folha

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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