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China removeu mais pandas da natureza do que libertou – 31/10/2024 – Ambiente

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Mara Hvistendahl, Joy Dong

Dois pandas corpulentos, um macho e uma fêmea, chegaram da China neste mês ao Zoológico Nacional em Washington (EUA). Se tudo correr como planejado, eles acabarão tendo filhotes.

Trocas como essa ajudaram a transformar os pandas gigantes em um símbolo mundial da conservação da natureza.

O programa de pandas foi criado com o objetivo declarado de salvar uma espécie amada da ameaça de extinção. Os zoológicos pagariam até US$ 1,1 milhão por ano por casal, o que ajudaria a China a preservar o habitat dos pandas. Seguindo recomendações de reprodução cuidadosamente elaboradas, ajudaria a melhorar a diversidade genética da espécie. E, algum dia, a China libertaria pandas na natureza.

Mas uma investigação do New York Times, baseada em mais de 10 mil páginas de documentos, descobriu que as autoridades chinesas e os zoológicos dos EUA deram uma aparência positiva a um programa que lutou, e muitas vezes falhou, para atingir esses objetivos.

Os registros, fotografias e vídeos —muitos deles dos arquivos do Instituto Smithsonian— oferecem uma história detalhada e sem retoques do programa.

Eles mostram que, desde o início, os zoológicos viam os filhotes de panda como um caminho para atrair visitantes, prestígio e vendas de mercadorias. Nesse aspecto, tiveram sucesso.

Hoje, a China removeu mais pandas da natureza do que libertou, descobriu o Times. Nenhum filhote nascido em zoológicos americanos ou europeus, ou seus descendentes, jamais foi libertado. O número de pandas selvagens permanece um mistério porque a contagem do governo chinês é amplamente vista como falha e politizada.

Ao longo do caminho, pandas foram individualmente prejudicados.

Como os animais são notoriamente exigentes quanto ao acasalamento em cativeiro, os cientistas recorreram à reprodução artificial. Isso matou pelo menos um panda, queimou o reto de outro e causou vômitos e ferimentos em outros, mostram os registros.

Alguns animais estavam parcialmente acordados durante procedimentos dolorosos. Pandas na China oscilaram entre a consciência e a inconsciência enquanto eram anestesiados e inseminados até seis vezes em cinco dias, muito mais do que os especialistas recomendam.

A reprodução em zoológicos dos EUA fez pouco para melhorar a diversidade genética, dizem os especialistas, porque a China geralmente envia para o exterior animais cujos genes já estão bem representados na população.

No entanto, os zoológicos dos EUA clamam por pandas, e a China os fornece com entusiasmo. Os zoológicos recebem atenção e público. Criadores chineses recebem bônus em dinheiro por cada filhote, mostram os registros. No início do século, 126 pandas viviam em cativeiro. Hoje, há mais de 700.

Kati Loeffler, veterinária, trabalhou em um centro de reprodução de pandas em Chengdu, na China, durante os primeiros anos do programa. “Lembro-me de estar ali com as cigarras gritando no bambu”, diz ela. “Percebi: ‘Oh, meu Deus, meu trabalho aqui é transformar o bem-estar e a conservação dos pandas em ganho financeiro.’”

Loeffler, que passou parte da temporada em Chengdu como pesquisadora afiliada ao Zoológico Nacional em Washington, afirma que os cientistas lá usavam anestesia de forma excessiva e descuidada. Em um ponto, ela diz, desafiou o protocolo e subiu em uma mesa de exame para segurar um animal enquanto ele estava sendo anestesiado.

Kimberly Terrell, que foi diretora de conservação no Zoológico de Memphis até 2017, afirma: “Sempre houve pressão e a implicação de que os filhotes trariam dinheiro.” Ela observou que os administradores do zoológico insistiam em inseminar sua panda fêmea envelhecida todos os anos, apesar das preocupações entre os tratadores de que era improvável que tivesse sucesso. Nunca teve.

“As pessoas que realmente trabalhavam dia a dia com esses animais, que os entendem melhor, eram bastante contrárias a esses procedimentos”, diz ela. O zoológico afirmou que seus esforços de reprodução seguiram todos os requisitos do programa.

O Times coletou documentos e materiais audiovisuais importantes dos arquivos do Smithsonian e os complementou com materiais obtidos por meio de pedidos de registros abertos. O acervo, que abrange quatro décadas, inclui registros médicos, notas de campo de cientistas e fotografias e vídeos que oferecem evidências cruciais dos procedimentos de reprodução, efeitos colaterais e as condições em que os pandas eram mantidos.

