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Casal rico do Instagram termina tragédia no EUA; entenda – 25/12/2024 – Mundo

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Katherine Rosman

Na moderna Era De Ouro de Nova York, onde o Instagram está repleto de exibições desenfreadas de riqueza, Brandon e Candice Miller eram as realezas.

Na festa de 10º aniversário de casamento, com o tema “Sonho de uma Noite de Verão”, eles celebraram com dezenas de amigos no quintal de sua casa de férias com mais de 500 metros quadrados nos Hamptons. Ao lado de belos maridos, mulheres elegantes observavam o casal renovar os votos próximo à piscina com pétalas de rosa.

Tudo culminou nas imagens que despertam inveja, antecipadas pelos cerca de 80.000 seguidores de “Mama and Tata”, nome da famosa página de Candice Miller no Instagram.

A festa de ‘Sonho de uma Noite de Verão’ foi em 2019. Cinco anos depois, a imagem glamorosa que Candice Miller cultivou e promoveu desapareceu, substituída por desgosto, raiva e dívidas até então desconhecidas.

A casa em que ostensivamente viviam não era deles. Ações judiciais de credores, falências de negócios, investimentos fracassados e até um barco retomado indicam que a riqueza necessária para manter seu estilo de vida evaporou, se é que realmente existiu.

O marido de Candice se foi. Brandon Miller, 43 anos, morreu em 3 de julho em um hospital de Southampton. Uma carta de suicídio indicava que ele se matou enquanto sua esposa e filhos estavam de férias na Costa Amalfitana, na Itália, de acordo com um oficial da lei do condado de Suffolk.

Ele disse que Brandon Miller escreveu que um negócio que poderia salvar as contas da família havia fracassado.

A família ficou chocada. Quando Candice Miller foi contatada para comentar a morte do marido para esta reportagem, um porta-voz da família disse que ela e as crianças estavam sobrecarregadas pelo luto.

“Candice está devastada pela perda de sua alma gêmea, e as vidas de suas duas jovens filhas serão impactadas para sempre pela perda de seu amado papai”, disse o porta-voz.

A queda dos Millers se tornou o foco de conversas obsessivas nos Hamptons e entre detetives da internet que vasculharam a presença nas redes sociais de Candice Miller em busca de pistas sobre o que deu errado.

Para compor a ascensão e queda da família, buscamos escrituras, ações judiciais e fizemos entrevistas quem conheciam e trabalhava com Brandon Miller. Como o tema é sensível, poucos concordaram terem o nome citado.

Um abismo separava as vidas públicas luxuosas dos Millers e a dolorosa realidade da intimidade.

“O que as pessoas não estão discutindo em tudo isso é a perda do meu irmãozinho, alguém que amei incondicionalmente”, disse a irmã de Miller, Maurley Miller, em nota ao The New York Times. “Tenho um vazio no coração que nunca será preenchido.”

Talvez nenhum lugar na América esteja tão perfeitamente pronto para o Instagram quanto os Hamptons, onde a beleza natural impressionante e a riqueza extravagante se misturam em abundância. Influenciadores passam seus verões na ponta leste de Long Island, documentando as vidas suntuosas.

Candice Miller, 42 anos, se uniu a esta realidade quando ela e sua irmã, Jenna Crespi, começaram o site e conta do Instagram “Mama and Tata”, em 2016, para fornecer dicas de moda, compras e decoração para mulheres ricas.

A conta destacava pessoas na bolha dos Miller, incluindo Ivanka Trump, mas principalmente mostrava a vida pessoal e os gostos de Candice Miller. “Mama and Tata” tornou-se um alterego e máquina de marketing pessoal.

Brandon Miller, por outro lado, evitava as redes sociais – ele usava principalmente um telefone antigo.

Fora das câmeras, eles mantinham divisões tradicionais de tarefas, disse uma pessoa próxima. Candice Miller cuidava das crianças e Brandon Miller nos negócios, tema que raramente discutiam.

Miller desenvolveu projetos comerciais e residenciais em Tribeca, Harlem e no Meatpacking em Nova York.

No entanto, até o outono de 2023, ele estava sob tanta pressão que, quando participou de uma reunião de negócios em um arranha-céu no centro da cidade, de acordo com três pessoas presentes no encontrou, ele sentou-se em uma mesa e começou a chorar.

Miller começou a trabalhar em imóveis alguns anos após se formar na Brown University, trabalhando na empresa do pai. No início de seu casamento, desenvolveu um prédio residencial em Tribeca, e ele adquiriu a Unidade 3 – o ático – para sua família.

Ele e o pai também compraram dois lotes nos Hamptons, construíram duas casas e venderam uma delas no mercado aberto. Brandon Miller manteve a outra, uma casa luxuosa com terrenos amplos. Assim, os Millers puderam viver como se fossem megamilionários.

Mas o foco principal de Miller era o desenvolvimento comercial. Em um projeto típico, ele levantava dinheiro de investidores para garantir um arrendamento de longo prazo em um terreno antes de encomendar arquitetos para planejar um prédio.

