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Cientistas descobrem fóssil bem preservado de pterossauro – 19/11/2024 – Ciência

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Will Dunham

Nas alturas sobre a paisagem da Baviera, cerca de 147 milhões de anos atrás, havia um pterossauro com uma envergadura de cerca de dois metros, uma crista óssea na frente do focinho e uma boca cheia de dentes afiados, à procura de um lagarto ou outro petisco saboroso para comer.

Cientistas desenterraram um fóssil bem preservado dessa espécie recém-identificada, chamada Skiphosoura bavarica, em uma descoberta que preenche uma lacuna importante na compreensão da evolução desses antigos répteis voadores, criaturas que importantes nos ecossistemas durante a Era dos Dinossauros.

Skiphosoura viveu no final do Período Jurássico. Ele é anatomicamente transitório entre os pterossauros de cauda longa e relativamente pequenos que se originaram há aproximadamente 80 milhões de anos, durante o Triássico, e os de cauda curta que mais tarde se tornariam os gigantes do Cretáceo, como o Quetzalcoatlus, cuja envergadura rivalizaria com a de um caça F-16.

“É de enorme importância”, disse o paleontólogo David Hone, da Universidade Queen Mary de Londres, autor principal do estudo publicado nesta segunda-feira (18) na revista Current Biology, sobre como o Skiphosoura fornece informações sobre a evolução dos pterossauros.

“Também traz outros achados de pterossauros que já tínhamos feito para o foco, explicando melhor onde eles se encaixam na árvore genealógica dos pterossauros e nos permitindo mostrar essa transição das formas iniciais para as tardias —e ver quais características estavam mudando em que ordem”, afirmou Hone.

A criatura, cujo nome científico significa “cauda de espada da Baviera”, tinha uma cauda curta e rígida. O espécime tem quase todos os ossos do esqueleto preservados em três dimensões, em vez de esmagados e planos como muitos fósseis. Foi desenterrado em 2015 no estado alemão da Baviera.

“Os esqueletos de pterossauros são realmente frágeis, pois seus ossos são muito finos, então muitas vezes se desintegram ou estão esmagados quando preservados”, disse o paleontólogo.

O Skiphosoura teria sido um dos maiores voadores em seu ecossistema. Seu crânio tinha cerca de 25 cm de comprimento.

“A crista óssea se limita à frente do focinho, mas teria uma extensão de tecido mole em cima disso que o tornaria consideravelmente maior. Provavelmente era colorido ou tinha padrões, mas não temos certeza”, afirmou o pesquisador.

“Os dentes são bastante longos e afiados. Eles são para perfurar e segurar”, disse Hone. “Provavelmente era um predador generalista de presas pequenas, como lagartos, pequenos mamíferos, grandes insetos e talvez peixes. Provavelmente vivia no interior, talvez em florestas.”

Pterossauros, primos dos dinossauros, foram o primeiro dos três grupos de vertebrados a alcançar o voo, seguidos pelos pássaros cerca de 150 milhões de anos atrás e pelos morcegos cerca de 50 milhões de anos atrás. Eles foram extintos há 66 milhões de anos no evento de extinção em massa que também condenou os dinossauros depois que um asteroide atingiu a Terra.

Os paleontólogos dividem os pterossauros em dois grupos principais. Os membros de um deles possuíam uma cabeça curta, pescoço curto, cauda longa, osso curto no pulso da asa e quinto dedo longo no pé. Os os do outro, uma cabeça grande, pescoço longo, cauda curta, pulso longo e quinto dedo curto. Os pterossauros enormes deste segundo grupo também não tinham dentes.

A descoberta de Skiphosoura e outra espécie chamada Dearc sgiathanach, que viveram aproximadamente 170 milhões de anos atrás na Escócia, ajudou a esclarecer eventos-chave na evolução dos pterossauros. Eles fazem parte de um grupo de transição que liga os pterossauros dos dois grupos principais.

“Por mais de 150 milhões de anos, os pterossauros criaram, abriram e mantiveram inúmeros papéis ecológicos posteriormente ocupados por aves vivas e seus parentes mais próximos, desde caçar presas oceânicas em voo até perseguir presas terrestres a pé”, disse o paleontólogo e coautor do estudo Adam Fitch, do Museu Field em Chicago. “E com o acaso de um asteroide atingir a Terra há 66 milhões de anos, os pterossauros foram removidos desses papéis para sempre.”



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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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