ACRE
Cientistas descobrem que cães estão entrando em uma nova fase da evolução
PUBLICADO
2 anos atrásem
Os cães podem estar passando por uma terceira onda de domesticação, motivada pelo desejo dos humanos por animais de estimação que sejam amigáveis, calmos e adequados a um estilo de vida sedentário. É o que aponta um conduzido por pesquisadores da Universidade de Linköping, na Suécia.
- Guerra no Oriente Médio: Drone lançado do Líbano tinha como alvo casa de férias de Benjamin Netanyahu
- Eleição nos EUA: Cerca de 12 milhões de eleitores já votaram para escolher entre Kamala e Trump
Apenas algumas décadas atrás, os caninos eram vistos como animais de trabalho, encarregados de caçar pragas, pastorear o gado e proteger as casas. Mas, atualmente, a companhia é uma prioridade muito maior para os donos desses bichos de estimação.
Cachorro mais valioso do mundo custa R$ 600 mil
.
Diante disso, cientistas descobriram que essa mudança expandiu os níveis do hormônio ocitocina, responsável pelo vínculo social em cachorros, especialmente em cães de serviço. Essa substância é o que os leva a buscarem contato com os donos.
Segundo o jornal britânico Daily Mail, os cientistas apontam que à medida que os humanos domesticaram os lobos, os transformando nos animais de estimação afetuosos que conhecemos hoje em dia, a sensibilidade dos caninos à ocitocina aumentou.
A pesquisa, realizada em 2017, investigou como os cães desenvolveram capacidade única de trabalhar em conjunto com humanos, incluindo a disposição em “pedir ajuda” quando confrontados com um problema difícil.
- Leia mais: golfinhos ‘sorriem’ uns para os outros durante brincadeiras para indicar comportamento não hostil, aponta estudo
A hipótese dos estudiosos é de que o hormônio estava envolvido nessa evolução, uma vez que ele é conhecido por desempenhar um papel nas relações sociais entre indivíduos. O efeito da ocitocina depende de quão bem ela se liga ao receptor dentro das células.
Estudos anteriores apontam que variações no material genético, localizado próximo ao gene que codifica os receptores de ocitocina, influenciam a capacidade de comunicação dos cães. Isto é, as habilidades sociais de um cachorro estão parcialmente entranhadas em sua genética, em especial nos genes que controlam a sensibilidade à ocitocina.
Na prática, os pesquisadores observaram 60 animais da raça golden retriever que tentavam levantar a tampa de um pote de guloseimas, intencionalmente tornado “impossível de abrir”. Amostras de DNA do interior do nariz deles foram coletadas, a fim de para determinar qual variante do receptor de ocitocina cada um tinha.
- Menor que uma semente: depois de uma década, cientistas revelam como é o cérebro das moscas em detalhes impressionantes
Esse teste comportamental foi realizado duas vezes. A primeira delas após os cães receberem uma dose de spray nasal de ocitocina. A segunda outra vez depois de uma dose de spray nasal de solução salina neutra. Em seguida, o grupo cronometrou os animais para saber em quanto tempo eles tentariam abrir o pote sozinhos, antes de pedir ajuda ao dono.
Os resultados mostraram que cachorros com uma variante genética específica do receptor tiveram reação mais forte ao spray de ocitocina do que outros cães, e que a dose de hormônios tornou mais propensos a buscar auxílio do que a dose de solução salina.
Essas descobertas revelam uma visão sobre como a domesticação alterou os genes que influenciam as habilidades sociais desses bichos. Para os especialistas caninos Brian Hare e Vanessa Woods, os traços comportamentais dos cães estão passando por uma terceira onda de domesticação.
- Veja também: ecologista afirma que plantar árvores para combater desmatamento pode ser pior
Com isso, à medida que o papel que esses animais desempenham na vida dos humanos mudou de trabalhador para companheiro, o mesmo aconteceu com o comportamento e, talvez, com a biologia também.
Hare é professor de antropologia evolucionária na Duke University, na Carolina do Norte (EUA), e diretor do Duke Canine Cognition Center, enquanto Woods gerencia o programa Puppy Kindergarten do centro, que treina filhotes para se tornarem cães de serviço.
O Puppy Kindergarten serve ainda como um projeto de pesquisa a longo prazo para avaliar como diferentes estratégias de treinamento impactam o comportamento e o desenvolvimento cognitivo dos cães.
- Furacão Milton: Biden diz que danos foram estimados em R$ 281 bi; quase 2,5 milhões de casas continuam sem energia na Flórida
A análise desses filhotes convenceu Woods e Hare de que os cães de serviço são “excepcionalmente bem adaptados à vida no século XXI”, escreveram eles na revista americana The Atlantic. Eles são “profissionais altamente treinados” e podem ajudar seus donos com tarefas, permanecer calmos e quietos quando não estão trabalhando ativamente e têm disposições excepcionalmente amigáveis.
“Ao contrário da maioria dos cães de estimação, os cães de serviço são atraídos por estranhos, mesmo quando filhotes”, escreveu a dupla na publicação. “E o aumento da simpatia parece ter mudado a biologia desses cães, assim como aconteceu há milhares de anos”, acrescentaram os estudiosos.
Altamente treinados, esses cachorros incorporam as características do companheiro canino ideal. Eles se adaptam perfeitamente nas vidas de seus donos e no mundo moderno.
- Entenda as consequências: ONU alerta que ciclo mundial da água está se tornando cada vez mais imprevisível
“Cães de serviço se encaixam na vida das pessoas de uma forma que muitos donos de cães saudáveis querem que seus animais de estimação se encaixem na deles”, disseram Woods e Hare.
Há algumas décadas, os cães eram vistos de forma muito diferente do que são hoje. Até os anos 1990, eles passavam a maior parte de suas vidas ao ar livre. Sem a urbanização queconhecemos hoje, havia espaço para vagar e explorar.
“Se seu cachorro dormisse na sua cama, você provavelmente acordaria coberto de carrapatos ou pulgas”, pontuaram os pesquisadores.
- ‘Antártica verde’: aquecimento global aumenta em dez vezes áreas cobertas por vegetação no continente
Essa mudança fez com que algumas ações que tornavam os cães atraentes para nossos ancestrais se tornassem comportamentos desajustados. Dentre eles, “proteger-se contra pessoas e animais estranhos pode tornar um cão mais difícil de andar pela vizinhança”, destacaram os cientistas.
“Cães que são mais enérgicos, excitáveis, medrosos ou ansiosos do que a média têm mais probabilidade de serem abandonados em abrigos, onde podem ter dificuldade para encontrar um novo lar”, ressaltam.
Woods e Hare alegam que as novas pressões sociais têm impulsionando uma terceira onda de domesticação canina, com cães de serviço representando os membros mais evoluídos da matilha.
“Cães de serviço podem se parecer com um labrador retriever comum, mas comparados com cães de trabalho militar ou mesmo com um labrador de família comum, eles são quase uma raça diferente. As diferenças entre cães de companhia e cães de estimação também demonstram o quão diferente uma população de cães pode se tornar em menos de 50 anos”, finalizaram.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
Relacionado
ACRE
Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login