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Catar pede cessar-fogo nas guerras de Israel em Gaza e no Líbano na cimeira UE-CCG | Notícias do conflito Israel-Palestina

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O emir do Qatar apelou ao cessar-fogo nas guerras de Israel em Gaza e no Líbano e sublinhou a importância do estabelecimento de um Estado palestiniano numa reunião com os líderes da União Europeia em Bruxelas, Bélgica.

A UE, composta por 27 países, procura trabalhar mais estreitamente com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – que reúne o Bahrein, o Kuwait, Omã, o Catar, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos – na resolução de conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia.

No discurso de abertura da primeira cimeira UE-CCG, na quarta-feira, o Presidente do Qatar Xeque Tamim bin Hamad Al Thani destacou a necessidade de criar um Estado palestino “soberano e independente”, existindo lado a lado com Israel. Ele também pediu um cessar-fogo no território de Israel guerras em curso em Gaza e no Líbano.

“A guerra destrutiva travada hoje por Israel na Palestina e no Líbano tornou os crimes de guerra algo normal. Isso é algo que não podemos aceitar”, disse Al Thani.

“Precisamos de uma solução para esses conflitos. Precisamos de encontrar uma solução para a causa palestiniana com base na legitimidade internacional e nas fronteiras de 1967… Um cessar-fogo seria o primeiro passo antes de uma ronda séria de negociações para uma solução definitiva para a causa palestiniana.”

A cimeira ocorre mais de um ano depois de Israel ter lançado o seu ataque a Gaza, depois de o grupo palestiniano Hamas ter liderado um ataque ao sul de Israel, matando pelo menos 1.139 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da Al Jazeera baseada em estatísticas oficiais israelitas, e apreendendo cerca de outros 250 como reféns.

A guerra de Israel contra Gaza matou mais de 42.400 pessoas, a maioria mulheres e crianças, segundo as autoridades palestinianas, e deslocou mais de 90 por cento dos 2,3 milhões de residentes do território, muitos mais do que uma vez.

Entretanto, o grupo armado libanês Hezbollah tem trocado tiros transfronteiriços com Israel há mais de um ano, dizendo que está a agir em resposta ao devastador ataque terrestre e aéreo de Israel a Gaza.

No mês passado, os militares de Israel intensificaram drasticamente os combates com o Hezbollah, tendo como alvo vários líderes seniores da organização, expandindo o bombardeamento de Israel em todo o Líbano e enviando tropas terrestres para o sul do país.

Pelo menos 1.350 pessoas foram mortas no Líbano desde que Israel intensificou os seus ataques no mês passado, segundo as autoridades libanesas.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou contra uma escalada da guerra no Médio Oriente e apelou a um cessar-fogo imediato em Gaza e no Líbano.

“A guerra da Rússia contra a Ucrânia e o ataque terrorista liderado pelo Hamas contra Israel em 7 de Outubro minaram fundamentalmente a segurança regional na Europa e no Golfo”, disse ela.

“Precisamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance e mobilizar todas as nossas habilidades diplomáticas para parar a escalada extremamente perigosa, com o agora Irã lançando um ataque balístico massivo contra Israel, ou os Houthis atacando nossos navios”, acrescentou ela.

Hashem Ahelbarra, da Al Jazeera, reportando a partir da cimeira, disse que os comentários iniciais dos líderes deram uma ideia de como a espiral de violência no Médio Oriente estava a tornar-se uma questão “urgente” para a comunidade internacional.

“Se isto continuar, poderá deteriorar-se ainda mais num confronto mais amplo que poderá arrastar os iranianos para um ciclo vicioso de olho por olho com os israelitas. Esse poderia ser o momento em que a comunidade internacional teria zero influência para conter a situação”, disse ele.

A presença do governante de facto da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman – confirmada no último minuto – aumentou as expectativas sobre o impulso do lado do CCG para uma solução de dois Estados.

“O ano de 2002 foi a data em que os sauditas lançaram a Iniciativa de Paz Árabe, que apela a que todas as nações árabes reconheçam Israel em troca de os israelitas aceitarem um Estado palestiniano independente, (a) mesma declaração reiterada pelo emir do Qatar”, disse Ahelbarra.

Guerra Rússia-Ucrânia outra prioridade

A guerra da Rússia contra a Ucrânia também se esperava que dominasse as reuniões, com a UE a tentar angariar apoio internacional para isolar a Rússia.

Embora as opiniões divergissem sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia – em particular, a implementação de sanções ocidentais e a pressão da UE para punir o Irão por reforçar o esforço de guerra de Moscovo – havia alguma esperança de uma cooperação mais estreita nessa frente.

“Estou confiante de que podemos trabalhar juntos e contar com vocês para acabar com esta guerra ilegal na Rússia”, disse von der Leyen aos líderes do Golfo.

Embora Bruxelas queira que os parceiros do CCG concordem com uma linguagem mais forte sobre o ataque militar da Rússia, não espera que adoptem plenamente a sua posição de culpar Moscovo.

O discurso de abertura de Al Thani fez uma breve referência ao conflito em solo europeu.

“No que diz respeito à guerra Ucrânia-Rússia, a posição do CCG baseia-se nos princípios do direito internacional e na Carta das Nações Unidas, que preserva a soberania dos Estados, a sua integridade territorial e a não interferência nos assuntos internos dos Estados”, disse o disse o emir.

Espera-se também que as conversações na cimeira abordem as cooperações comerciais e de investimento e a liberalização dos vistos.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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