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Chuva de até 160 mm causa inundações e estragos no Sul do Brasil
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Criança é resgatada durante enxurrada em Santa Catarina | DEFESA CIVIL
Chuva localmente intensa com enxurradas acompanhando temporais, em algumas cidades com fortes rajadas de vento, atingiram nas últimas horas o Sul do Brasil. Os estados de Santa Catarina e o Paraná foram os mais afetados com inundações isoladas e acumulados em alguns pontos tão altos quanto 100 mm a 150 mm em curto período.
No Paraná, uma criança de três anos desapareceu depois que foi arrastada por uma forte enxurrada em General Carneiro, no Sul do estado. Bombeiros realizam buscas e atenderam ocorrências por alagamentos pela chuva que se iniciou na tarde de ontem e seguiu forte na madrugada de hoje.
Balanço preliminar do governo do Paraná informa que 1.725 pessoas foram afetas pelas chuvas, sendo 1.450 delas em situação de vulnerabilidade social, que tiveram as suas casas inundadas pelas fortes enxurradas.
“Aproximadamente 200 pessoas precisaram sair de suas casas devido à situação mais crítica e foram para imóveis de parentes e amigos, dos quais a maioria já retornou na manhã desta quinta-feira para limpeza de suas residências após a redução no nível de água”, informou o governo paranaense.
Funcionários da prefeitura e membros das defesas civil estadual e municipal estão reunidos para avaliar os estragos causados e identificar quais equipamentos e materiais serão necessários para a recuperação.
A captação de água foi temporariamente comprometida devido à queda de energia em uma das estações da Sanepar, que já foi religado pela Copel. Até que a situação seja totalmente normalizada, a Sanepar enviou um caminhão-pipa para garantir o abastecimento dos moradores, especialmente daqueles que residem em áreas mais altas da cidade, onde a água demora mais para retornar.
A força da água danificou ruas, destruindo o asfalto e causando o desmoronamento de muros, cujos casos mais urgentes já estão sendo atendidos desde madrugada. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) informou que a PR-170, próximo a General Carneiro, também foi atingida por deslizamento. Equipes atuam na limpeza da pista.

DEFESA CIVIL DO PARANÁ
Em Santa Catarina, o Oeste do estado também sofreu com enxurradas entre o final da quarta-feira e o começo do dia de hoje. A chuva intensa causou inundações na cidade de São Domingos. A chuva elevou rapidamente o nível do rio que corta a cidade. Cerca de 20 moradias foram afetadas pela inundação repentina.
Temporal de chuva e vento derrubou silo de armazenamento de ração, com capacidade entre 10 e 20 toneladas, em uma propriedade rural no interior do município de Abelardo Luz, também no Oeste de Santa Catarina. Em Itapiranga, alagamentos foram registrados.
Já no Nordeste catarinense, chuva muito forte nesta quinta-feira causou alagamentos na cidade de Itajaí. Em Camboriú, alagamentos e deslizamentos foram registrados em pontos da cidade. Devido ao mau tempo, o trânsito é complicado na BR-101 no Litoral Norte catarinense.
Quanto choveu
Na rede do Instituto Nacional de Meteorologia, os acumulados em 24 horas até às 9h desta quinta-feira no Paraná foram de 161 mm em General Carneiro, 62 mm em São Mateus do Sul, 58 mm em Rio Negrinho e 42 mm em Cidade Gaúcha. Já no estado de Santa Catarina, o órgão federal anotou no período 45 mm em Campos Novos.
O Centro Nacional de Monitoramento de Desastres, o Cemaden, por sua vez, indicou acumulados em 24 horas até às 9h da manhã de hoje no Paraná de 86 mm em Irati, 77 mm em Campo do Tenente, 70 mm em União da Vitória e 65 mm em São Miguel do Iguaçu.
Em Santa Catarina, o Cemaden indicou no período de 24 horas até às 9h de hoje marcas de 107 mm em Quilombo, 102 mm em Timbé do Sul, 94 mm em Corupá, 91 mm em Itajaí, 86 mm em São Bento do Sul, 85 mm em Jaraguá do Sul, 82 mm em Guaramirim, 81 mm em Santa Terezinha e 71 mm em Concórdia.
Previsão indica ainda risco de chuva localmente forte
Uma área de baixa pressão atua no Sul do Brasil e interage com ar tropical quente e úmido, com abundante água precipitável, o que favorece ainda hoje, especialmente da tarde para a noite e no começo da sexta, a ocorrência de novos episódios de chuva forte a torrencial localizada com elevados acumulados em curto intervalo.

METSUL
O mapa acima mostra a projeção de chuva em 72 horas do modelo de alta resolução WRF que aponta os maiores acumulados em Santa Catarina e no Paraná, que podem ser localmente excessivos. A MetSul destaca que pode chover em áreas do Rio Grande do Sul em que o modelo não indica chuva devido à instabilidade atmosférica alta.
Entre amanhã e sábado, o ingresso de ar seco afasta a instabilidade da maior parte do Sul do Brasil e o risco de chuva forte a intensa localizada aumenta muito em estados do Sudeste do Brasil com inundações e alagamentos repentinos em diferentes cidades.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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