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Casais: é melhor dormir junto ou em camas separadas? – 02/11/2024 – Equilíbrio

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Goffredina Spanò, Gina Mason

Pesquisas recentes sobre sono em animais revelaram que a prática é influenciada pelos animais que estão ao redor na hora de dormir. Babuínos, por exemplo, dormem menos conforme o tamanho dos grupos aumenta. Já os camundongos conseguem sincronizar seus ciclos de movimento rápido dos olhos (REM, na sigla em inglês) entre si.

Na sociedade ocidental, muitas pessoas costumam dormir sozinhas ou com um parceiro romântico. Assim como acontece com outros animais que vivem em grupo, dividir o leito é comum, apesar de algumas variações relacionadas à cultura e à idade. Em muitas culturas, compartilhar a cama com um parente é um comportamento típico.

Além dos países ocidentais, dividir o leito com bebês é comum, com taxas de até 60% a 100% em partes da América do Sul, Ásia e África.

Apesar de sua prevalência, a prática é controversa. Algumas pessoas no Ocidente acreditam que dormir sozinho faz com que o bebê aprenda a se acalmar sem ajuda de outros quando acorda à noite. Mas cientistas evolucionistas argumentam que dividir o leito tem sido importante para ajudar a manter os bebês aquecidos e seguros ao longo da existência humana.

Bebês mais calmos?

Muitas culturas não esperam que os bebês se acalmem quando acordam à noite e veem o despertar noturno como uma parte normal da amamentação e do desenvolvimento.

Preocupações sobre a Síndrome da Morte Súbita Infantil (Sids, por sua sigla em inglês) frequentemente são citadas por pediatras para desencorajar o compartilhamento da cama. No entanto, quando os estudos controlam outros fatores de risco da Sids, incluindo locais inseguros para dormir, o risco da Sids não parece diferir estatisticamente entre bebês que dormem juntos e aqueles que dormem sozinhos.

Essa pode ser uma das razões pelas quais agências como a Academia Americana de Pediatria, o Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados e o serviço britânico de saúde pública recomendam que os bebês “durmam no quarto dos pais, perto da cama dos pais, mas em uma superfície separada”. Ou, se eles estiverem compartilhando a cama, que os pais se certifiquem de que o bebê “durma em um colchão firme e plano”, sem travesseiros e edredons, em vez de desencorajar completamente que dividam o leito.

Os pesquisadores ainda não sabem se dividir o leito causa diferenças no sono ou se o co-leito acontece por causa dessas diferenças. No entanto, experimentos na década de 1990 sugeriram que dormir junto pode encorajar períodos mais frequentes e sustentados de amamentação.

Usando sensores para medir a atividade cerebral, a pesquisa também sugeriu que o sono de bebês e cuidadores pode ser mais leve quando dormem juntos. Mas os pesquisadores especularam que esse sono mais leve pode realmente ajudar a proteger contra a síndrome de Down, fornecendo aos bebês mais oportunidades de acordar e desenvolver melhor controle sobre seu sistema respiratório.

Outros defensores acreditam que dormir junto beneficia a saúde emocional e mental dos bebês, promovendo o vínculo entre pais e filhos e auxiliando na regulação do hormônio do estresse dos bebês. No entanto, dados atuais são inconclusivos, com a maioria dos estudos mostrando descobertas mistas ou nenhuma diferença entre pessoas que dormem junto e pessoas que dormem sozinhas em relação à saúde mental de curto e longo prazo.

Dividir o leito na infância

Dividir o leito com crianças depois que elas deixam de ser bebês também é bastante comum de acordo com pesquisas em todo o mundo. Uma pesquisa de 2010 com mais de 7.000 famílias do Reino Unido descobriu que 6% das crianças dormiam com pais ou cuidadores até pelo menos os quatro anos de idade.