Uma vez que as licenças estavam em vigor, ele vendia o arrendamento, a planta e suas licenças para outra incorporadora com lucro, ou assumia mais dívidas para cobrir os custos de construção. Mesmo quando tais projetos correm bem, o trabalho pode exigir empréstimos arriscados.

O pai de Miller, Michael Miller, gerenciou esse risco por muitos anos, mas seus ativos estavam altamente alavancados quando ele morreu inesperadamente, em 2016. Sua empresa e sobreviventes foram atingidos por processos judiciais.

Morte do pai

Após a morte de seu pai, Miller assumiu a empresa, ao lado do ex-sócio do pai. Mas logo, a pandemia tornou um negócio desafiador ainda mais difícil, à medida que o mercado imobiliário da cidade despencava.

Miller se viu em uma situação financeira apertada. Em 2021, ele vendeu a casa da família em Tribeca por pouco mais de US$ 9 milhões – ou R$ 55 milhões em valores atuais – de acordo com a escritura.

Eles alugaram um apartamento de cinco quartos com 400 metros quadrados na esquina da Park Avenue com a East 71st Street, de acordo com registros judiciais – mantendo as aparências pelo equivalente a cerca de R$ 200 mil por mês.

Eles decoraram com móveis alugados pelos quais pagaram o equivalente a R$ 1 milhão para tê-los durante um ano, de acordo com um processo judicial.

Miller parou de pagar algumas contas da família.

E ele alavancou o ativo principal da família: a casa nos Hamptons, empilhando uma hipoteca sobre a outra e fez um empréstimo de cerca de R$ 30 milhões de um banco convencional.

Em seguida, os registros mostram que ele arranjou outra colocou como garantia mais uma casa, avaliada em R$ 12 milhões, como garantia para uma empresa que anunciava empréstimos em menos de 24 horas.

Os Millers continuaram a se divertir com grande estilo. Em agosto de 2022, eles sediaram uma festa “Love Boat” no Duryea’s, um restaurante à beira-mar em Montauk.

Mas o sufoco crescia. Algumas semanas depois, ele pegou mais dinheiro emprestado de um credor em Nápoles, Flórida, facilitada por um amigo da família, Ryan Nivakoff, que contribuiu com dinheiro para o empréstimo, de acordo com registros públicos e três pessoas próximas dos Millers.

No início de 2024, os Millers foram convidados a passar alguns dias nas Bahamas na casa de Nivakoff. Mas, à medida que a viagem se aproximava, Nivakoff queria que Miller contasse à esposa sobre a dívida ou esquecesse a viagem, de acordo com duas pessoas com conhecimento da discussão.

Miller cancelou a viagem, mas Nivakoff não desistiu.

Em maio, ele ligou diretamente para Candice Miller, de acordo com duas pessoas a quem ela contou, e informou que seu marido lhe devia dinheiro. Sua família, Nivakoff disse a ela, estava falida. Sua casa estava como garantia para várias pessoas.

Miller organizou uma ligação com um advogado para tranquilizar a esposa até convencê-la de que tudo estava sob controle, mas a dificuldade financeira estavam se tornando mais perigosas.

No início de junho, Brandon Miller pegou emprestado mais de R$ 1 milhão de uma empresa que oferecia empréstimos de curto prazo. Ele nunca pagou de volta, de acordo com o credor.

Naquele mês, a família tinha planos de viajar para a Europa, mas Miller disse à esposa que precisava ficar em casa para fechar um negócio que ajudaria na situação financeira, de acordo com três pessoas próximas. Ele encorajou ela e as crianças a irem sem ele.

Em 28 de junho, Miller mandou uma mensagem para a esposa dizendo que o negócio destinado a aliviar a crise financeira havia dado certo.

Em 30 de junho, a polícia foi notificada de que um alarme de monóxido de carbono havia disparado na casa dos Millers.

Os socorristas encontraram Miller inconsciente em um Porsche Carrera branco que ele havia preparado para se envenenar, disse um delegado. Os socorristas encontraram no carro uma foto dele, da esposa e dos filhos.

Miller foi levado às pressas para um hospital e colocado em suporte de vida.

Em um e-mail deixado para a esposa, Miller admitiu que havia mentido. O negócio que ele esperava que os salvasse havia fracassado, ele disse.

Ele expressou o amor por ela e os filhos e escreveu que acreditava estar fazendo o melhor para eles – a nota mencionava duas apólices de seguro de vida totalizando cerca de US$ 15 milhões. Ele escreveu que havia lutado contra sentimentos sombrios por anos.

Em uma cerimônia no cemitério, ele foi sepultado ao lado do pai.

A pilhagem da vida dos sonhos começou quase imediatamente. Um credor processou Candice Miller pelo equivalente a R$ 4 milhões em pagamentos e juros. O barco foi tomado. A conta do Instagram “Mama and Tata” foi retirada do ar.

Onde buscar ajuda

A recomendação dos psiquiatras é que a pessoa busque qualquer serviço médico disponível caso esteja com pensamentos suicidas.

CVV (Centro de Valorização da Vida)

Voluntários atendem ligações gratuitas 24 h por dia no número 188, por chat, via email ou diretamente em um posto de atendimento físico.



Leia Mais: Folha

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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