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Ciclone Chido mata vários em Mayotte e atinge Moçambique – DW – 15/12/2024

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Pelo menos 11 pessoas morreram no Oceano Índico ilha de Mayotte, disseram as autoridades francesas no domingo, enquanto a tempestade se dirigia para Moçambique, nação da África Oriental.

A limpeza está em andamento em Mayotte, que é um território ultramarino francês.

“Quanto ao número de mortos, será complicado, porque Mayotte é uma terra muçulmana onde os mortos são enterrados em 24 horas”, disse um funcionário do Ministério do Interior francês.

O ciclone Chido parecia ter crescido em poder à medida que avançava em direção Moçambique antes de atingir a costa a cerca de 40 quilómetros (25 milhas) a sul da cidade de Pemba, no norte, informaram os serviços meteorológicos.

A agência de bem-estar infantil da ONU, UNICEF, disse estar no local em Moçambique para prestar ajuda durante a tempestade, que disse já ter causado alguns danos.

“Muitas casas, escolas e instalações de saúde foram parcial ou completamente destruídas e estamos a trabalhar em estreita colaboração com o governo para garantir a continuidade dos serviços básicos essenciais”, afirmou num comunicado.

Devastação em Mayotte

Depois que o ciclone atingiu Mayotte, novo primeiro-ministro francês, François Bayrou disse a repórteres em Paris que a tempestade danificou e destruiu edifícios governamentais, hospitais e habitações improvisadas.

Ele disse que havia preocupações sobre o acesso a alimentos, água e saneamento no território relativamente empobrecido que abriga pouco mais de 300 mil pessoas.

Ciclone Chido atinge território insular francês Mayotte

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Num sinal da incerteza após a tempestade, um ministro júnior do governo nascido em Mayotte, Thani Mohamed-Soilihi, não teve notícias de amigos ou familiares desde então, disseram Bayrou e o seu ministro do Interior aos jornalistas.

Mayotte é um grupo de ilhas do Oceano Índico entre Madagascar e a costa de Moçambique.

Prefeito local diz que tempestade é a pior desde 1934

“Todos entendem que este foi um ciclone inesperadamente violento”, disse Bayrou, com Chido trazendo rajadas de vento de até 200 quilômetros (120 milhas) por hora.

O prefeito do território ultramarino, François-Xavier Bieuville, escreveu no Facebook: “Nossa ilha está neste momento profundamente afetada pelo ciclone mais violento e destrutivo que vimos desde 1934”, disse o prefeito do território ultramarino, François-Xavier. Bieuville, escreveu no Facebook. “Muitos de nós perdemos tudo.”

O arquipélago foi colocado em alerta máximo e os residentes foram orientados a permanecer em casa antes da tempestade.

Esta fotografia de apostila tirada e divulgada pela Direção Geral da Aviação Civil em 14 de dezembro de 2024 mostra danos na torre de controle do aeroporto de Pamandzi, horas depois que o ciclone Chido atingiu a ilha francesa de Mayotte, no Oceano Índico, com ventos de até 220 quilômetros. (137 milhas) por hora.
Apesar das claras indicações de danos no aeroporto de Pamandzi, a pista ainda estava operacionalImage: DGAC/AFP

Governo francês enviando equipes de resgate e bombeiros

A pista do aeroporto, localizada em Pamandzi, em uma das ilhas menores próximas ao território principal, do outro lado da água da cidade principal, Mamoudzou, ainda podia ser usada. As autoridades planejavam usá-lo apenas em voos militares para transporte de água e alimentos.

O Ministro do Interior Retailleau disse que 110 equipes de resgate e bombeiros foram enviados para a ilha, com reforços de outros 140 a seguir.

Ele disse que cerca de 1.600 policiais e policiais também estavam presentes para manter a ordem.

Autoridades francesas em conferência de imprensa no Centro Interministerial de Crise do Ministério do Interior, Place Beauvau, após a tempestade em Mayotte, 14 de dezembro de 2024.
O novo governo da França reuniu-se no Ministério do Interior para discutir a situação em Mayotte no sábadoImagem: Aliança Olivier Corsan/MAXPPP/dpa/picture

“Houve alguns saques, mas reagimos muito rapidamente”, disse ele.

Mayotte é significativamente mais pobre do que a França continental e tem lutado contra a violência de gangues e a agitação social durante décadas. Estas tensões também foram alimentadas pela escassez de água no início deste ano.

tj,msh/sri,zc (AFP, AP, Reuters),



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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