Algumas famílias adotam a prática em resposta a seus filhos terem problemas para dormir. Mas o compartilhamento de cama entre pais e filhos em muitos países, incluindo alguns países ocidentais como a Suécia, onde as crianças geralmente dormem com os pais até a idade escolar, é visto culturalmente como parte de um ambiente acolhedor.

Também é comum que irmãos compartilhem um quarto ou até mesmo uma cama. Um estudo dos EUA de 2021 revelou que mais de 36% das crianças pequenas de três a cinco anos compartilharam a cama de alguma forma durante a noite, seja com cuidadores, irmãos, animais de estimação ou alguma combinação.

A prática diminui, mas ainda é presente entre crianças mais velhas, com até 13,8% dos pais que dormem juntos na Austrália, Reino Unido e outros países relatando que seus filhos tinham entre cinco e 12 anos quando passaram a dormir juntos.

Dois estudos recentes dos EUA usando sensores de movimento para monitorar o sono indicaram que crianças que compartilham a cama podem estar dormindo menos tempo do que crianças que dormem sozinhas.

Mas essa duração mais curta do sono não é explicada por uma maior interrupção durante o sono. Em vez disso, crianças que compartilham a cama podem perder o sono indo para a cama mais tarde do que aquelas que dormem sozinhas.

Os benefícios e desvantagens de dividir o leito também podem diferir em crianças com condições como transtorno do espectro autista, transtornos de saúde mental e doenças crônicas. Essas crianças podem sentir ansiedade elevada, sensibilidades sensoriais e desconforto físico que dificultam adormecer e permanecer dormindo. Para elas, dormir junto com alguém pode proporcionar segurança.

Adultos compartilhando camas

De acordo com uma pesquisa de 2018 da US National Sleep Foundation, de 80% a 89% dos adultos que vivem com seus parceiros compartilham a cama com eles. O compartilhamento de cama entre adultos mudou ao longo do tempo desde eras pré-industriais —quando famílias inteiras e até convidados dormiam juntos— para os dias de hoje —em que dormir sozinho é também um sinal de preocupação com a higiene, à medida que a teoria dos germes foi sendo mais aceita.

Muitos casais descobrem que o compartilhamento de cama aumenta sua sensação de proximidade. Pesquisas mostram que o compartilhamento de cama com seu parceiro pode levar a tempos de sono mais longos e uma sensação de sono melhor no geral.

Casais que compartilham a cama também costumam entrar em sincronia com os estágios de sono um do outro, o que pode aumentar essa sensação de intimidade.

No entanto, nem tudo são flores. Alguns estudos indicam que mulheres em relacionamentos heterossexuais podem ter mais dificuldades com a qualidade do sono quando compartilham a cama, pois podem ser mais facilmente perturbadas pelos movimentos de seus parceiros. Além disso, os que compartilham a cama podem ter um sono menos profundo do que quando dormem sozinhos, mesmo que sintam que seu sono é melhor juntos.

Muitas perguntas sobre dormir junto permanecem sem resposta. Por exemplo, não entendemos completamente os efeitos do sono compartilhado no desenvolvimento das crianças, ou os benefícios do sono compartilhado para adultos além de parceiros românticos femininos e masculinos.

Mas, alguns trabalhos sugerem que dormir junto pode nos confortar, semelhante a outras formas de contato social, e ajudar a melhorar a sincronia física entre pais e filhos.

Se dormir junto é bom ou não para a saúde é algo que não tem uma resposta única. Mas lembre-se de que as normas ocidentais não são necessariamente aquelas com as quais evoluímos. Portanto, considere fatores como distúrbios do sono, saúde e idade em sua decisão de dormir junto, em vez de só fazer o que todo mundo está fazendo.

*Goffredina Spanò é professora de Neurociência Cognitiva do Desenvolvimento da Kingston University. Gina Mason é bolsista de pesquisa de pós-doutorado em Psiquiatria e Comportamento Humano na Brown University.

*Este artigo foi publicado no The Conversation e reproduzido aqui sob a licença Creative Commons. Clique ali para ler a versão original em inglês.



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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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