Eles mostram que as técnicas mais arriscadas ocorreram na infância do programa, mas que a reprodução agressiva continuou no Zoológico Nacional e em outras instituições por anos. Um panda no Japão morreu durante a coleta de esperma em 2010. Centros de reprodução chineses, até recentemente, separavam filhotes de suas mães para que as fêmeas voltassem ao cio.

Essa proliferação de pandas gerou debates entre trabalhadores de zoológicos e cientistas sobre se é ético submeter animais a reprodução intensiva quando eles não têm perspectiva real de serem libertados na natureza.

No centro desta história está o Zoológico Nacional, que faz parte do Smithsonian. Pandas fazem parte da imagem do zoológico desde 1972, quando o presidente Richard M. Nixon trocou um par de bois almiscarados por dois ursos após sua histórica viagem à China.

Mas o Smithsonian tem suavizado a realidade da reprodução artificial, às vezes em parceria com o aparato de propaganda chinês, mostram os registros.

Uma porta-voz do Zoológico Nacional, Annalisa Meyer, reconheceu que os esforços para libertar pandas na natureza ainda estavam “em desenvolvimento” e disse que o sucesso do programa não poderia ser medido pelo número de animais libertados. Ela afirmou que os pandas nos zoológicos eram “um seguro contra a extinção” e que a segurança dos animais era uma prioridade máxima.

O programa de pandas deveria corrigir abusos.

Na década de 1980, a China enviou pandas para estadias curtas em zoológicos estrangeiros, onde andavam de bicicleta e empurravam carrinhos, como atrações de carnaval. Muitos tinham sido capturados na natureza. Foi necessária uma ação judicial para que os reguladores dos EUA interviessem.

Após anos de negociação, zoológicos americanos e o governo chinês chegaram a um acordo, e o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA emitiu uma política em 1998. Os zoológicos poderiam alugar pandas por uma década de cada vez, com o dinheiro indo para a conservação.

Cientistas americanos e chineses também concordaram em estudar conjuntamente a reprodução de pandas. A população em cativeiro mostrava sinais de endogamia. Os esforços de inseminação artificial haviam falhado.

Assim, no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, cientistas do Zoológico Nacional, do Zoológico de San Diego e de outras instituições voaram para a província chinesa de Sichuan. Fotografias e registros de arquivo revelam detalhes de viagens que raramente foram discutidas, mas que lançaram as bases para a reprodução em todo o mundo.

Pesquisadores dispararam dardos tranquilizantes em pandas para anestesiá-los, depois os colocaram em macas ou tábuas. Cientistas coletaram sêmen dos machos inserindo sondas eletrificadas em seus retos.

Eles se chamavam de “Equipe do Esperma”.

Essa técnica, chamada de eletroejaculação, é comumente usada na reprodução em cativeiro. Mas os cientistas drogaram alguns dos animais com cetamina pura, um sedativo poderoso que os veterinários normalmente usam em combinação com outras drogas. A cetamina sozinha pode deixar um animal ansioso e com dor —e parcialmente acordado, como um veterinário do Zoológico Nacional reconheceu em uma apresentação na época.

Alguns pandas estavam “leves”, ou seja, estavam insuficientemente anestesiados, e aparentemente lutaram.

“O animal estava leve durante todo o procedimento”, escreveu JoGayle Howard, uma cientista do Zoológico Nacional, em um diário que manteve durante uma viagem em 1999. “Quase saiu da mesa em um ponto (usou apenas cetamina desta vez em vez de cetamina e xilazina).”

Durante uma coleta, Howard escreveu que os cientistas chineses haviam quadruplicado a voltagem para um nível inseguro de 12 volts.

“Eles usaram voltagens perigosamente altas e muitas estimulações no macho Ping Ping depois que saímos”, escreveu ela. “O macho teve fezes soltas com sangue e sem apetite por meses.”

Especialistas dizem que a eletroejaculação deve ser feita com cautela, com voltagem mínima. “Você pode causar muitos danos”, afirma Thomas Hildebrandt, especialista em reprodução artificial de animais no Instituto Leibniz de Pesquisa em Zoológicos e Vida Selvagem em Berlim.

A Base de Pesquisa de Reprodução de Pandas Gigantes de Chengdu, que hoje possui um terço dos pandas em cativeiro do mundo, negou ter usado voltagem excessiva ou prejudicado animais de outra forma. “Não tivemos nenhum panda gigante sofrendo danos à saúde ou morte durante a cirurgia devido ao uso de cetamina”, disse o centro em um comunicado.

