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Chuvas provocam ao menos 14 mortes em SP desde o dia 1º – 30/12/2024 – Cotidiano
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Fábio Pescarini
As chuvas provocaram a morte de ao menos 14 pessoas desde o início do mês de dezembro até esta segunda-feira (30) no estado de São Paulo. O número faz parte de um balanço do plano preventivo da Defesa Civil do Estado de São Paulo. De acordo com o documento, do total de mortes, duas foram na capital paulista.
Na última Operação Verão 23, que foi até março, quando termina a estação, foram 98 mortes entre 2023 e 2024, de acordo com o órgão estadual.
Em um dos casos deste mês, mãe e duas filhas morreram soterradas no último dia 21 em Várzea Paulista, cidade da região metropolitana de Jundiaí (a cerca de 60 km da cidade de São Paulo).
Conforme boletim de ocorrência, Renata Leite de Oliveira, 31, e as filhas Ana Vitória, 8, e Ana Gabrielly, 3, estavam em casa quando, no início da noite, um deslizamento de terra na rua Ilha Bela, no bairro Vila Real, atingiu o imóvel. De acordo com o documento policial, a mãe faria aniversário dois dias depois.
O relatório contabilizou até esta segunda quase mil pessoas que tiveram de deixar suas casas. Do total, 426 eram desabrigados, que precisaram ir para abrigos disponibilizados por prefeituras, e 539 desalojados, que tiveram de deixar suas residências e acabaram indo para as de parentes ou amigos.
Ao todo, 76 municípios reportaram ocorrências por causa das chuvas.
Em Capivari, na região metropolitana de Campinas, cerca de 150 estavam em dois abrigos disponibilizados pela prefeitura na manhã desta segunda, depois da cheia do rio Capivari, que transbordou no fim de semana e chegou a atingir 5,17 metros de altura, causando alagamentos no município e na vizinha Monte Mor —no último balanço, às 12h, o nível estava a 3,63 metros.
“Estamos com cerca de 300 pessoas afetadas”, afirmou o tenente Maxwel Souza, da Defesa Civil, que esteve na região de Capivari nesta segunda. “Está vindo para cá ajuda do Fundo Social do estado e da Defesa Civil”, afirma.
0 oficial apontou que um dos acessos a Monte Mor ainda estava completamente alagado no início da tarde desta segunda. “O cenário positivo é que a chuva deu uma trégua e a condição será bem mais fraca que nos últimos dias. Com isso, a tendência é diminuição no volume das águas no rio Capivari.”
Ao todo, a Defesa Civil estadual disse ter distribuído nos últimos dias quase 1.400 itens de ajuda humanitária, como cestas básicas e produtos de higiene e de limpeza, a sete municípios paulistas (Caieiras, Cajamar, Flora Rica, Mauá, Santa Isabel, Suzano, Várzea Paulista).
ALERTA PARA O LITORAL
Na manhã desta segunda, a Defesa Civil emitiu alerta de riscos de inundações para os municípios de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, na Baixada Santista e litoral sul paulista.
Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba paulista, o domingo teve chuva de granizo e deslizamentos, concentrados na zona norte da cidade. A chuva invadiu uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no bairro Alto da Ponte e causou falta de energia em alguns pontos.
Em Campos do Jordão, aconteceram dois deslizamentos, ambos sem vítimas. Em um deles, parte de uma casa ficou exposta com a queda do solo. A Defesa Civil não divulgou os números oficiais do impacto dos temporais nas cidades do entorno.
Em Jundiaí, a queda de um muro fez com que a lama invadisse uma casa na rua José Garcia Céspede. Três pessoas de uma família que morava no imóvel foram levadas para um hotel custeado pela prefeitura.
Quatro casas foram interditadas no domingo (29) por causa de riscos estruturais nos bairros Jardim Carlos Gomes, Jardim Tamoio e Bonfliglioli, de acordo com a Defesa Civil de Jundiaí.
Na Grande São Paulo, a cidade de Cajamar também registrou chuva de granizo, que gerou estragos em diversos bairros da cidade. Não há informação sobre feridos.
Os ventos fortes e a queda de granizo provocaram danos em veículos, destelhamentos de casas e atingiram um shopping da região. Ao menos 80 residências foram danificadas.
No estacionamento do Anhanguera Parque Shopping havia pelo menos cinco carros com vidros quebrados, além de dezenas com a lataria amassada.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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