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CEO da Boeing traça caminho cauteloso para recuperação enquanto se aguarda votação de greve | Notícias da Aviação

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A CEO da Boeing, Kelly Ortberg, traçou um caminho cauteloso para reverter a situação da empresa, apelando a uma “mudança cultural fundamental” na fabricante de aviões em dificuldades, à medida que as suas perdas trimestrais subiram para 6 mil milhões de dólares devido a uma greve paralisante.

A Boeing acumulou perdas de quase US$ 8 bilhões no ano em curso, após a greve interrompeu a produção de seus aviões 737 MAX, 777 e 767 e uma divisão de defesa e espaço em dificuldades martelou seus negócios. A fabricante de aviões já estava enfrentando uma crise de qualidade de um Explosão do painel no ar em janeiro.

O CFO da Boeing, Brian West, disse aos analistas que espera que a empresa continue queimando caixa no ano de 2025 e nos últimos três meses de 2024, fazendo com que as ações da Boeing caíssem 1,7 por cento, para US$ 157,15.

Numa carta aos funcionários na manhã de quarta-feira, Ortberg enfatizou a necessidade de melhorar o desempenho em seu negócio de defesa e em seus programas 737 MAX e 777, ao mesmo tempo em que estabiliza amplamente a Boeing.

Ortberg foi mais longe do que os seus antecessores recentes ao reconhecer que os danos à reputação da Boeing anularam o estatuto “icónico” da empresa, um termo que utilizou para descrever a Boeing quando foi nomeado seu novo presidente-executivo em Agosto.

“Este é um grande navio que levará algum tempo para virar, mas quando isso acontecer, terá a capacidade de ser grande novamente”, disse Ortberg.

West disse que a empresa tem um plano para abordar o balanço patrimonial da Boeing no curto prazo, que poderia incluir uma oferta de ações e títulos vinculados a ações, mas não especificou um prazo.

“Com base nas nossas melhores estimativas actuais da procura de mercado, nas taxas de produção planeadas, no calendário de recebimentos e despesas de caixa e na nossa capacidade esperada de implementar com sucesso acções para melhorar a liquidez, acreditamos que é provável que seremos capazes de financiar as nossas operações para o futuro previsível”, disse a Boeing em um documento regulatório.

“Também acreditamos que temos capacidade de acessar liquidez adicional”, acrescentou a Boeing.

Em sua primeira ligação com analistas, Ortberg disse que agora está revisando os negócios e as previsões de longo prazo da Boeing.

A empresa pode acabar vendendo alguns ativos, à medida que reduz sua força de trabalho para se concentrar nas principais unidades de fabricação de aviões civis e de defesa da empresa.

“Acho que é melhor fazermos menos e melhor do que fazermos mais e não fazermos bem”, disse Ortberg.

A Boeing vem enfrentando uma crise de qualidade desde que uma porta explodiu em um voo da Alaska Airlines em janeiro (Arquivo: US National Transportation Safety Board via AP)

Voto crucial

O apelo às armas de Ortberg segue planos abrangentes para redução significativa anunciada no início deste mês, quando uma greve de cerca de 33 mil trabalhadores se arrastou por mais de um mês.

O ex-executivo da Rockwell Collins, que assumiu o comando da fabricante de aviões dos Estados Unidos em agosto, disse estar esperançoso de que uma nova proposta de contrato que será votada na quarta-feira pelos trabalhadores em greve seja aprovada, embora analistas digam que a ratificação não é certa.

É um dia crucial para a fabricante de aviões, que já estava lutando com as consequências de um limite imposto pelo regulador à produção de aeronaves MAX, após uma angustiante explosão no painel da porta no ar.

West disse que a meta anterior de 38 por mês da empresa para a produção de seu 737 MAX, originalmente definida para o final do ano, será adiada após a greve.

Mas mesmo que a greve termine, reiniciar a produção do 737 MAX, bem como dos aviões de fuselagem larga 767 e 777, será um novo desafio, uma vez que a cadeia de abastecimento ainda enfrenta dificuldades em alguns bolsões.

A Boeing também terá que convencer fornecedores que anunciaram licenças e adiou investimentos nas últimas semanas para agora reverter o curso e apoiar os seus planos de produção.

“É muito mais difícil ligar isto do que desligá-lo”, disse Ortberg, referindo-se às suas fábricas e à cadeia de abastecimento.

“Vemos os comentários (de Kelly) como encorajadores, já que a Boeing tem sido historicamente avessa a reconhecer que tem problemas, e muito menos a resolvê-los”, disse Robert Stallard, analista da Vertical Research Partners.

A Boeing relatou na quarta-feira uma queima de caixa trimestral de US$ 1,96 bilhão, em comparação com uma queima de caixa de US$ 310 milhões no ano anterior.

A receita trimestral caiu 1 por cento, para US$ 17,84 bilhões.

Enquanto isso, o crescimento da receita no negócio de pós-venda da empresa, Boeing Global Services, desacelerou para 2% no trimestre encerrado em setembro, em comparação com o crescimento de 9% no ano passado e 7% no primeiro trimestre deste ano.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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