Notas nos arquivos do Smithsonian mostram que cientistas americanos acidentalmente feriram o útero de uma panda durante um exame. Fotografias mostram pandas vomitando. “Anestesia difícil”, escreveram os cientistas sobre uma panda fêmea chamada Lei Lei em um centro de reprodução em Wolong, oeste da China. “Ânsia de vômito e vômito. Jejum inadequado —comida e água. Procedimento interrompido.”

As notas deixam claro que os cientistas não pretendiam prejudicar os animais. Eles acreditavam que estavam salvando a espécie. Nos esforços de conservação, o bem-estar da espécie muitas vezes supera o dos animais individuais.

Quando são suficientemente velhos, pares de pandas chineses são elegíveis para serem alugados.

Sob a política que rege o programa de aluguel, os zoológicos não podem lucrar com os pandas.

Mas os registros mostram que, mesmo enquanto os detalhes do programa estavam sendo elaborados, o dinheiro estava no centro da discussão.

Em 1993, representantes de zoológicos dos Estados Unidos e da Europa se reuniram no Zoológico Nacional para traçar estratégias.

As notas dessa reunião estão cheias de erros de digitação, mas mostram que os administradores dos zoológicos não estavam interessados apenas em exibir uma espécie rara. Eles queriam filhotes, referindo-se aos acordos como “empréstimos de reprodução”.

“Machos velhos”, disse um cientista do Zoológico Nacional na reunião, não vão “trazer tanto dinheiro quanto um par reprodutor”.

Hoje, os zoológicos dos EUA devem enviar auditorias de sua receita relacionada a pandas ao Serviço de Pesca e Vida Selvagem para provar que não estão lucrando. Pandas são caros. Além do aluguel para a China, os zoológicos também precisam construir recintos sofisticados e comprar toneladas de bambu.

Mas pandas atraem grandes doadores.

Em 1999, antes de seus últimos pandas chegarem, o Zoológico Nacional lançou uma campanha de arrecadação de 13 milhões de dólares, que incluía 10,5 milhões para o que chamava de “centro de educação”.

Um documento interno daquele período aconselhava os funcionários a desviar as perguntas de jornalistas sobre a loja de presentes planejada para o projeto, restaurante, área de eventos especiais e escritórios de arrecadação de fundos. O edifício é o “investimento do zoológico no futuro da vida selvagem na Terra”, lê-se no documento. “Por isso queremos construir a instalação educacional!”

O zoológico, uma organização sem fins lucrativos, não cobra entrada. Mas documentos mostram que ele via os pandas como uma maneira de “formar colaborações fortes com empresas da região.”

Fechou acordos de patrocínio de pandas com a Fujifilm e o Animal Planet; trabalhou com hotéis locais para criar pacotes que incluíam doações ao zoológico; e adquiriu mouse pads de panda, bolas de golfe e copos de shot para as lojas de presentes.

Dentro de meses após a chegada dos pandas Mei Xiang e Tian Tian, 1 milhão de visitantes passaram pelos portões.

Uma das grandes esperanças do programa de pandas era que, algum dia, animais criados em cativeiro fossem libertados para repovoar a natureza.

Dez pandas foram liberados com sucesso, um número que é promovido pelo escritório nacional de silvicultura da China. Mas quase o mesmo número morreu no processo, descobriu o Times em uma análise de reportagens. Dois morreram na natureza por ataque ou infecção e outros seis morreram em um programa de pré-liberação.

Desde 1995, mais pandas foram retirados da natureza do que foram liberados, descobriu o Times. Trabalhadores florestais disseram que recolheram pandas que estavam feridos ou abandonados. Mas uma vez em cativeiro, muitos pandas foram adicionados ao programa de reprodução, de acordo com registros.

O Times contou mais de uma dúzia de pandas selvagens que permaneceram em cativeiro pelo resto de suas vidas, e mais uma dúzia que ainda estão lá hoje. Em 2018, a China tentou resolver isso exigindo que animais recém-capturados fossem liberados assim que se recuperassem.

O escritório de silvicultura não respondeu a uma lista de perguntas, mas disse que o Times “distorceu a realidade da proteção e gestão do panda gigante na China.”

Pandas que passam a maior parte de suas vidas em zoológicos no exterior nunca são libertados. Nem seus filhotes nascidos no exterior.



Leia Mais: Folha

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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