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Casa Branca ordena que agências de segurança dos EUA intensifiquem o uso de IA – DW – 24/10/2024

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Presidente Joe Biden instruiu o NÓS agências de segurança nacional para usar Inteligência Artificial (IA), delineando um plano que também busca mitigar os riscos da tecnologia.

Um memorando da Casa Branca divulgado na quinta-feira apelou às agências federais para “melhorarem a segurança e a diversidade das cadeias de fornecimento de chips… com a IA em mente”.

A estrutura foi assinada por Biden e surge um ano depois de ele ter emitido uma ordem executiva sobre a regulamentação da IA. Foi concebido para garantir que as agências de segurança nacionais tenham acesso à IA mais recente e poderosa, ao mesmo tempo que gerem os seus riscos.

O que a Casa Branca disse?

O Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, chamou-o de o primeiro plano para “aproveitar o poder e gerenciar os riscos da IA ​​para promover nossa segurança nacional” durante seu discurso na Universidade de Defesa Nacional em Washington.

“Temos que ser mais rápidos na implantação da IA ​​e do nosso empreendimento de segurança nacional do que os rivais da América são nos deles.” Sullivan disse. “Eles estão numa busca persistente para ultrapassar as nossas capacidades militares e de inteligência.”

Ele alertou que, caso contrário, os EUA correm o risco de “desperdiçar a nossa liderança arduamente conquistada”.

“Países como a China reconhecem oportunidades semelhantes para modernizar e revolucionar as suas próprias capacidades militares e de inteligência”, disse Sullivan.

Equilibrando ganhos com riscos

O memorando de quinta-feira também apelou às agências de segurança dos EUA para “monitorizarem, avaliarem e mitigarem os riscos da IA ​​relacionados com invasões de privacidade, preconceito e discriminação, a segurança de indivíduos e grupos, e outros abusos dos direitos humanos”.

Também apelou a uma estrutura para Washington trabalhar com os seus aliados para garantir que a IA “”seja desenvolvida e utilizada de forma a respeitar o direito internacional, protegendo ao mesmo tempo os direitos humanos e as liberdades fundamentais”.

Há preocupações de que a utilização da IA ​​pelo governo dos EUA possa levar a que esta seja aproveitada para vigilância em massa, ataques cibernéticos ou dispositivos autónomos letais.

A União Americana pelas Liberdades Civis disse na quinta-feira que o governo estava dando muita liberdade às agências de segurança nacional, que seriam autorizadas a “policiar-se”.

“Apesar de reconhecer os riscos consideráveis ​​da IA, esta política não vai suficientemente longe para nos proteger de ameaças perigosas e
sistemas de IA irresponsáveis”, disse Patrick Toomey, vice-diretor do Projeto de Segurança Nacional da ACLU.

Mas Sullivan disse que a estrutura procura abraçar a IA de uma forma que ainda proteja a privacidade e os direitos humanos, bem como garanta que os sistemas de IA não prejudiquem a segurança nacional dos EUA, disse Sullivan. Ele acrescentou que os mesmos princípios não vinculam os concorrentes.

Quanto a IA pode melhorar a segurança do controle de fronteiras?

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O conselheiro da Casa Branca observou que a IA já está a remodelar a forma como as agências de segurança nacional gerem a logística e o planeamento, melhoram as defesas cibernéticas e analisam a inteligência.

O uso militar da IA ​​tem causado alguma controvérsia, especialmente em torno do uso de drones autônomos letais, que são capazes de abater alvos a seu próprio critério.

Os EUA emitiram no ano passado uma declaração apelando à cooperação internacional no estabelecimento de padrões para drones autónomos.

rmt/lo (AFP, AP, Reuters)



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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